quinta-feira, 31 de março de 2011

Oração a São Pio X pela Santa Igreja de Deus.

Ó Santo Pontífice, fiel servo do Senhor, fiel e humilde discípulo do divino Mestre. Na dor e na alegria, nos trabalhos e nas solicitudes, experimentado pastor do rebanho de Cristo, volvei o vosso olhar sobre nós. 
Árduos são os tempos em que vivemos. Duras as fadigas que de nós exigem. A Esposa de Cristo, confiada aos vossos cuidados, está de novo em angústias terríveis. Os vossos filhos se vêem ameaçados por inúmeros perigos na alma e no corpo. 
O espírito do mundo, qual leão enfurecido, rodeia-nos buscando a quem devorar. Não poucos caem nas suas garras. Têm olhos e não vêem. Têm ouvidos e não ouvem.  Fecham os olhos à luz da eterna verdade, preferindo dar ouvidos às vozes que insinuam mensagens enganadoras. 
Vós que fostes na terra grande animador e guia do povo de Deus, sede auxílio e intercessor nosso e de todos os que se professam seguidores de Cristo. 
Vós, cujo coração se rompeu quando o mundo se precipitou em sanguinolenta luta, socorrei a humanidade, a cristandade, exposta presentemente a semelhantes abalos. 
Obtende-nos da misericórdia divina o dom da paz duradoura e, como aproximação, o retorno dos espíritos àquele sentido de fraternidade, que somente pode dar aos homens e as nações a justiça e a concórdia desejadas por Deus. Assim seja.

Vigília na primeira sexta-feira do mês no Priorado.

É tempo de Quaresma, e a Semana Santa está se aproximando. É hora de ouvir a voz do Senhor que nos convida a estar com Ele, pelo menos uma hora.
Pelo menos uma hora de vigília e oração nesta primeira sexta-feira do mês, à noite, depois da missa das 19:00 horas.
Quem está fazendo as nove primeiras sextas-feiras e os cinco primeiros sábados preste muita atenção.


P. Cardozo
Tabernáculo diante do qual rezava Santa Teresinha


Reze com confiança
A Cananeia reza com humildade e perseverança heroicas. Chama-O uma e muitas vezes e em voz alta: “Senhor, Filho de Davi”. Jesus não a atende, nem mesmo pela intercessão dos apóstolos a seu favor, e ela, no entanto, se aproxima dEle, o adora e lhe diz: “Senhor, ajuda-me”.
A mulher, mais humilde e perseverante, ao mesmo tempo mais rejeitada, ela insiste, reivindica a Jesus e… segue pedindo e esperando.
Esta convicção, que é amor finíssimo de mãe e fé viva de filha de Deus, age e ganha o milagre.
Almas que navegais por mares de miséria própria e dos outros, mas que lhe doem como se fosse própria!, a Misericórdia, que tudo cura e de tudo se compadece, está escondida e quase disfarçada no Sacrário… E, como muito se empenha em manter Seu anonimato, a maioria de seus vizinhos não percebe que está lá…
É Palavra de Deus e está calada; é Fonte de Vida, da Vida, e parece não funcionar; é Remédio – O Remédio! – e parece não curar…
Vós, as almas com misérias e penas, ajoelhadas diante da Misericórdia, estendei-Lhe vossos braços, abri-Lhe vossas bocas…!
E se vos parece que se cala, que vai embora ou que vos deixa ir sem dizer-vos ou dar-vos nada… e, mais, se vossa miséria aumenta, continuai de joelhos, persisti, falai…; quanto maior o silêncio dEle, maiores vossos clamores. E estai certas de que, para a Misericórdia de Jesus, a vitória é sempre da miséria de vossos joelhos.
Beato Manuel González
Do livro “Oremos diante do Sacrário como se rezava no Evangelho”






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quarta-feira, 30 de março de 2011

Igreja Católica Apostólica Romana.

História da Igreja

Por Monsenhor Ernest Cauly
Vigário geral de Reims
Honrado com um breve de Leao XIII


Primeira Parte

Da História da Religião

Lição Preliminar


 
1. Objeto da historia da Religião
A Religião,segundo explica santo Agostinho, une o homem a Deus.

A historia da Religião deve portanto ser a narração das comunicações de Deus com a humanidade,desde a origem do mundo até a época em que estamos.Deus é um,e a verdade religiosa é uma ,como o seu autor. Por isso, ela não muda; somente pode aperfeiçoar-se , e , na verdade ,Deus quis que realmente ela tivesse um progredir continuo ; a palavra de São Paulo , porém , fica sempre verdadeira: “Não há senão um único Senhor ,uma única fé religiosa” (Ef 4,5) Portanto os historiadores da Religião e da Igreja consideram a criação do homem como sendo o inicio da Religião cristã e católica . De fato , a verdadeira Religião consiste essencialmente em adorar um só Deus ,criador do universo , e em acreditar no Redentor da humanidade.Esta fé ,que forma o fundo do cristianismo ,sempre tem sido a parte principal do culto verdadeiro , e o meio necessário para alcançar a salvação ;remonta até a promessa que foi dada a Adão , logo depois s do seu pecado.

As gerações que precederam a vinda do salvador ,esperavam este salvador e , pela prática da Religião que o anunciava, preparavam – se ao seu advento ; as que se seguiram a Encarnação acreditam no Messias, e só podem ter parte na sua Redenção pela fé nos seus ensinos e obediência Moisés seus preceitos : aí está toda a Religião.

2. Divisão geral da história da Religião.

Todavia com este titulo : história da Religião contemplou mais especialmente os tempos decorridos desde o começo do mundo até Jesus Cristo , ou melhor , até o fim completo da sua missão pessoal que coincide com a ruína de Jerusalém e do templo e põe termo à religião mosaica pela dispersão dos judeus. Os fatos religiosos ulteriores formam a história da Igreja. A história eclesiástica ,com efeito , considera a Igreja na sua origem , e nos dá a conhecer a sua marcha através dos séculos , desde a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos até os nossos dias.

Quanto à história da Religião , dividi-la-emos em três partes ,correspondentes a três grandes épocas da história do povo de Deus, e as três principais manifestações da verdade religiosa. Deus , que concebera desde toda a eternidade , o plano de uma religião digna de sua sabedoria infinita , marcou ,como que três estágios na revelação que dela fez ao mundo.

Houve, primeira , uma Religião primitiva , que constava das mais puras noções da lei natural e das primeiras revelações que Deus houve por bem fazer a Adão e depois aos patriarcas até Moisés , do ano de 4004 até 1491 (1) (ou de 4963 até 1645) antes de Cristo: será o objeto de um primeiro estudo, com o titulo de Religião primitiva ou Lei da natureza.

