PERGUNTA:
| Nome: | Luís Gustavo |
| Enviada em: | 11/01/2003 |
| Local: | Brasil |
Caro Fabiano,
A poucos dias re-encontrei uma amiga e me tornei muito amigo de sua familia, passados alguns dias tive uma decepção, fiquei sabendo que a familia dela por parte de mãe era toda espirita, inclusive sua mãe é medium. Penso agora, que a qualquer momento serei envolto por uma enchurrada de perguntas e questionamento a este respeito ja que eles sabem que tenho grande aversão a esta seita, o problema que não tenho grandes conhecimentos a respeito e pretendo procurar conhecer melhor esta desgraça que acaba com tantas almas.
Gostaria de receber os estudos que você tem sobre este assunto inclusive os erros comicos encontrados nos livros de Kardec.
Desde já aradeço sua ajuda
Fique com Deus
Luis Gustavo
RESPOSTA:
Prezado Luís,Salve Maria.Primeiramente, peço-lhe desculpas pelo atraso na resposta. Como você disse em sua carta não possuir grandes conhecimentos a cerca do espiritismo, estou começando do zero. Eu estou também aproveitando esse e-mail para tentar sintetizar meus muito desagradáveis estudos sobre o Kardec – ele não merece ser estudado e nem lido – em uma espécie de "resposta geral", de forma que possa servir também para outros.Refutar o espiritismo é muito fácil. O difícil é convencer um espírita de que ele esteja errado. E quanto mais a pessoa esteja metida no espiritismo, mais difícil será a tarefa. Se a mãe dessa sua amiga diz que é médium, eu não sei quais são as suas chances de fazê-la compreender que está em erro. Recomendo que você reze muito por eles.Um amigo meu me contou que, certa vez, fazendo apostolado com um espírita que também se dizia médium, este espírita, após ver que havia perdido nos argumentos, respondeu ao meu amigo: "você pode me dizer o que você quiser que não vai me convencer; enquanto você me dá seus argumentos, tem um espírito sentado ao seu lado me dizendo que você está errado" (!!). Eu lhe pergunto: como é que se pode ter uma discussão racional com pessoas assim?O problema de se fazer apostolado com espíritas é que eles são muito orgulhosos, e consideram todos os não-espíritas como "espíritos menos evoluídos". Argumentos de católicos, para eles, valem tanto quanto argumentos de crianças. A única coisa que importa para eles são as "revelações dos espíritos superiores", não importando se estas vão ou não contra a lógica, a razão, o bom senso ou até contra a moral e os bons costumes. Mas mesmo essas "revelações" são por vezes rejeitadas. Pois o próprio Kardec diz: "não se deve aceitar cegamente tudo o que venha deles (dos espíritos), da mesma forma que não se deve adotar às cegas tudo o que proceda dos homens" (LE, q.222, p.130). Ora, se não existe para eles fonte de verdade absoluta, no que eles confiam, senão em suas próprias "experiências"? Eis no que os espíritas acreditam: em si mesmos e nos espíritos que os possuem. Por isso são tão soberbos.No entanto, o apostolado consiste em ensinar verdades para quem não as conhece ou não as compreende, confiando na ajuda de Deus. E o ensinamento requer humildade. Ora, se os espíritas são pretensiosos e orgulhosos com relação à sua doutrina é de se esperar que fazer apostolado com eles não seja uma fácil tarefa. Mas temos que ter fé em Nosso Senhor, que é "o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14, 6) e esperar que a graça de Deus faça-os perceber e querer abandonar os seus erros.Passemos então aos argumentos.****Doutrinariamente, o espiritismo está baseado em dois pilares: a reencarnação e a necromancia (ou comunicação com os mortos). Racionalmente falando, tudo o que você precisa fazer para convencer um espírita de que ele está numa "barca furada", é provar que esses dois princípios vão contra a razão e contra o que Cristo ensinou (se estivermos tratando de kardecistas). Mas note que eu falei "racionalmente", por que na prática isso somente não adianta. Por isso é bom também criticar o kardecismo e mostrar como Kardec é incoerente, contraditório e ridículo. Então, vou dividir a minha resposta em três partes: reencarnação, necromancia e "gagueiras", que tratarei separadamente.Nas citações dos livros do Kardec, vou usar seguintes siglas para referir aos seus livros:LE = Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, 79a. edição, 1993.LM = Livro dos Médiuns, Instituto de Difusão Espírita, 20a. edição, 1987.GEN = O Gênesis, Ed. Lake, tradução da 1a edição comemorativa dos 30o. aniversário dessa obra, 1966.ESE = Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. EME, 1a. Reedição, 1996.
