domingo, 29 de março de 2009

Os 7 Sacramentos.



Introdução aos Sacramentos


Sinais da salvação que Jesus instituiu na sua Igreja; garantias da sua existência na e com a Igreja. O Batismo o fundamenta a nossa pertença à Igreja de Jesus Cristo no começo da vida cristã. Pela Confirmação, os batizados são confortados e santificados pelo dom do Espírito. A Eucaristia concede aos fiéis à participação na vida do seu Senhor e faz deles uma comunidade. O sacramento da Penitência oferece ao pecador reconciliação e perdão. O doente recebe da Unção, esperança e consolação. No sacramento da Ordem, confere-se aos diáconos, sacerdotes e bispos, um serviço particular na Igreja. No sacramento do Matrimônio, os esposos prometem-se mutuamente amor e fidelidade; a comunidade que eles formam é imagem da comunhão dos fiéis instituída por Deus. Os Sacramentos são os sinais visíveis da realidade invisível da salvação que eles significam. Porque são dom de Deus, realizam o que significam: por eles, recebemos o dom da graça, quer dizer, a própria vida de Deus. Os Sacramentos devem ser diferenciados dos Sacramentais que "A santa mãe Igreja instituiu (...) São sinais sagrados pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, que se obtêm pela oração da Igreja. Pelos sacramentais, os homens se dispõem para receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da sua vida" (Concílio Vaticano 11, Sacrosanctum Concilium, 60). A Igreja instituiu os sacramentais para santificar certos ministérios, certas circunstâncias da vida cristã, assim como o uso de certos objetos. Para isso pronuncia-se uma oração, frequentemente acompanhada de um sinal particular (por exemplo: a imposição das mãos, o sinal da cruz, a aspersão de água benta). Fala-se de "consagração" para uma pessoa (por exemplo, a abadessa de um mosteiro) ou, em se tratando de um objeto (altar, igreja, sino) ele é destinado exclusivamente ao uso litúrgico. Fala-se de "bênção" quando homens (crianças, viajantes, peregrinos) ou coisas (casas, alimentos, automóvel, animais) são confiados à proteção de Deus. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos" (Mt 28, 20): foi o que prometeu o Ressuscitado aos seus discípulos. No dia de Pentecostes, eles apercebem-se do modo como Jesus cumpre a sua promessa: derrama sobre eles o seu Espírito que os configura ao Cristo, isto é, toma-os participantes da sua vida e permite-lhes dizer a Deus, como ele: "Abba! Pai!?(GI 4,6). Entusiasmados, descem à rua e proclamam: que saibam todos! Jesus de Nazaré, que foi suspenso numa cruz e morreu, é o Senhor e Messias. Ressuscitou! Deus exaltou-o e deu lhe o lugar de honra à sua direita. E voltará na sua glória. Acreditai nele e tende confiança no Evangelho que nós anunciamos. Entre os ouvintes, muitos ficam impressionados e batizam-se (At 2). Em toda a parte por onde o Evangelho é proclamado como Boa Nova, constituem-se comunidades. Um novo povo de Deus: a Igreja de Jesus Cristo. Esta unida ao seu Senhor como os membros ao corpo, como o cacho à videira. Ele age através dela e nela. Os gestos da Igreja são o prolongamento dos gestos salvíficos de Cristo: são os sacramentos. Graças à presença do Senhor no meio e em favor dos homens, e através do culto celebrado com eles, a Igreja está destinada a testemunhar que Deus é benevolente para com todos, que os ama e quer oferecer-lhes a salvação. A própria Igreja é sinal do amor e da proximidade do Deus escondido; ela comunica realmente esse amor salvífico. Por isso diz-se que ela é "sacramento", sobre o qual se fundam rodos os sacramentos que ela oferece aos que acolhem a fé. "A Igreja é, em Cristo, como que sacramento, isto é, sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano". LG, 1 "Os sacramentos da Nova Lei foram instituídos por Cristo e são sete, a saber: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. Os sete sacramentos atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida do cristão: dão à vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão. Nisto existe certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual".CIC, 1210. Administrar os sacramentos não é unicamente "falar" da pertença a Deus e da redenção. Os sacramentos são sinais simbólicos destas realidades e os seus instrumentos efetivos: transmitem verdadeiramente essa pertença a Deus e essa redenção. Os sacramentos da Igreja integram e purificam toda a riqueza dos sinais e dos símbolos do universo e da vida social. Além disso, realizam as figuras proféticas da Antiga Aliança, significam e realizam a salvação operada por Cristo e prefiguram e antecipam a glória do céu (cf. CIC 1152).