Depois , do intuito de levar a efeito as promessas, de trazer o seu povo à terra de Canaã, e de escolher uma nação fiel , que havia de guardar os princípios da verdadeira religião ,Deus enviou Moisés e lhe transmitiu sua lei. Exarou na pedra os dez mandamentos , confiando a Moisés a tarefa de explicá-los. O legislador obedece e escreve para os vindouros a relação das suas comunicações com o Altíssimo. Os historiadores sacros continuam-lhe seu trabalho; os profetas ali trazem igualmente os seus ensinos e a este conjunto dá-se o nome de Religião mosaica,também chamada lei escrita. O seu estudo formará uma segunda parte, que abrangerá de Moisés a Jesus Cristo ,desde 1491(1645) até a era cristã.

Enfim , ao terminar dos tempos,e depois do mundo,por quatro mil anos ,experimentou a sua desgraça e a extrema necessidade que tinha de um salvador ,Deus manda a terra seu Filho único ,Nosso Senhor Jesus Cristo. É a luz que deve iluminar todo o homem que vem a este mundo: fala ,comunica uma Religião inteiramente divina; aperfeiçoa as crenças , a moral , o culto; deixa ao gênero humano o legado imortal desta doutrina sublime que há de durar até o fim dos séculos: é a Religião cristã ou Lei evangélica. O exame atento e demorado que ela exige , faz o objeto de uma terceira parte, que resume a vida e os ensinos de Nosso Senhor, e continua até a dispersão do povo judeu, fato que termina a história da Religião.(Do ano 1 até 70 da era cristã)

Por entre essas peripécias , é a mesma Religião que avança e se desdobra. ”uma mesma luz, diz Bossuet, aparece em toda a parte; desponta com os patriarcas; aumenta com Moisés e os profetas; Jesus Cristo , maior que os patriarcas, mais autorizado que Moisés , mais ilustrado que todos os profetas, no-la mostra em toda a sua plenitude.” É esta Religião que a Igreja recebe das mãos do Filho de Deus , e que ela terá de transmitir até o fim dos tempos , iluminando-a com comentários e definições , conforme as necessidades das diferentes épocas.

3. As fontes da história sagrada.

A história da Religião tem as fontes nos livros sagrados que chamamos a Escritura Sagrada. Com este nome, designam-se os escritos deixados pelos homens inspirados por Deus.

Constituem a Bíblia, ou livro por excelência . A Bíblia abrange o Antigo e o Novo Testamento.

O antigo Testamento encerra todos os fatos da história sagrada que se deram desde a criação do homem ate Jesus Cristo. Vêm narrados nos livros inspirados escritos antes da vinda do Salvador.

São quarenta e cinco os livros do Antigo Testamento e dividem-se em livros históricos ,que abrangem a história propriamente dita da verdadeira Religião; livros morais, que dão os preceitos da moral revelada; livros proféticos,que relatam as predições inspiradas por Deus aos homens chamados profetas.

Os livros históricos são : o Gênesis , o Êxodo,o Levítico ,o Deuteronômio, e os Números . Estes cinco livros, obra de Moisés, são compreendidos sob o nome geral de Pentateuco. Os livros de Josué e dos Juízes continuam a história sacra debaixo do sucessor de Moisés e debaixo dos chefes que, por quatro séculos , governaram a nação em nome do Senhor,1451 – 1095 (1645 – 1080) antes de Cristo. Os quatro livros de Reis relatam os sucessos ocorridos nos reinos de Israel e de Judá,desde o advento de Saul até o cativeiro de Babilônia, 1095 até 598 (1080 – 588) A. C. Os dois livros dos Paralipómenos completam a volta do cativeiro, a reconstrução de Jerusalém e do templo (536 – 454. A. C.). Os dois livros dos Macabeus narram a libertação da Judéia sob as ordens desses príncipes valorosos que fizeram tremer o rei da Síria, e conseguiram,por algum tempo, restituir a sua nação o antigo prestigio. (167 – 135. A. C.) Enfim os livros de Rute, de Jó, de Tobias,de Ester, são outros tantos episódios interessantes, desligados da narração histórica e cuja data se acha no período que decorreu entre Moisés e a volta do cativeiro.

Os livros morais ou sapienciais são : o livro dos Salmos,sendo quase todos de Davi e alguns de Salomão ; os livros dos Provérbios , do Eclesiastes e do Cântico dos Cânticos, atribuídos ao mesmo Salomão ; enfim os livros da Sabedoria,compêndio de máximas e sentenças de um autor desconhecido, e do eclesiástico que se julga ser obra de Jesus , Filho de Sira.

Os livros Proféticos do Antigo Testamento são dezesseis e trazem o nome dos seus autores. Contam –se quatro grandes profetas e doze menores. Os grandes profetas são : Isaías,Jeremias,em cujo livro se insere a profecia de Baruc, seu discípulo e secretário,Ezequiel e Daniel. Os profetas menores são : Oséias,Joel,Amós ,Abdias,Jonas,Miquéias, Naum, Sofônias, Habacuc, Zacarias, Ageu e Malaquias. Estes profetas todos viveram nos tempos decorridos desde a monarquia de Ozias, rei de Judá ,até o regresso do cativeiro de Babilônia, sucedendo-se de 800 até 454 A. C.

É portanto destes livros do Antigo Testamento que tiramos os documentos relativos à história da Religião antes de Jesus Cristo. O que respeita à Religião primitiva só se encontra no primeiro livro de Moisés, o Gênesis. A Religião mosaica acha-se especialmente no Êxodo,no Levítico, e no Deuteronômio. Mas os livros morais e proféticos a completam vantajosamente no tocante as regras de proceder correto e a idéia que o povo de Israel devia conservar acerca do Messias prometido e esperado.
Quanto à Religião Cristã, achamos há um tempo sua origem, sua noção e primeira história nos livros do Novo Testamento.
Em número de vinte e sete, dividem-se estes livros,como os precedentes, em livros históricos, onde vemos escrita a história de Jesus Cristo e da sua doutrina; em livros morais,que contêm a moral evangélica desenvolvida pelos apóstolos ; há mais um livro profético que traz predições sobre a Igreja e o fim do mundo.

Os livros históricos do Novo Testamento são : os quatro Evangelhos escritos por são Mateus , são Marcos , são Lucas e são João. O mais antigo é o de são Mateus, escrito cerca do ano 42 de Jesus Cristo; o último composto é o de são João que o escreveu pelos fins do primeiro século. – Entre os livros históricos , devem –se contar ainda os Atos dos Apóstolos, livro escrito por são Lucas pelo ano de 64, em que são referidos os primeiros fatos sucedidos depois da ascensão do Salvador, os trabalhos e as viagens dos apóstolos , especialmente de são Paulo , de quem o escritor sacro era companheiro fiel.