1) ReencarnaçãoDiz Kardec no Livro dos Espíritos: "adotamos a opinião da pluralidade das existências, não só porque ela nos veio dos Espíritos, mas porque nos pareceu a mais lógica" (LE, q.222, p. 129). Além disso, ele afirma que "a reencarnação fazia parte dos dogmas judeus, sob o nome de ressurreição" (ESE, cap. IV, no.4, p.69), e que "ela foi confirmada por Jesus e pelos profetas, de maneira formal. Donde se segue que negar a reencarnação é renegar as palavras de Cristo" (ESE, cap. IV, no. 16, p. 74). Portanto, para Kardec, a reencarnação é verdadeira por três motivos:a) Ela foi revelada pelos "espíritos superiores";b) Ela é racional e lógica;c) Ela é ensinada na Sagrada Escritura "de maneira formal".Quanto à validade da "revelação" dos "espíritos superiores" eu vou tratar dela quando falar da necromancia.Agora, com relação à afirmação de que a doutrina da reencarnação fora ensinada por Cristo, esta é totalmente falsa. As passagens que Kardec cita para provar essa sua afirmação são por ele totalmente distorcidas.Para começar, é um absurdo dizer que o termo "ressurreição" dos judeus quisesse dizer a mesma coisa que a "reencarnação" dos espíritas. As ressurreições relatadas na Sagrada Escritura são todas dadas no mesmo corpo. E a pessoa ressuscitada fica de novo viva exatamente como era ao morrer, e não nasce de novo como um bebê. Quando Cristo ressuscitou a Lázaro e à filha de Jairo, ambos retornaram a vida nos seus próprios corpos, e não numa nova existência. Quando Cristo dizia que ressuscitaria ao terceiro dia, os judeus compreendiam perfeitamente o que Ele queria dizer, e por isso puseram guardas para vigiar seu túmulo, pois entendiam por ressurreição o retorno à vida no mesmo corpo. Há também no Antigo Testamento a passagem em que Sto. Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta (1Rs 17, 22), que também ocorre em seu próprio corpo, e não numa nova "encarnação". Portanto, ressuscitar é totalmente diferente da Reencarnação dos espíritas.Kardec se apóia em duas passagens dos Evangelhos para dizer que Cristo foi partidário das vidas sucessivas:A primeira é a de que Nosso Senhor teria afirmado que S. João Batista seria uma reencarnação de Sto. Elias (Mt 11, 14: "e se vós o quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir"). Ora, esta é uma interpretação totalmente equivocada das palavras de Cristo, que estava comparando a missão de S. João Batista (de preparar os caminhos para a primeira vinda de Cristo) com a missão de Sto. Elias, que há de vir no tempo do Anticristo, para preparar o mundo para a segunda vinda de Nosso Senhor, como juiz no juízo final. Sem que isto signifique que o fim do mundo venha a se dar imediatamente após a vinda do Anticristo. Ninguém sabe quando virá o Anticristo, nem quando será o fim do mundo.Já o anjo que veio anunciar a Zacarias o nascimento de S. João explicou: "e irá adiante dele com o espírito e a virtude de Elias" (Lc 1, 17), isto é, com o seu zelo e força. Os espíritas entendem essa passagem ao pé da letra, isto é, que o "espírito de Elias" significa a sua alma. Referindo-se a esse texto, Santo Agostinho escreveu que só a "perversidade herética" pode ver aí uma afirmação da reencarnação (In Heptateuchum IV 18).Contra esse argumento dos espíritas, vemos nas próprias palavras de Cristo que S. João é o Elias que "há de vir" (no futuro), e que portanto ainda não veio. E o próprio S. João Batista respondeu que não era Sto. Elias quando interrogado (Jo 1, 21). E para terminar com a história, de acordo com a tradição judaica, Sto. Elias não morreu, mas foi levado aos céus por uma carruagem de fogo, em corpo e alma (4Rs 2, 11-12). Se não "desencarnou", não poderia então "reencarnar".E comenta também Frei Boaventura Kloppenburg no livro "Espiritismo: Orientação para Católicos" que Elias apareceu ao lado de Moisés e de Nosso Senhor no monte da transfiguração. Ora, se S. João Batista fosse reencarnação de Elias, era ele que devia aparecer, e não Elias, pois, segundo os espíritas, quando um espírito se "materializa", ele sempre se apresenta na forma de sua última encarnação.A outra passagem que Kardec diz ser a favor da reencarnação seria Jo 3, 3: "Se alguém não nascer de novo, não pode entrar no reino de Deus". Ora, a Igreja sempre ensinou que esta passagem se refere ao batismo, pois quando Nicodemos indagou de Cristo a verdade sobre essas palavras, Ele disse: "Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer por meio da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus" (Jo 3, 5).Diz também Frei Kloppenburg (op.cit) que no Evangelho grego o termo empregado é ánoothen que não seria "nascer de novo", mas "nascer do alto", o que, se for verdade, destrói o argumento espírita.Mas a refutação mais eficiente desse argumento kardecista, a meu ver, são as palavras de São Paulo na sua epístola aos Colossenses: "tendo sido sepultados com ele (Cristo) no batismo, no qual vós também ressuscitastes mediante a fé na ação de Deus, que o ressuscitou dos mortos. E a vós, que estáveis mortos pelos