O que é o Batismo?

O Batismo é o sacramento comum a todos os cristãos. A Igreja administra-o segundo a missão que o Senhor lhe confiou: "Ide... fazei discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo." (Mt 28, 19). Os ministros ordinários do Batismo são o bispo, o sacerdote ou o diácono. Em caso de necessidade grave, qualquer pessoa - mesmo não estando batizada - pode administrá-lo, desde que queira fazer o que faz a Igreja (cf. CIC 1256). "Batizar" vem de uma palavra grega que significa "mergulhar". Mergulhado (batizado) na morte para a salvação do mundo (cf. CIC 1225). Quando uma pessoa não batizada dá a sua vida por Jesus Cristo (martírio), recebe o Batismo de sangue. Fala-se também de Batismo de desejo entre os não batizados que praticam o bem, se comprometem pelo próximo e deste modo - às vezes sem o saberem - seguem a Cristo. Quanto às crianças que morrem sem Batismo, acreditamos que, na sua misericórdia, Deus não as abandona.



O Que é a Crisma?

Tal como o Batismo, a Confirmação imprime também na alma um caráter espiritual, um selo indelével; é por isso que só se pode receber este sacramento uma vez. Este caráter nos abre mais à ação do Espírito Santo que habita em nós; permite-nos crescer na nossa relação filial com o Pai; enraíza-nos mais profundamente na Igreja; dá-nos luz, força e amor para vivermos e testemunharmos Jesus Cristo com o nosso ser e as nossas ações. Todos devem poder reconhecer: aqui está um cristão que fala e age como tal (cf. CIC 1303).


O que é a Confissão?


No início de cada celebração eucarística, dizemos todos juntos: "Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor". Rezamos assim porque sabemos que somos humanos. Alguém que pode fazer e pensar o mal, que pode tomar-se culpado diante de Deus, do próximo, das criaturas que lhe são confiadas. Rezamos assim, colocando a nossa confiança no Senhor, Jesus Cristo, que diz de Si mesmo: "Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9, 13). Ele começa o seu ministério público pelo mandamento: "Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo" (Mt 4, 17). Aos que se inquietam por ele dialogar com os pecadores, responde: "Haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão" (Lc 15, 7).



O que é a Eucaristia?
O sacrifício de Jesus Cristo constitui a comunidade. Quando a Igreja - cada comunidade cristã (em particular, cada paróquia) - celebra a Eucaristia, deve estar disto consciente. Manifesta-se também como comunidade de ação de graças e de louvor, comunidade de partilha da comunhão. A Eucaristia é o memorial da última refeição de Jesus e do seu sacrifício na Cruz. Não se trata só de uma lembrança dos acontecimentos passados, mas da reatualização desses acontecimentos. Em cada Eucaristia, Cristo toma-se presente e atuante no próprio ato da sua Páscoa: sua morte e ressurreição que nos salvam, dão-nos a sua vida e nos unem a ele. A Eucaristia é um sacrifício, porque toma presente o único sacrifício da Cruz (cf. CIC 1363-1366). "O nosso Salvador instituiu na última ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício Eucarístico do seu corpo e do seu sangue, para perpetuar no decorrer dos séculos, até ele voltar, o sacrifício da Cruz, e para confiar assim à Igreja... o memorial da sua morte e ressurreição" (Concílio Vaticano n, Sacrosanctum Concilium, 47).


O que é o Sacramento da Ordem?