Os livros morais do Novo Testamento constam de vinte e uma Epístolas ou cartas dirigidas pelos apóstolos as Igrejas que tinham fundado. – Quatorze são de são Paulo e foram enviadas do ano 52 até 66 de Jesus Cristo: uma é dirigida aos Romanos; duas aos Coríntios; uma aos Gálatas;uma aos Efésios ; uma aos Filipenses ; uma aos Colossenses; duas aos Tessalonicenses; duas a Timóteo, bispo de Éfeso ; uma a Tito , bispo de Creta; uma a um personagem por nome Filemon; e a ultima aos Hebreus . – Uma epístola é de são Tiago, composta para todo o mundo católico. – Duas são de são Pedro, igualmente para toda a cristandade. – Três são de são João : uma devia acompanhar o seu Evangelho, e as duas outras são dedicadas a Electa, mãe católica, e a Caio discípulo do Apostolo. – Enfim a ultima Epístola é a de são Judas.

O Novo Testamento só tem um livro profético: é o Apocalipse, ou revelações de são João, escrita por este Apóstolo, pelo ano 94, na ilha de Patmos, para onde Domiciano o tinha exilado. Ali vêm descritas as lutas e perseguições da Igreja, assim como as cenas do fim do mundo e do ultimo juízo.

Rigorosamente falando , os quatro Evangelhos , completados pela Tradição , são as únicas fontes da história evangélica. Os Atos dos Apóstolos ,as Epístolas e o Apocalipse formam antes os primeiros monumentos inspirados da história da Igreja.

4. O teatro das divinas Escrituras.

Antes de entrarmos no assunto da história sagrada, não será ocioso determos a vista no país onde se desenrolam os fatos religiosos,e onde se produzem as manifestações sucessivas da verdade que há de iluminar todos os povos e todas as inteligências .

Primeiro a Bíblia aponta o centro da Ásia como berço do gênero humano. A mesopotâmia , situada entre o Tigre e o Eufrates deve ter sido a região do Paraíso terreal. Da imensa varsea de Senar, do pé da torre de Babel, partiram as famílias que povoaram a terra.

Quando Deus escolheu Abraão para ser o pai dos crentes, marcou-lhe a residência na Terra de Canaã; é o país que foi chamado: Terra prometida, desde a vocação de Abraão até a entrada de Josué e do povo escolhido nesta herança prometida aos seus antepassados; Terra de Israel, depois da conquista e da divisão entre as doze tribos; Reino de Judá e de Israel , depois do cisma que dividiu o império de Salomão. Desde o cativeiro da Babilônia até o tempo de Nosso Senhor, foi denominado Judéa; nas idades cristãs , Terra Santa; enfim os geógrafos designam esta mesma região pelo nome de Palestina, em razão de uns seus antigos habitantes , os Filisteus.

Limita-se ao norte e pelo Líbano e o Antilíbano, duas serranias que se desprendem dos montes da Síria e correm paralelas. O Líbano faz frente ao Mediterrâneo, sem se afastar nunca mais de sete para oito léguas da costa; o Antilíbano tem a leste as planícies de Damasco, terminando , no sul, pelos altos cumes do Grande Hermon.

Do Líbano, designam –se muitas ramificações , uma das quais atravessa o centro da Judéia com o nome de montes de Efraim e montes de Judá, outra forma o Carmelo, cuja extremidade setentrional penetra ao longe no mar. Outros pontos culminantes são o Tabor,os picos de Gelboé, Garizim,Silo, o Gólgota ou Calvário,o monte das Oliveiras, a montanha de Sião, a de Moriá.

Do Antilíbano, baixam os montes de Galaad, que ladeiam o Jordão na margem direita. Na fralda destas montanhas,desdobram algumas veigas, ora áridas , ora ubérrimas.

A Palestina só tem um rio , o Jordão , com tríplice nascente no Hermon. Depois de ter atravessado as águas do Merom e do mar da Galiléia ou lago de Tiberíades, desliza no lindo vale de Aulon até o mar Morto em que se lança.

O mar Morto , ou lago Asfaltito, que recebe o Jordão , possui um nível muito inferior ao mar Mediterrâneo e suas praias apresentam o aspecto de uma terra silenciosa e maldita.

Antes da conquista de Josué , a Terra prometida era habitada por sete nações, oriundas de Canaã: os Hebreus, os Jebuseus, os Amorreus, os Hevéus, os Fariseus, os Cananeus e os Gergeseus. Estes povos eram idolatras e entregues aos vícios mais hediondos.

Os povos vizinhos da Terra prometida eram : ao norte , os Fenícios ou Cananeus, que tinham escapado da conquista , e os Coele-Syrios,ou Sírios de Damasco; a leste , os Ammonitas e os Moabitas, descendentes de Ló, sobrinho de Abraão; no meio –dia ,os madianitas, descendentes de Abraão por Madiã,filho de Cetura,os Idumeus, descendentes de Esaú ou Edom, irmão de Jacob, eos Amalecitas descendentes de Amalec, neto de Esaú ; enfim , no ocidente , no litoral os Filisteus , de origem egípcia. Estes por fim dominados ou submetidos ao imposto , pelo povo de Deus.

Por sua posição geográfica no centro do mundo se aprendia e se perpetuava a verdade religiosa nesses primeiros séculos da humanidade.

Os historiadores da Religião, Bossuet primeiro , dividiram em idades diferentes os tempos decorridos, tendo o especial cuidado , para caracterizar cada época, de escolher a um tempo um homem celebre e um grande acontecimento para melhor despertar a atenção. Assim é que o ilustre autor da História universal divide seu discurso em doze épocas, desde Adão e a criação até Carlos Magno e o estabelecimento do novo império. Assim também , a história sagrada vem geralmente dividida em seis épocas , salientando os seis fatos magnos da nacionalidade e da religião judaicas. Agora veremos as ultimas divisões, geralmente aceitas. Três delas quadram com a duração da Religião primitiva: a primeira, desde a criação até o dilúvio, 4004 – 2348 (ou 4963 – 3308) A. C. ; a segunda do dilúvio até a vocação de Abraão, 2348 – 1925 (ou 3308 – 2296) A. C. ; a terceira desde a vocação de Abraão até Moisés,1925 – 1491 (ou 2296 – 1645) A. C. Entretanto, já que tencionamos estudar particularmente a continuidade da Religião , demoraremos mais , nestes três capílutos , nos nomes e fatos históricos que têm, como nosso fim , uma relação mais imediata . Estes acontecimentos levar-nos-ão desde o berço do gênero humano até as fraldas do Sinai, isto é , até a aurora da Lei escrita.
Capítulo I

Da criação até o dilúvio

(Primeira época)

4004 – 2348 A. C. (4963 – 3308)
Princípio da historia sagrada

Na primeira pagina do Genesis, deparamos esta palavra : “no começo , Deus criou o céu e a terra .”