vossos pecados e pela inciscuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando-vos todos os pecados" (Coloss 2, 12-13). Ora, São Paulo está usando a mesma analogia, com os mesmos termos que Nosso Senhor emprega para se referir ao batismo: que nós somos por ele sepultados para o pecado, ressuscitando para a vida da graça.Além disso, São Paulo também escreveu em outra epístola que “o homem só morre uma vez e, depois disso, se segue o juízo” (Heb 9, 27).Mas Cristo não só não era favorável à Reencarnação, como ensinou o contrário. Vemos na parábola do rico epulão e do pobre Lázaro que, quando estes morreram, foram imediatamente julgados, indo um para o inferno e outro para o céu. Essa parábola também contém um ensinamento contra a necromancia, de que vou tratar na segunda parte desse texto. E Cristo fala em penas e recompensas eternas após a morte (como, por exemplo, Mt 25, 41: "ide malditos para o fogo eterno"), e não em um ciclo de vidas que teria por finalidade a perfeição da alma.Esses exemplos bastam para provar que, não só Cristo não ensinou a reencarnação, mas que aceitar essa mentira vai contra seus ensinamentos, e que, portanto, quem acredita em reencarnação não é cristão.Para os kardecistas, só isso já deveria bastar. Mas além se ser contra os ensinamentos de Cristo, a doutrina da reencarnação não é lógica, nem condiz com a Justiça de Deus.Por exemplo, pela doutrina da reencarnação, a vida deve ser vista como uma punição, e não um bem em si. Ora, se a vida fosse um castigo, ansiaríamos por deixá-la, visto que todo homem quer que seu castigo acabe logo. Ninguém quer ficar em castigo longamente. Entretanto, ninguém deseja, em sã consciência, deixar de viver. Logo, a vida não é um castigo. Pelo contrário, a vida humana é o maior bem natural que possuímos.Conseqüentemente, se a reencarnação fosse verdadeira, todo nascimento seria motivo de tristeza, e toda morte motivo de alegria. Ora, é exatamente o contrário!Recomendo-lhe a leitura de um curto trabalho do site da Montfort que apresenta alguns argumentos metafísicos e filosóficos contra a reencarnação:O principal erro que faz Kardec aceitar a reencarnação como dogma é um erro com relação à noção de justiça. Pois Kardec acredita num princípio errado, que é aceito como verdadeiro desde a Revolução Francesa, e que tem seu ápice com o marxismo: o falso princípio de que a justiça venha da igualdade.Pois Kardec diz em sua argumentação com relação à lógica da reencarnação que "Deus, em sua justiça, não pode ter criado almas mais ou menos perfeitas" (LE, q.222, p.127), insinuando que seria uma injustiça da parte de Deus criar almas em diferentes "níveis de evolução" (desculpe o termo absurdo).Assim, Kardec explica porque há seres mais ou menos perfeitos no mundo. Para Kardec, "Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes" (LE, q.115, p.83) e "não os criou maus, (...) aqueles que são maus, assim se tornaram por sua vontade" (LE, q.121, p.84). Kardec também afirma que "todos se tornarão perfeitos" (LE, q.116, p.83), mas que, para os espíritos maus, (atenção para a gagueira!) "as eternidades serão mais longas (sic!)" (LE, q.125, p.85). Assim sendo, nega que exista o inferno, pois isso iria contra a bondade de Deus e que "se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus, e Deus não seria justo e bom se houvesse criado seres devotados eternamente ao mal e infelizes" (LE, q.131, p.87)Ora, essas afirmações estão carregadas de sofismas e contradições. O primeiro é dizer que a justiça provenha da igualdade de todos os homens, que todos tem direito a iguais direitos, sem distinguir entre direitos naturais e direitos acidentais. Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho argumentam exatamente o contrário: a justiça vem da desigualdade, pois Deus criou as coisas com desigualdade. Recomendo-lhe outro trabalho do site da Montfort se você quiser argumentos com relação a esse ponto:Lembro-lhe apenas que Cristo disse que Deus dá a um servo cinco talentos, dois para outro e um talento só para um terceiro homem. E que ensinou que Deus cobrará desigualmente os favores e graças que deu desigualmente,pois disse: "A quem muito foi dado, muito será pedido"(Lc 12, 48).E com relação à existência de demônios, Kardec se contradiz consigo próprio. Ora, não havia ele dito, duas páginas atrás, que os espíritos são criado por Deus "simples e ignorantes" e que estes se tornam maus "pela sua vontade"? Por que ele vem dizer agora que "se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus"?O que Kardec nega é que possam existir seres que, pelo seu livre-arbítrio, escolham o mal. Ora, Kardec nega isso por que acredita no princípio iluminista de Rousseau de que o homem é bom e sem inclinação para o mal, conseqüência do pecado original. E extrapola isso aos anjos também (pois Kardec não acredita que os anjos sejam seres de natureza diversa da do homem, mas sim que eles sejam "homens evoluídos"). Por isso ele nega a existência de demônios, e conseqüentemente, do inferno.Uma pergunta que fica sem resposta nos livros do Kardec é a seguinte: se o homem encarna para pagar pecados de uma vida anterior, onde estava o homem quando pecou pela primeira vez? Se você perguntar isso para um espírita, provavelmente ele vai lhe responder que não são todas as encarnações que são para expiação de pecados. Fui buscar o que o Kardec diz com relação a isso. É claro que ele não trata diretamente da questão do início do ciclo de reencarnações, mas veja o que o Kardec diz ser o objetivo das encarnações:· "Q.132: Qual o objetivo das encarnação dos Espíritos? R: Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição. Para alguns é uma expiação, para outros é uma missão" (LE, q.132, p.89).