Cristo Jesus é o único sacerdote, o único mediador entre Deus e os homens (l Tm 2, 5), porque, pela sua Encarnação, ele é plenamente Deus e plenamente homem, realizando perfeitamente a união das duas naturezas na sua única pessoa; oferece sobre a cruz o único sacrifício redentor que reconcilia todas as coisas com Deus (cf. CIC 1545).Ele fundou a Igreja como uma comunidade de louvor e de ação de graças, de vida e de partilha. A comunidade dos que estão reconciliados com Deus pelo seu Senhor Jesus Cristo. Toda pessoa batizada e confirmada participa do sacerdócio de Jesus Cristo. Por isso falamos de "sacerdócio comum" ou "sacerdócio batismal". Isto significa que cada um, segundo a sua própria vocação, participa na missão de Jesus Cristo: pela sua vida de fé, esperança e caridade, desdobramento da graça batismal no Espírito, cada cristão e cada cristã é, assim, em Cristo, sacerdote (oferece a si mesmo e a todos os seus irmãos a Deus), profeta (é testemunha de Deus e da sua Boa Nova) e rei (trabalha no aperfeiçoamento da criação segundo o desígnio de Deus).Para que a Igreja seja realmente o Corpo cuja Cabeça é Cristo (Cl 1, 18), é necessário que Cristo-Cabeça esteja visivelmente presente na sua Igreja, mesmo que, depois da sua Ascensão, a sua presença sensível nos tenha sido tirada (cf. CIC 788). Isto se realiza pelo sacerdócio ministerial que representa Cristo - quer dizer, toma-o presente. Os ministros escolhidos entre a comunidade de fiéis estão ao serviço dela, servidores do sacerdócio comum e do desenvolvimento da graça batismal de todos os cristãos. Preservam a sua unidade e velam pela fidelidade comum à fé. Estão consagrados para seu ministério (serviço) mediante o sacramento da ordem. A matéria da ordem é a imposição das mãos do Bispo e a forma é a oração consecratória. ( Cf. Pontificial Romano, Ordenação de Presbíteros, n. 22.


O que é o Sacramento do Matrimônio?


Matrimônio é uma união para toda a vida. Jesus disse: "O que Deus uniu, o homem não separe" (Mc 10, 9). Para muitos, esta palavra é dura, pois não há garantia de êxito em uma relação: as pessoas podem enganar-se, o seu amor pode asfixiar-se, em caso de doença ou em situações de sofrimento. Pode acontecer que duas pessoas que se amavam, deixem de compreender-se. Já não conseguem dialogar, tomam-se estranhas uma à outra. Com efeito, o sacramento do casamento não deve permanecer uma simples recordação dos tempos felizes. O sacramento recebido continua a ser, cada dia e até o fim, a fonte de uma graça a que se pode recorrer incessantemente, a fim de conseguir a renovação do amor mútuo, a força do perdão, o apoio na provação, a alegria da fidelidade.
O que é a Unção dos Enfermos?

A Unção dos Enfermos não é um sacramento só daqueles que se encontram às portas da morte. Pode ser dada a todos os que têm uma doença ou enfermidade grave, que ponha a sua vida em perigo, porque qualquer doença pode fazer-nos pressentir a morte. É oportuno receber este sacramento antes de uma operação importante ou quando, em razão da idade avançada, a fragilidade se acentua (cf. CIC 1514-1515). Quando as pessoas adoecem, a sua vida muda. Com freqüência, já não podem atender elas próprias às suas necessidades e dependem da ajuda alheia. Já não podem ir ao encontro dos outros, mas devem esperar que os outros venham a elas. Deixam de ser "rentáveis". Chega ao ponto que já nada "valem" aos olhos da sociedade.. Com freqüência caem no isolamento, perdem a coragem e a esperança. Jesus não evitou os doentes. Mostrou-lhes que Deus os ama, curou a muitos deles, porque ele veio para salvar e curar o homem inteiro, na alma e no corpo. Porque a sua Igreja não é somente uma comunidade de fé, mas também de vida, cada um deve poder sentir que tem nela um irmão, uma irmã: visitar os doentes é uma obra de misericórdia.


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