É a primeira frase traçada por Moises , o mais antigo dos historiadores , o mais sublime dos filósofos , o mais sábio dos legisladores . Senão , veja-se : nos tempos em que os historiadores profanos nada têm que relatar a não ser fabulas , ou , quando muito, fatos confusos e meios esquecidos, a Bíblia , isto é , sem contestação o livro mais antigo do mundo, lembra- nos o ser inicial e necessário que tudo fez, lembra-nos sua obra, maravilha de poder e sabedoria: a criação do universo. Presenciamos a origem do homem, a formação da primeira mulher ; ouvimos as condições postas pelo criador para a existência perpetua do estado de inocência e felicidade , a sentença de condenação pronunciada contra eles , a promessa de salvação e redenção; vemos finalmente as primeiras conseqüências e o terrível castigo dos pecados cometidos pela raça decaída.

Neste capitulo, faremos algumas reflexões : 1° sobre a criação em geral, e a do homem em particular ; 2° sobre a queda e os resultados que traz a respeito da Religião ; sobre a história dos primeiros homens : Caim , Abel, Set. e seus descendentes.
Artigo 1

A Criação

I- Criação em geral.
II- Criação do primeiro homem e da primeira mulher.
III- A Religião no estado de inocência.
I – Criação em geral.

No começo ,Deus criou o céu e a terra. A terra estava informe e nua , as trevas cobriam o abismo , e o espírito de Deus andava sobre as águas.

Deus disse :”Que a luz seja!” e a luz foi . Então separou a luz das trevas, e assim houve o dia e a noite .
Este foi o primeiro dia, ou , querendo , a primeira época da criação .
“No segundo dia, Deus falou:” Estenda o firmamento sobre as águas e as separe.” Assim fez Deus o firmamento, separou as águas superiores das águas inferiores , e deu ao firmamento o nome de céu.
No terceiro dia, Deus falou ainda : “ajuntem – se as águas que estão debaixo do céu e apareça o elemento árido.” Logo e para sempre, ficaram a terra e o mar distintos. Em seguida, mandou que a terra produzisse plantas e arvores de todas as espécies , que trouxessem sementes e tivessem o poder de reproduzir-se.
No quarto dia , Deus disse:” Haja no céu corpos luminosos para separar o dia da noite, sejam eles sinais que limitem o tempo e as estações , brilhem eles no céu e iluminem a terra.
E assim Deus fez o sol , a lua e as estrelas.
No quinto dia , Deus disse: “produzam as águas animais para viver no mar e povoem-se os ares de aves.” E criaram os peixes , maiores e menores , todos os animais que vivem e nadam no seio das águas; criou também todas as aves , cada uma segundo a sua espécie.
Enfim , no sexto dia , Deus falou: “Produza a terra animais vivos , cada um segundo a sua espécie , animais domésticos, repteis e bichos selvagens.” E desta forma, criou todas as espécies de animais que deviam habitar a terra.

II- Criação do primeiro homem e da primeira mulher.

Preparado estava o palácio ; mas na criação faltava o rei. Ate então ; uma palavra é quanto Deus quis empregar para tudo criar ; ora , eis que na tarde deste sexto dia , o Criador , por assim dizer, entrou a refletir. Adivinha-se que uma coisa maior está para se fazer. Ele disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança; mande ele aos peixes do mar, as aves do céu, aos bichos e a todos os repteis que se movem debaixo do sol.” Então , com o barro da terra, Deus formou o corpo do homem; bafejou nesta matéria ainda vivente , e Deus o nomeou Adão , que significa: tirado da terra.

Mas, em meio de todos estes seres vivos, o homem estava sozinho, sem criatura alguma de sua espécie. “não é bom que fique assim, disse o Senhor ; façamos ao homem uma companheira que lhe seja semelhante.” E Ele mandou a Adão um sono profundo durante o qual lhe tirou uma das costelas para com ela formarem a primeira mulher. Ao acordar , Adão contemplando este ser novo exclamou: “Eis aqui osso de meus ossos ,carne de minha carne.” Desta origem maravilhosa , o Senhor deduz o principio do matrimonio cristão indissolúvel, o qual une dois seres para formarem um só coração . E Deus , a esta primeira mulher , chamou Eva ,isto é , mãe dos vivos.

No sétimo dia, Deus tinha acabado a sua obra ; então , descansou, e tendo abençoado este dia, santificou-o.

Depois , colocou nossos primeiros pais num lugar de delicias chamado Éden ou paraíso terreal.

III- A Religião no estado de inocência.

"Não há coisa alguma mais antiga entre os homens , diz Bossuet, do que a Religião"; como efeito , si nisto atentarmos ,veremos logo aparecera nesta primeira pagina da Bíblia ,todos os elementos essenciais e constitutivos da Religião.

Primeiro o, revela-se o Ser todo poderoso, eterno e infinito que chamamos Deus; é o espírito criador e soberano de todas as coisas. Não ordenou somente o mundo; criou também do nada a matéria com a qual o formou; cada planta,cada animal, o homem finalmente, foram , por sua vez, o objeto de uma criação direta e imediata. Este Ser infinito e eterno, poderoso e sábio , que vem a ser ele, na sua natureza? Não havemos de descortinar a Santíssima Trindade nesta palavra, significativa do conselho divino. “Façamos o homem à nossa imagem ?...” Não será evidente também que este Deus é distinto da sua criação , pois ele a faz surgir, não de si mesmo , senão do nada? Enfim não há de ser o homem um ente privilegiado por ser criado à semelhança de Deus?

De fato , mostra-se o homem debaixo do seu aspecto verdadeiro: é uma alma vivente. Parecido com Deus, ele há de ter, como o seu autor, inteligência, vontade, liberdade, imortalidade.

Entre estes dois seres, o Criador infinito e sua criatura finita e limitada, dotada porem de inteligência e liberdade, hão de nascer naturalmente relações recíprocas. Por sua parte, o Deus criador e atraído para sua criatura predileta, pela bondade, pelo amor, pela comunicação de sua palavra de verdade; por outra parte, o homem inteligente volve-se para Deus afim de adorá-lo , agradece-lher , cantar seus louvores e reconhecer a sua doce autoridade paterna.