· "a encarnação é imposta a uns como expiação e a outros como missão" (LE, introd. §VI, p. 19).Kardec é bem claro, e não fala de outras possibilidades; logo, ou uma alma se encarna para pagar pecados (expiação) ou para ensinar espíritos mais atrasados em relação a ele (missão). Ora, no caso de encarnação como missão, supõe-se que esse espírito já seja "evoluído", quer dizer que ele já tenha passado por uma série de encarnações expiatórias. Logo, isso não se aplica à primeira encarnação dessa alma. Então permanece a pergunta: como e onde o espírito pecou pela primeira vez? Qual é o motivo da primeira encarnação de um espírito?Convém aqui tratar de um outro absurdo kardecista, embora não relacionado diretamente com a reencarnação. Segundo os espíritas, Cristo teria sido um desses espíritos em missão. Logo, para os kardecistas, Cristo não é Deus; é apenas um espírito superior, que se submeteu a uma encarnação no planeta Terra para ensinar os espíritos desse planeta (!!). Ora, isso vai contra o que se lê na Sagrada Escritura, que afirma em diversas passagens que Cristo é Deus. Se Cristo não fosse Deus, por que diria "eu e o Pai somos um" (Jo 10, 30) e que "o Pai está em mim, e eu no Pai" (Jo 10, 39)? Por que ele não negou quando os judeus o acusaram dizendo: "tu, sendo homem, te fazes Deus" (Jo 10, 32)? Se Cristo não fosse Deus, por que então os reis magos O adoraram no presépio (Mt 2, 11)? E, se Cristo não fosse Deus, por que Ele não repreenderia a São Tomé por lhe dizer "Senhor meu e Deus meu" (Jo 20, 28)?Poder-se-iam citar outras provas bíblicas de que Cristo é Deus, mas isso fugiria do objetivo primeiro desse trabalho. Por hora, basta ressaltar que isso é mais uma prova de que os kardecistas não são cristãos, mas que eles apenas seguem alguns ensinamentos morais de Nosso Senhor, ensinamentos que escolhem, e rejeitam tudo o que vai contra o que diz os seus próprios caprichos religiosos ou que lhes impingem as manifestações mediúnicas, que são a única autoridade que eles respeitam.Faça um teste. Pergunte a um kardecista o que ele acha dessas palavras de Cristo: “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe e a nora da sua sogra" (Mt 10,34). Pergunte como eles conciliam essas palavras à doutrina paz-e-amor cheia de falsa caridade que eles tanto defendem e praticam.2) NecromanciaToda a doutrina dos livros espíritas de Allan Kardec foi ensinada, segundo ele, pelos "espíritos superiores". O Livro dos Espíritos é um livro em forma de questionário (o que, já de início, mostra o baixo nível intelectual do espiritismo), onde constam as perguntas de Kardec aos "espíritos superiores", que manifestavam suas respostas através do fenômeno das "mesas girantes", uma variante da famosa "brincadeira do copo".Se toda a doutrina espírita fosse "revelada" pelos mortos, refutar e renegar a comunicação com eles (necromancia), seria negar e refutar a validade de toda doutrina espírita.A questão não é saber se a necromancia é ou não é possível. Que possa haver tentativa de comunicação com os mortos não se nega. O problema é se Deus proibiu ou permitiu essa tentativa de comunicação.Nas sessões espíritas se procura consultar as almas de pessoas que já faleceram. É claro que uma grande parte dessas sessões não passam de truques e fraudes que nada têm de sobrenatural.Temos testemunho da existência da necromancia na própria Sagrada Escritura. No Antigo Testamento, o rei Saul evoca a presença da alma do profeta Samuel, já morto. E este aparece, e profetiza a derrota de Saul. Além disso, a prática da necromancia era proibida pela lei judaica com pena de morte. Ora, Deus não poderia proibir uma coisa que não existisse.Logo, a questão não é saber se ela é possível, mas se a prática da necromancia nos é permitida e lícita, e se esta é um meio confiável de se atingir a verdade.Nesse sentido, não encontramos na Bíblia uma passagem sequer que dê uma boa conotação à necromancia. Os necromantes são chamados no Antigo Testamento de magos. Por vezes, também se referem a eles como pessoas que possuem "o espírito de Piton" (como por exemplo em 1Rs 28, 7), isto é, o espírito da serpente, que é o símbolo do demônio. E os "magos" e os "pitões" são condenados em diversas passagens da Sagrada Escritura, das quais vou citar apenas alguns exemplos:Deut 28, 10-12: "Não se ache entre vós quem