Neste primeiro estado de inocência, extremava-se nisso de algum modo , toda a Religião; já porem , eis que estes deveres naturais, a divina bondade acrescenta preceitos positivos: a santificação do sétimo dia , por exemplo, e , pouco depois, a ordem terminante para nossos primeiros pais de não comerem da fruta da arvore da ciência do bem e do mal.

Igualmente, na ordem moral, manifestava-se a lei do amor e da caridade: estes dois seres inteligentes , Adão e Eva, devem se amar mutuamente, assim como cada um ama a própria pessoa; sua união é indissolúvel e não será licito separar o que Deus uniu.

Enfim ,na criação de Eva divisaram os santos Padres uma figura profética da Igreja , tirada na cruz do lado de Nosso Senhor Jesus Cristo , seu divino esposo. O sono de Adão , diz santo Agostinho , representava a morte de Cristo, e do lado aberto pela lança do soldado romano, saiu sangue e água , isto é, os dois sacramentos que constituem a Igreja.
Artigo 2

A queda do homem

I- O estado de inocência e seus privilégios.
II- A desobediência e suas conseqüências.
III- Primeira promessa de um Redentor.
IV- A Religião no estado de decadência.
I- Estado de inocência e seus privilégios

Ao saírem das mãos de Deus , Adão e Eva eram inocentes e puros; estado esse que se chama de justiça original. Não haviam de sofrer nem de morrer; o corpo, isento do trabalho e das misérias da vida , devia passar desta existência terrestre para uma vida sem fim e sempre feliz; o espírito nada sabia das trevas da ignorância ; a alma estava inclinada para o bem. Deus não somente presenteará o homem com uma natureza de semelhança consigo , mas mimoseara ainda com todos os dons da graça : cá na terra , a sua amizade e comunicação eram intimas; no céu , a própria felicidade divina havia de ser o galardão de Adão e Eva e de toda a sua posteridade.

Deus , entretanto, usando do seu direito de soberano e de senhor, tinha posto uma condição para a conservação desta ventura terrena e desta felicidade sobrenatural: queria um ato de submissão e dependência,e dissera: “Podeis comer das frutas de todas as arvores do jardim, com exceção da fruta da arvore da ciência do bem e do mal; pois , no próprio dia em que dela comerdes , caireis nas garras da morte.”

“Deus , diz Bossuet, dá um preceito ao homem para ele saber e sentir que tem um senhor ; um preceito ligado a uma coisa sensível , porque o homem possuía sentidos; um preceito fácil, pois queria que a vida corresse agradável ao homem , enquanto este se conservasse inocente.”

II- A desobediência e sua conseqüência.

Antes do homem, Deus tinha criado os anjos, puro espíritos destinados a viver sem que fossem, como a nossa alma, unidos aos corpos. Ele , cujas obras todas eram boas,os criará na santidade, e eles podiam perpetuá-la , obedecendo a seu Criador. Os anjos, igualmente , tiveram que passar por uma provação . Alguns –foi a maior parte –permaneceram fieis e foram confirmados para sempre no seu estado de perfeição e de felicidade. São os bons anjos que adoram a Deus no céu , cumprem as suas ordens no universo e zelam pela salvação dos homens.Os outros , com Lúcifer na frente , cegos pelo orgulho, negaram a Deus o ato de submissão que lhes pedia. O Criador todo poderoso os castigou atirando-os do céu para os eternos abismos do inferno, criado de propósito . São os maus anjos ou demônios , inimigos de Deus por vingança , e tentadores do homem por inveja.

Devorado de ciúmes a vista da ventura do homem e dos seus altos destinos , o demônio resolveu perde-lo. Debaixo da forma de serpentes, então inofensiva, chegou-se à mulher; lisonjeou o orgulho e a independência , e rematou com a sensualidade a cilada que lhe estava armando. Eva colheu a fruta proibida e comeu. Levou –a depois ao marido que também comeu, instigado pelo exemplo da companheira. Então , abriram os olhos; foram esconder-se depois de se encobrir o corpo com folhagem , a ver sim podiam assim ocultar a vergonha e o pecado.

Isto era apenas o indicio, o sinal da mudança que acabava de produzir –se na sua alma cuja nudez era muito triste e mais para lamentar. O Senhor todo poderoso presenciara a desobediência; sentenciou contra os culpados o devido castigo. Amaldiçoou a serpente , primeiro autor da desgraça ; depois disse a Eva: “Multiplicarei tuas magoas e tuas dores, e à de ficar sob o poder do homem;” falou a Adão:” Maldita será a terra por causa do teu pecado; há de produzir sarças e espinhos e comeras teu pão com o suor do rosto ate voltares a terra donde foste tirado; pois tu és pó , e pó te hás de tornar”. Deus então expulsou-os do paraíso de delicias.

Foi esta a desobediência; deixou na alma e no corpo dos nossos primeiros pais vestígios lamentáveis; mas a sentença pronunciada contra os culpados foi também a nossa. A alma perdeu a graça , a amizade de Deus , e o direito a bem- aventurança eterna que havia de ser a sua recompensa; as faculdades foram entibiadas e enfezadas ; o espírito há de conhecer a ignorância , a vontade propendera para o mal, o coração será depravado. O próprio corpo tem que sofrer o terrível abalo da queda ; não são é condenado ao trabalho, ao sofrimento e a morte, mas os sentidos fazem-se cúmplices da vontade rebelde e levam para o mal. Aqui esta com suas conseqüências , a culpa original que herdamos , todos , menos Maria Santíssima , de nossos primeiros pais.

III- A primeira promessa de um Redentor.

No entanto, Deus ,que podia abandonar os infelizes a sua nefanda sorte , não quis deixá-los sem esperança. Ao lado da justiça que pune ,surge a misericórdia a perdoar, a prometer a salvação. Dirigindo-se a serpente infernal , Deus lhe disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça e a tua, ela esmagar-te-á a cabeça, e tu lhe ferirá o calcanhar.” Todos os doutores e interpretes consideram estas palavras como a promessa de um Redentor. A semente abençoada , nascida da raça humana será Nosso Senhor Jesus Cristo ; único , ele não pecou em Adão , por ter sido concebido pelo Espírito Santo . Esta mulher misteriosa , divinamente prometida , que há de derrubar o império do demônio , é a Virgem Maria , preservada da mancha original por causa de sua futura maternidade divina.