purifique seu filho ou sua filha, fazendo-os passar pelo fogo, nem quem consulte os advinhos ou observe sonhos ou agouros, nem quem use malefícios, nem quem seja encantador, nem quem consulte os pitões [os médiuns] ou advinhos, ou indague dos mortos a verdade. Porque o Senhor abomina todas estas coisas e por tais maldades exterminará estes povos à tua entrada".Lev 20, 27: "O homem ou mulher em que houver espírito pitônico [mediunidade] ou de adivinho, sejam punidos de morte."Lev 20, 6: "Aquele que recorrer aos magos e aos adivinhos para ter uma comunicação com eles, voltar-me-ei contra esse homem e o exterminarei do meio de seu povo".Ora, se Deus “abomina” a necromancia (Deut 28, 12), é óbvio que as almas que realmente O amam jamais a praticariam. E isso não se aplica apenas às almas, usando a terminologia kardecista, encarnadas, mas também e principalmente às desencarnadas. Pois uma pessoa, antes da morte, pode ainda cair em tentação e pecar, mas as almas que morrem em estado de graça e vão para o céu (que são os bem-aventurados, ou, como diria Kardec, os “bons espíritos”), estas não têm a menor possibilidade de pecar. Se tivessem, não teriam ido para o céu, já que o julgamento de Deus onisciente é infalível.Fica claro então porque não se pode esperar que sejam bons os “espíritos” que aparecem nas evocações feitas nos centros espíritas. É por isso que se atribui todas as comunicações “do além” aos espíritos malignos que andam dispersos no mundo para perdição das almas, ou seja, aos demônios.Mas perceba então que o fenômeno observado nas sessões espíritas não é propriamente necromancia, pois os demônios não são exatamente pessoas mortas, e sim anjos caídos. A necromancia propriamente dita é um fenômeno raro, que só ocorre com a permissão de Deus, pois normalmente os mortos não podem voltar ao mundo. Um argumento bíblico da raridade do fenômeno, é que a própria necromante que evocou o espírito de Samuel para Saul se assustou quando viu o espírito de Samuel. O que prova que até para uma necromante esse fenômeno é uma surpresa.E por que a necromancia é proibida por Deus? Simples: por que ela não é eficiente. O próprio Kardec admite, em diversas ocasiões, que nem sempre os espíritos que se revelam são bons espíritos:"Podem evocar-se todos os Espíritos: tanto aqueles que animaram homens obscuros, como os das personagens mais ilustres, seja qual for a época em que tenham vivido. (...) Deles (dos maus espíritos) só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro." (LE , Introd. §VI, p.21-22)Os espíritos superiores também advertem os espíritas: "Recordai, espíritas, que se é absurdo repelir sistematicamente todos os fenômenos de além-túmulo, não é prudente aceitá-los cegamente" (LM, cap.V, no. 98, p. 108).Como saber então se podemos ou não confiar no que os espíritos dizem?Kardec propõe a seguinte solução:"Reconhecem-se a superioridade ou a inferioridade dos Espíritos pela sua linguagem; os bons não aconselham senão o bem e não dizem senão coisas boas: tudo neles atesta a elevação; os maus enganam, e todas as suas palavras carregam a marca da imperfeição e da ignorância." (LM, cap. IV, p.56) (!!!)Ora, se eles evocam os mortos para saber a verdade, como podem saber se o que eles dizem é verdade? Percebe você a incoerência? É mais ou menos como se se dissesse a uma criança na escola para só confiar no professor de matemática, se ele demonstrasse o teorema corretamente. Agora, se ela está na escola para aprender, como ela poderia saber, de antemão, se o professor está certo ou errado? Usando a razão, bradam os espíritas. Mas esta questão não é tão simples assim. Eu não sei qual é a sua área profissional, mas eu conheço algumas "provas" matemáticas de que 2+2=5. Se eu lhas expôr, e você não for da área de exatas, há uma boa chance que você não encontre o erro nessas "provas". Mas há erro nelas! Porém são erros sutis, que passam desapercebidos aos que estão menos familiarizados com teoremas matemáticos.Por isso Deus nos proíbe a necromancia; para nos proteger dos erros sutis que vêm "do além". O homem, tendo uma tendência à superstição, muitas vezes prefere acreditar na mentira, naquilo que lhe parece "sobrenatural" do que na própria razão. Logo a necromancia é um perigo para a integridade intelectual de uma alma.O rapaz espírita que discutia com meu amigo, do qual falei no início desta carta, é uma prova concreta do que estou dizendo: para ele, não importavam os argumentos lógicos; o mais importante, para ele, era a "revelação sobrenatural" que ele estava recebendo do tal espírito. Se é que ele não estava blefando, pois muitas vezes, os "fenômenos" espíritas não passam de pura charlatanice.Kardec aponta uma outra forma de se identificar se um espírito que fala é bom ou mau (veja que bobagem ele diz):"Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade (...). A dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, amiúde trivial e até grosseira. Se, por vezes, dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância" (LE, Introd. §VI, p. 