Nossos primeiros pais, ao sair do paraíso terrestre, levavam esta promessa e esta esperança que passaram para todos os povos da terra com a lembrança da queda. Em todos os países conservou-se a memória da idade áurea, fruto do estado de inocência ; em toda a parte esta a serpente metida na historia da desobediência; o papel da mulher é o mesmo em todas as narrações da queda original ; em toda parte purificam-se as crianças logo depois do nascimento , porque se julgam culpadas. Enfim, as nações todas acreditaram num Redentor que devia reparar o mal e restituir à humanidade seus antigos privilégios.

IV- A Religião no estado de decadência.

Pode-se dizer que a espera de um Salvador e a fé neste Messias prometido foram , a partir da queda, o fundo da Religião inteira . Era lógico : pois,para o homem pecador não havia mais remédio possível que não fosse pela mediação do Redentor que Deus lhe prometeu por misericórdia completamente gratuita . Logo , todos os exercícios da Religião , todas as praticas do culto e da moral, tiveram que esteiar-se nos méritos futuros do Messias e são tinham valor por sua união com eles. A Fé no Redentor é portanto , na verdade, o alicerce da Religião.

O culto , depois da queda, reveste um caráter novo; vem a ser, ao mesmo tempo, expiatório e emblemático; expiatório , pois o homem culpado não pode mais contentar-se com tributar a Deus uma simples homenagem de adoração , louvor e agradecimento, como era seu dever nos dias da inocência, não; doravante, como expiação acrescentara a oferta dos produtos da terra, e já que, segundo explica são Paulo , não há expiação sem efusão de sangue , há de oferecer em sacrifício os animais que vivem ao seu lado. Nisto , o homem confessa que é pecador; concorda em que não tem direito à vida, e para externar esta disposição , derrama o sangue de uma vitima em lugar do próprio sangue. Esta é a origem dos sacrifícios sangrentos que formavam, em todos os povos , a parte principal do culto publico.

O culto da Religião primitiva , dissemos mais ,era emblemático. Com efeito, o sangue das vitimas , por si mesmo, não era apto a satisfazer a justiça de Deus. Todavia , o Senhor não queria o sangue do homem , o qual, aliás, não teria valor para ele. Mas ele aceita os sacrifícios porque representam e anunciam o único sacrifício que devia expiar o pecado,isto é , a imolação de Jesus Cristo no Calvário.

Esta Fe no Redentor e esta Religião reparadora foram o consolo de nossos primeiros pais durante os longos anos de sofrimentos. Adão , nosso pai segundo a natureza, mereceu assim ser a figura de Jesus Cristo , nosso pai segundo a graça ; e Eva , mãe dos vivos , veio a ser a figura de Maria , a nova mãe de todos os filhos de Deus.
Artigo 3

Historia dos primeiros homens

I- Caim e Abel.
II- A piedade de Set e seus descendentes.
III- Corrupção geral, ameaças de castigo.
I- Caim e Abel

O pecado , uma vez entrando no mundo , causou em pouco tempo estragos medonhos. A desobediência de nossos primeiros pais , seguiu-se breve um crime horroroso: pela primeira vez o sangue do homem enxovalhou a terra, num fratricídio . Adão e Eva tiveram dois filhos, Caim e Abel. Caim lavrava a terra. Abel apascentava rebanhos . Ambos ofereciam sacrifícios a Deus . Abel , por sua piedade, atraiu sobre si e sobre seus presentes, os olhares de Deus ; uma fé robusta vivifica suas ofertas,e , na imolação dos primogênitos de seu rebanho, havia mais generosidade . Caim apresentava a Deus os frutos da terra; mas fazia-o sem piedade com mesquinhez. Deus prezava os dons de Abel e desviava as vistas de Caim. Este deixou nascer no coração uma raiva secreta contra o irmão. “Para que ficardes triste assim? Disse-lhe o Senhor. Se fizeres o bem, não ás de receber o prêmio? E si praticares o mal, não serás punido? A inclinação que te impele, está nas tuas mãos; querendo, podes sofrê-la .” Nestas palavras, vê-se que o homem é livre, mesmo depois do pecado original; é por isso que somos responsáveis por nossos atos, bons ou maus.

Caim aferrou-se no ódio; propôs ao irmão um passeio pelo campo, e, quando estiveram sozinhos , precipitou-se sobre Abel e o matou. A voz de Deus perseguiu o culpado, o remorso entrou-lhe na alma; fugindo da sociedade, Caim construiu uma cidade no oriente do Éden e nomeou Enoch, como seu primeiro filho.

Este fato mostra-nos, desde a origem, a virtude perseguida pelo vicio; o justo Abel, morto apesar da sua inocência, é viva imagem do Justo por excelência, que havia de morrer sob os golpes de um ódio cego e violento, aborrecido e crucificado pelos Judeus, seus irmãos. Caim, amaldiçoado por Deus, errante, vagabundo e fugitivo, simboliza o povo decaído, espalhado em todos os países, objeto de ódio por parte de todas as nações.

II- A piedade de Set e seus dissidentes.

Os descendentes de Caim foram malvados como o pai, e, para Adão e Eva, tornaram-se uma fonte de novas dores. Deus os consolou da perda de Abel dando-lhes outro filho por nome Set, que muito se distinguiu na piedade.Teve numerosa posteridade que conservou as tradições religiosas e viveu na inocência e a santidade quase até o dilúvio. A esta raça pertenciam os homens virtuosos chamados patriarcas. Moises fala de dez desde Adão até Noé: Adão, Set, Enos, Cainan, Malaleel, Jared, Henoch, Matusalem e Lamech, pai de Noé.

A longevidade destes patriarcas é mencionada pela Bíblia, mas a lembrança deste fato conservou-se por igual nas tradições de todos os povos antigos da Chaldéa, do Egito e até da Grécia. Por esta vida dilatada, Deus tencionava, num intuito providencial, facilitar a conservação, em toda a pureza primitiva, das promessas divinas.

Deus escolhêra pois, servos fieis, na descendência de Set, e é para notar que beneficio da Redenção já produzia efeitos, logo no principio do mundo. Desde Abel até Jesus Cristo, sempre Deus teve na terra adoradores verdadeiros, a quem salvou da corrupção e do erro por efeito da sua Graça. Estes justos foram santificados pela fé no Messias prometido e pelas obras que praticavam com o auxilio da Graça.

III- Corrupção geral; ameaças de castigo.