22).Veja que bobagem!! Então, se um demônio aparecesse a eles e falasse com modos... dizendo "por obséquio", "com licença" e "obrigado", seria ele um espírito evoluído!?! É muita gagueira para uma doutrina só!! É claro que quem deseja enganar pode adotar estilo educado, para mais facilmente embair as vítimas de seus logros.E para defender a necromacia contra os que acreditam que só os "maus espíritos" possam se comunicar, pergunta Kardec: “Afirmar que só os maus se comunicam é dizer que os bons não o podem fazer. Sendo assim, uma de duas: ou isto se dá pela vontade, ou contra a vontade de Deus. Se contra a Sua vontade, é que os maus Espíritos podem mais do que Ele; se por vontade Sua, por que, em Sua bondade, não permitiria Ele que os bons fizessem o mesmo, para contrabalançar a influência dos outros?” (LM, cap. IV, no. 46, p. 64)Nesta pergunta identificamos dois erros.O primeiro erro é associar a vontade de Deus com o poder dos maus “espíritos” de se comunicarem. Que a necromancia é contra a vontade de Deus, isso as Sagradas Escrituras nos mostram. Mas ainda sim, Deus permite que isso ocorra, ainda que contra a Sua vontade.É o mesmo que ocorre, por exemplo, com quem é assassino. Não há duvida que o assassinato vai contra a vontade de Deus, mas ainda sim Deus permite que estes ocorram, pois deu aos homens o livre-arbítrio em suas ações. Agora, o fato de um assassino conseguir realizar uma obra que vai contra a vontade de Deus não faz dele mais poderoso que Deus. Muito pelo contrário: uma alma que pratica o pecado se torna escrava dele, e, se não se arrepender antes da morte, perecerá no fogo eterno por causa do pecado.Da mesma forma, o fato dos maus espíritos poderem se comunicar, ainda que contra a vontade de Deus, não faz deles seres mais poderosos que Deus.O segundo sofisma presente nessa pergunta de Kardec é a de que Deus, em Sua bondade, permitiria aos “bons espíritos” se comunicarem, para “contrabalançar" a influência dos outros”. Ora, isso não é verdade! Se o homem ofende a Deus e, apesar das proibições, evoca os mortos e indaga deles a verdade, Deus não é obrigado a ir contra o que Ele mesmo proibiu só para mostrar que a pessoa está em erro. Deus faz isso, mas de outras formas, usa outros meios. Ele pode dar graças – e sempre o faz – que permitam a pessoa compreender o que é certo, sem haver uma "revelação" mediúnica.Cristo nos ensina isso claramente na parábola do pobre Lázaro e do rico epulão (Lc. 16, 19-31). O falecido epulão insiste num pedido com filantrópica proposta: “Pai, eu te suplico, envia então Lázaro (que é um “bom espírito”) até a casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; que ele os advirta, para que não venham eles também para este lugar de tormento (o inferno).” (vv.27-28). É uma sugestão que parece boa. Kardec aprovaria essa proposta, embora não acreditasse no inferno. No entanto, a resposta do céu é seca: “Eles têm Moisés e os Profetas; que os ouçam!” (v.29). “Se não escutam nem a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão” (v.31).Eis, nesta parábola, a mais pura e simples rejeição do espiritismo. Deus nos dá os meios de conhecer a verdade. Nós temos as Sagradas Escrituras (ou, como é dito na parábola, Moisés e os Profetas), e sabemos por ela quem tem a chave para interpretá-la: a Santa Igreja Católica, edificada por Cristo sobre Pedro, a quem Ele deu as chaves do reino dos Céus (Mt 17, 18-19). E pela Igreja, temos também outro meio para conhecer o caminho reto, que é a sua Tradição, que vem sendo transmitida desde os apóstolos, conforme diz São Paulo: "Guardai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou por nossa carta" (2 Thess. 2, 14). Eis o meio que Deus nos dá para conhecer a verdade: uma instituição visível (a Igreja Católica Apostólica Romana), que é o depósito da Fé. Por ela aprendemos o que Deus quer de nós, no que devemos crer, e o que é a verdadeira caridade. E por ela esperamos um dia sermos recompensado com o céu, apesar de indignos pelos nossos pecados, praticando os mandamentos e recebendo constantemente os sacramentos que foram instituídos por Cristo.Os espíritas “não escutam nem a Moisés nem aos Profetas e, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão”. Isso é fato: se aparecesse, numa dessas sessões, um espírito que afirmasse a doutrina católica, logo seria taxado de "espírito inferior" e renegado. Logo, a necromancia não funciona.3) "Gagueiras"Essa é a parte que realmente pode causar algum efeito nesses soberbos espíritas. Para colocar a doutrina de Kardec no nível intelectual baixíssimo que ela tem, você pode começar mostrando o seu racismo. Recomendo que você leia a série de artigos "Allan Kardec - uma racista brutal e grosseiro" do site da Montfort:Há outras passagens racistas nos escritos do Kardec, mas as apontadas nos textos acima são as mais evidentes e brutais. Só isso já basta, a meu ver, para escandalizar uma alma realmente sincera. Negar o racismo do Kardec ou fechar os olhos para ele é a maior prova de má fé que um espírita pode dar.Outra coisa que choca muito os espíritas é mostrar as contradições entre a ciência e o kardecismo. Há também um trabalho sobre isso no site da Montfort:Outra gagueira que vale a pena mencionar é a do "perispírito". Segundo Kardec, o perispírito seria um invólucro semi-material ao qual todos os seres, corpóreos ou incorpóreos, estariam submetidos. Os seres corpóreos, como nós homens, possuem, além deste invólucro semi-material, um outro invólucro material, ao qual denominamos corpo. As almas, após a morte, se livram do invólucro material, mas não do perispírito (LM, Cap.I, no.2, p.15 ; LE, Introdução §IV, p.19). E Kardec eleva o períspirito ao nível da divindade: “A Natureza inteira está imersa no fluido divino (o perispírito); (...) cada átomo desse fluido, se assim podemos exprimir-nos, possui o pensamento, isto é, os atributos essenciais da Divindade” (GEN, Cap. II, no. 24, p. 51. O negrito é do original. O sublinhado é meu.)Ora, se o perispírito possui os atributos essenciais da divindade, então o perispírito é Deus? Se o perispírito é Deus, e nós somos parte dele, ao qual nós retornamos plenamente quando morremos, a encarnação seria então uma emanação da divindade? Ora, isso é a propriamente a doutrina da Gnose!Kardec confirma ser gnóstico em outra passagem, onde ele afirma: "Há no homem três coisas: 1°, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2°, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3°, o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito" (LE, Introdução §IV, p.18-19). Ora, a doutrina da Gnose, afirma que no homem existem três partes distintas: o corpo, a alma e o éon, que é a partícula divina dentro de nós, o nosso verdadeiro Eu, aprisionado na matéria e na razão. Kardec, por sua vez, afirma que o homem possui três partes: o corpo, a alma e o perispírito, e eleva o períspirito ao nível da divindade... ou seja, é um gnóstico completo; só deu um novo nome ao "éon" dos gnósticos.Sendo gnóstico, Kardec é contra a máteria, considerada como coisa má. Os seus livros transbordam de frases que confirmam isso. Eis alguns exemplos:· “Quando seu espírito (o do homem) não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver próximo dele (de Deus), então ele o verá (a Deus) e o compreenderá” (LE., q.11, p.47. O sublinhado é meu.)· “A matéria é o laço que retém o espírito.” (LE, q.22, p.51)· “O que é o homem senão um espírito aprisionado num corpo?” (LM, Cap.I, no.5, p.16)· “Os sofrimentos que (o Espírito) experimenta, algumas vezes, no momento da morte, são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.” (LE, q.154, p.99).E aquela em que fica mais claro o erro de Kardec:· “O suicida assemelha-se ao prisioneiro que escapa da prisão antes de cumprir a sua pena e que, ao ser preso de novo, será tratado com mais severidade” (ESE, Cap. XXVIII, no. 71, p.388)Essas passagens mostram como o espiritismo é pessimista, contra a matéria e, portanto, gnóstico.Recapitulando, se você, discutindo com um espírita, chegar até esse ponto, você já terá explicado para ele que a reencarnação não existe; que a necromancia é ineficiente e contra a vontade de Deus; que o Kardec é racista, contra a matéria e gnóstico; e que seu pretenso caráter cientificista é uma farsa.Ora, se nada disso adiantou, a melhor solução é ridicularizar o Kardec. É mostrar suas loucuras. Se não servir para o convencer, pelo menos vai mostrar o ridículo que ele está defendendo. E isto pode prevenir incautos que ainda não aderiram à necromancia espírita.Um exemplo para demonstrar baixo nível do o Kardec: lê-se na introdução do Livro dos Espíritos que "os espíritos superiores não respondem a questões ociosas e ridículas" (LE, Introdução, §XVI, p. 39).Mas, algumas páginas a seguir, vemos Kardec fazer aos "espíritos superiores" uma pergunta de fundamental importância: "A chama ou centelha (dos espíritos) têm uma cor qualquer?" Pergunta importantíssima essa, à qual os espíritos respondem: "Para vós, ela varia da sombra ao brilho do rubi, segundo seja o espírito mais ou menos puro." (LE, q.88, p.73).Ou, pior ainda, veja essa pergunta que Kardec faz ao pretenso espírito de Erasto: "(Kardec:) É possível trazer flores de outro planeta? (Erasto:) Não, isso não é possível." (LM, cap.V, no.8, p.110).Já está bom ou é preciso mais? Como este texto já vai por demais longo, para terminar, cito mais algumas "gagueiras" que podem ser encontradas na leitura dos livros do Kardec. Sirva-se delas à vontade, e consulte as referências se quiser lê-las em versão integral:· O espírito de Galileu revela a Kardec que o espaço é infinito (GEN, cap.VI, p. 87) (*** Observação: o capítulo VI do livro "O Gênese", o Kardec atribui a autoria ao "espírito" de Galileu... então todas as gagueiras desse capítulo, que são muitas, seriam "revelações de Galileu" ***);· O tempo está ligado à eternidade (GEN, cap. VI, p.88);· Panteísmo: Os espaços interplanetários são preenchidos por uma matéria etérea, rarefeita (o éter?), que encerra todos os elementos de todos os universos (sic!). Essa