Os descendentes de Caim formaram uma raça perversa e foram co-nomidos filhos dos homens. Enquanto a família de Set viveu separada da de Caim, guardou a inocência. Seus descendentes tinham merecido o nome de filhos de Deus. Mas depois da morte de Adão, avizinharam-se as duas famílias e ligaram-se com casamentos. Dali se originou a perda dos filhos de Deus; breve estavam eivados dos mesmos vícios que deturpavam a descendência de Caim. Destas alianças saiu uma raça de gigantes cujas abominações irritavam o Senhor. No correr do tempo, a corrupção tornou-se geral. A tais extremos chegaram as desordens, que Deus, de certa maneira, arrependeu-se por ter criado o homem. “Ei de exterminar, disse ele, o homem que tenho criado e tudo quanto está na terra, desde o homem até os animais.” Mas, na sua justiça, não se esqueceu da misericórdia. Lembrou-se de que prometera a Eva um filho que havia de salvar aos homens, e então quis conservar um herdeiro desta posteridade donde sairia o Salvador esperado.

Em meio da depravação geral ,havia um homem justo da família de Set, de nome Noé. O Senhor deu-lhe a conhecer o plano que tinha ideado de submergir a terra por causa dos crimes dos seus habitantes.” Deus , diz Bossuet, só precisava de si próprio para destruir o que fizera com uma palavra , mas julgou mais conveniente usar das suas criaturas para elas servirem de instrumento á sua vingança e lançou mão das águas para assolar a terra coberta de crimes.” Mandou pois a Noé que construísse uma arca para abrigar-se com a família. Noé acreditou e obedeceu. Por cem anos labutando neste trabalho não deixando de pregar a penitencia , por ser Eterno , Deus sempre preadiava o castigo . Desde Henoch , isto é, durante quase mil anos, os avisos tinham sido multiplicados; mas os abusos da graça fatalmente ha de acarretar a punição : desta feita , será terrível e deixara uma lembrança imoredoura .


continua... (por favor aguarde...)

terça-feira, 29 de março de 2011

As novelas e a perda dos principios cristaos.

Já fazem algumas décadas que iniciou-se o que viria a se tornar uns dos instrumentos mais eficazes nas mãos de satanás para a destruição da família e profunda anemização dos valores cristãos, que até então influíam decisivamente nos rumos da sociedade.
                As primeiras novelas eram menos agressivas, mas já possuíam em si o germe da corrupção, apresentando novos valores em oposição aos valores cristãos e instigando a comportamentos incompatíveis com a fé ensinada pela Igreja. Com o tempo o mecanismo do mal foi se aperfeiçoando sempre mais e mais até atingir essa eficácia destruidora que hoje possui.
                As novelas foram um dos principais meios pelos quais se efetivou uma verdadeira lavagem cerebral na população. Colaboraram eficazmente para a aceitação do divórcio, do homossexualismo, dos anticoncepcionais, do sexo livre, como se fossem “direitos”... O vício foi apresentado como algo bom e desejável, o pecado ganhou status de “bem”... Verdadeira mudança de mentalidade para pior. A perda dos valores e a degradação das famílias tiveram como conseqüência o aumento brutal da violência, do roubo, da corrupção, da pornografia, da prostituição, do aborto e outros crimes que subtraem a paz e a verdadeira felicidade das pessoas. A imposição por parte da mídia de determinados padrões de beleza e de consumo , bem como outros falsos valores, levou muitos à angústia e à depressão por não atingirem de maneira satisfatória “metas” impostas pelos meios de comunicação a uma sociedade que se tornou materialista, consumista e egoísta.
                Novelas, programas como Big Brother, Malhação (que deveria com muita propriedade se chamar “malha do cão”) e outros similares não são de Deus, mas instrumentos do maligno através dos quais se propaga e defende toda espécie de doutrinas, comportamentos e mentalidade contrários à lei de Deus. Enquanto a Lei de Deus nos ensina que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ter o céu como meta, esses programas ensinam o amor a si mesmo sobre todas as coisas, impõe metas puramente humanas como idéias supremas, cultivam o egoísmo, a idolatria do corpo, a busca da satisfação dos nossos instintos em oposição aos mandamentos do Senhor e aos ensinamentos da Santa Igreja. Enquanto a Lei de Deus exige a fidelidade, as novelas e programas afins ensinam o adultério, defendem o divórcio e a banalização da instituição familiar. Enquanto a lei de Deus ensina o valor da vida e o respeito à natureza humana, as novelas e muitos outros programas defendem o aborto, instigam a violência e defendem o homossexualismo.
                Diante de tudo isso pode-se dizer que as novelas, os “Big Brothers”, “Malhação”, etc.; são programas inofensivos? Poderão se dizer fiéis a Cristo ou amigos de Deus aqueles que, pela sua audiência ajudam a propagar o mal? De fato, pecam diante de Deus aqueles que ligando seus televisores assistem essas programações lascivas, pois deste modo através de sua assistência dão “IBOPE” e financiam estes programas, que ensinam doutrinas e comportamentos contrários á lei de Deus. Quem assiste às novelas é cúmplice e financiador da difusão do mal, é um colaborador do maligno na propagação do pecado e dos falsos ideais.
                Nós cristãos católicos e todos os que lutam pela dignidade humana devemos ser coerentes com nossa fé, sabendo desligar a televisão naquilo que ela não possui de bom, e se desejarmos assistir alguma coisa procuremos valorizar as várias TVs católicas, para nossa formação e benção do nosso lar. 
Pe. Rodrigo Maria,
Fraternidade Arca de Maria

sábado, 26 de março de 2011

"Pastor" Ultimate Fight.

Percebemos mais uma vez o quanto de psicologia esta sendo utilizada dentro de certos cultos protestantes, rebaixando o aspecto sobrenatural em mero fenômeno psicológico. A técnica utilizada leva as pessoas por meio de indução a alcançar uma excitação emocional ao ponto de lhe deixar mais expostas a técnicas de lavagem cerebral.
O tocar de Deus não precisa de tantos movimentos bruscos pois : “O vento sopra onde quer. Ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito”  – João 3:8

O que sao as seitas protestantes?

O protestantismo negando tanto a Tradição quanto o Magistério sofre desde os seus primórdios uma desintegração doutrinária assombrosa. Onde Cristo fundou a Igreja Católica sobre a Rocha, Lutero e Cia fundaram a igreja Evangélica sobre a areia movediça da sola scriptura e do livre exame. E logo nas primeiras ventanias, pôs-se a casa dos reformadores a desabar fragorosamente: tábuas lançadas aqui e ali, telha lá e acolá, junturas e cacos em todas as direções.