matéria é eterna, é a mãe fecunda e primacial de todas as coisas (GEN, cap. VI, p.98);· O movimento dos astros é circular (GEN, cap. VI, p.100);· Os satélites são o resultado do "destacamento" de matéria dos planetas (GEN, cap. VI, p. 101);· Marte não possui satélites (GEN, cap. VI, p. 103);· O universo é eterno (GEN, cap. VI, p. 113);· Há vida inteligente em outros planetas (GEN, cap. VI, p. 115);· Todos os globos são habitados, inclusive as estrelas (LE, q. 55, p. 60);· A alma da Terra é a coletividade dos Espíritos encarregados de elaborar e dirigir seus elementos construtivos (GEN, cap.VIII, p. 147);· A alma é o pensamento (LM, Cap. III, p. 59);· Materialismo: A imaterialidade absoluta não existe (LM, Cap. III, p. 50);· Faltava a chave para compreender o verdadeiro sentido dos Evangelhos: esta chave está no espiritismo (** nem menção às chaves de Pedro **) (ESE, Introdução, no.1, p. 17);· Kardec afirma que Adão existiu, e no mesmo parágrafo dá razão a quem nega que ele tenha existido (LE, q. 51, p.59);· A humanidade é um ser coletivo (GEN, cap.XVIII, p.351);· e etc.... muitos etc"s...****Espero ter conseguido ajudá-lo. Mais uma vez, recomendo-lhe que, mais do que tentar argumentar, que você reze muito pelas almas dessas pessoas que você pretende fazer apostolado, pois só mesmo a graça de Deus para vencer a teimosia e a soberba dos espíritas, e fazê-los ver os erros em que eles acreditam.Um exemplo interessante do quanto os espíritas são teimosos e pertinazes no erro se passou aqui mesmo no Brasil. Um sobrinho de Chico Xavier chamado Amauri Pena, por alguns anos, seguiu a "carreira" do tio, e já aos 13 anos "psicografava" poemas de poetas renomados como Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, entre outros. Porém, em 1958, cansado da "carreira" como escritor, ele revelou numa entrevista para um jornal mineiro: "tudo o que tenho psicografado até hoje, apesar das diferenças de estilo, foi criado da minha própria imaginação, sem que eu precisasse de interferência de almas de outro mundo". Nessa entrevista, entre outras confissões, ele declarou que é muito fácil imitar estilos de autores famosos.Os espíritas logo trataram de responder às acusações. Um notável escritor espírita da época ("Irmão Saulo") explicou que mediunidade de Amauri é fato "inegável e irretratável", e que ela "não depende da opinião dos médiuns". Para ele, Amauri negou seus dons para poder voltar à mediocridade da vida comum. (!!)Eis o caráter científico e racional dos espíritas!Falando em Chico Xavier, os espíritas tupiniquins costumam dizer, junto com Kardec, que o que realmente importa é a "caridade", e citam Chico Xavier como grande exemplo de "espírito caridoso". Um dos grandes lemas do Kardec é "Fora da Caridade não há salvação" (ESE, cap. XV, p. 245), lema esse de forte alusão à máxima católica de que fora da Igreja não há salvação. Para os espíritas (e para todas as pessoas que assistem muita TV), o que uma pessoa acredita ou deixa de acreditar é secundário.Mas essa é uma filosofia totalmente torta; se só importa fazer o bem, a pergunta é: O QUE SIGNIFICA FAZER O BEM? Não importa o que se acredite que seja o bem? E se alguém achar que o bem é ficar rico? E se alguém achar que o bem é viver a vida, e desprezar os mandamentos de Deus? E se outra pessoa achar que o bem é assassinar ?Veja como é contraditório dizer que a crença de uma pessoa não importa!!Pergunte a essas pessoas o que elas entendem por CARIDADE. Cite a elas São Paulo: "Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos... etc." (I Cor 13, 1-18). Mostre para elas por esta passagem, que não importa nem mesmo darmos tudo o que temos, se não fizermos isso com caridade. Logo, a caridade não está no ato, mas na intenção. E a caridade só pode ser verdadeira se for feita por amor a Deus, e não por amor à minha "evolução espiritual", ou mesmo pelo "sentimento interior" da boa ação. Eis o que é CARIDADE: fazer tudo por amor de Deus.E o que vale mais, o corpo ou a alma? Claro que é a alma. Nem mesmo os espíritas negam isso. Então, de que forma se pode ajudar mais a uma pessoa: dando bens para o corpo, como comida e agasalho, ou dando instrução e suporte para salvação de sua alma?Objetivamente falando, vemos que Chico Xavier foi um dos maiores responsáveis pela difusão dos erros espíritas no Brasil, que ele propagou mentiras e besteiras através de seus livros de baixo nível intelectual (tente qualquer dia desses ler seu bestseller "Nosso Lar"; melhor: leia só um resumo para não perder muito tempo da sua vida). Logo, ele ensinou mentiras (com seus livros), enganou as pessoas (divulgando o espiritismo), e deu mau exemplo. Portanto, ele fez muito mal para as almas. Espero que ele tenha se arrependido de seus erros antes de morrer, e que Deus tenha pena de sua alma.Bom, acho que com isso você já tem bastante material para discutir. Quaisquer dúvidas, não hesite em me escrever que terei prazer em o ajudar.
In Iesu et Mariae,Fabiano Armellini.

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