Vejamos como no princípio deste século, o Reverendíssimo Pe. Leonel Franca já chamava a atenção para este fato, descrevendo lucidamente o processo de desagregação doutrinária do protestantismo, baseado no método da sola scriptura e do livre exame: "Na nova seita (protestantismo) não há autoridade, não há unidade, não há magistério de fé. Cada sectário recebe um livro que o livreiro lhe diz ser inspirado e ele devotamente o crê sem o poder demonstrar; lê-o, entende-o como pode, enuncia um símbolo, formula uma moral e a toda esta mais ou menos indigesta elaboração individual chama cristianismo evangélico. O vizinho repete na mesma ordem as mesmas operações e chega a conclusões dogmáticas e morais diametralmente opostas. Não importa; são irmãos, são protestantes evangélicos, são cristãos, partiram ambos da Bíblia, ambos forjaram com o mesmo esforço o seu cristianismo" ( In I.R.C. Pg. 212 , 7ª ed.).
Vejamos alguns exemplos práticos: um fiel evangélico quer mudar de seita? Precisa-se rebatizar? Umas igrejas dizem sim, outras não. Umas admitem o batismo de crianças, outras só de adultos, umas admitem a aspersão, infusão e imersão. Aquela outra só imersão, e mesmo há grupelho que só admite batismo em água corrente e sem cloro! Aqui e ali as fórmulas de batismo são tão variadas como as cores do arco-íris. Quer o sincero evangélico participar da Santa Ceia? Há seitas que consideram o pão apenas pão (pentecostais) outras que o pão é realmente o corpo de Cristo (Luteranos, Episcopais e outros). Uns a praticam com pão ázimo, outras com pão comum, aqui com vinho, lá com vinho e água, acolá com suco de uva. A Santa Ceia pode ser praticada diariamente, mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou não ser praticada nunca. Trata-se de ministérios ordenados? Esta seita constitui Bispos, presbíteros e diáconos. Àquela só presbíteros e pastores, alí pastores e anciãos, lá Bispos e anciãos, acolá presbíteros e diáconos, outras não admitem ministro nenhum. Umas igrejas ordenam mulheres, outras não. E por aí, atiram os evangélicos em todas as solfas quando o assunto é ministério ordenado.
Após a morte, o que espera o cristão? Pode um crente questionar seu pastor sobre isto? E as respostas colhidas entre as denominações seria tão rica e variada quanto a fauna e a flora. Há Pastor que prega que todos estarão inconscientes até a vinda de Cristo quando serão julgados; outros pregam o "arrebatamento" sem julgamento; outros, uma vida bem-aventurada aqui mesmo na terra; aqueles lá doutrinam que após a morte já vem o céu e o inferno; no outro quarteirão, se ensina que o inferno é temporário; opinam alguns que ele não existe; e tantas são as doutrinas sobre os novíssimos quanto os pastores que as pregam. Está cansado o fiel da esposa da sua juventude? Não tem importância, sempre encontrará uma seita a lhe abrir risonhamente as portas para um novo matrimônio. E de vez em quando não aparece um maluco aqui e ali aprovando a poligamia?
Lutero mesmo admitiu tal possibilidade: "Confesso, que não posso proibir tenha alguém muitas esposas; não repugna às Escrituras; não quisera porém ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cristãos" ( Luthers M.., Briefe, Sendschreiben (...) De Wette, Berlin, 1825-1828, II. 259 ). Não há uma pesquisa nos Estados Unidos que demonstra que entre os critérios para um evangélico escolher sua nova igreja está o tamanho do estacionamento? Eis o que é hoje o protestantismo.
Vejamos neste passo a afirmação de Krogh Tonning famoso teólogo protestante norueguês, convertido ao catolicismo, que no século passado já afirmava: "Quem trará à nossa presença uma comunidade protestante que está de acordo sobre um corpo de doutrina bem determinado ? Portanto uma confusão (é a regra ) mesmo dentre as matérias mais essenciais" ( Le protest. Contemp., Ruine constitutionalle, p. 43 In I.R.C., Franca, L., pg 255. 7ª ed, 1953)
Mas o próprio Lutero que saiu-se no mundo com esta novidade da sola scriptura viveu o suficiente para testemunhar e confessar os malefícios que estas doutrinas iriam causar pelos séculos afora: "Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças" (Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l ). Um outro trecho selecionado, prova que o Patriarca da Reforma tinha também de quando em quando uns momentos de bom senso: "Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm" ( Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289).

sexta-feira, 25 de março de 2011

Padre Jose do Vale - Pregadores Sedutores.


São Paulo Apóstolo afirma: “O Espírito Santo diz expressamente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, dando atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas” (1 Tm 4,1).

 
Quem são os pregadores sedutores? São aqueles seduzidos pelo poder do diabo, pregam doutrinas de demônios e são desviados da verdade ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e seus santos apóstolos (Ef 2,20-22; 2 Tm 1,12-14).

São Paulo exorta de moda radical a não ter contato com tais pregadores: “Evita o palavreado vão e ímpio, já que os que o praticam progredirão na impiedade; a palavra deles é como uma gangrena que corrói entre os quais se acham Himineu e Fileto. Eles se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já se realizou; estão pervertendo a fé de vários” (2Tm 2,16-18).

São Paulo diz que esses pregadores são: “egoístas, gananciosos, soberbos, rebeldes, ingratos, sem afeto, cruéis, inimigos do bem, traidores e atrevidos” (2 Tm 3,1-5).

Com tais pregadores São Paulo teve experiência. Demas abandonou o apóstolo Paulo e a verdade cristã pela ganância e por amor as coisas mundanas (2 Tm 4,10). Alexandre por sua ingratidão e maldade largou a missão paulina causando muitos males (2 Tm 4,14).

Esses pregadores vivem arte da dissimulação, do engano e da falsa fé. Pregam em nome de Deus, de Jesus, do Espírito Santo, e até milagres e curas podem acontecer, não pelo seu mérito, mas devido o poder do nome de Jesus que eles usam. Não podemos esquecer que o diabo pode realizar tais prodígios para enganar multidões (2 Cor 11,13.14).

Esses pregadores não acreditam no que pregam e nem tem o temor de Deus e de seu juízo. Escreve São Paulo: “Afirmam conhecer a Deus, mas negam-no com os seus atos, pois são abomináveis, desobedientes e incapazes para qualquer boa obra” (Tt 1,16).

Esses pregadores são homens hereges, pervertidos e condenados pelos seus próprios atos pecaminosos (Tt 3,10.11).

São Paulo e São João chamam esses pregadores condenados de “cães” (Fl 3,2; Ap 22,15).

SEDUZIR PARA O MAL


Escreve São Pedro Apóstolo: “Houve, contudo, também falsos profetas no seio do povo, como haverá entre vós falsos mestres, os quais trarão heresias perniciosas. Muitas seguirão as suas doutrinas dissolutas. Por avareza, procurarão, com discursos fingidos, fazer de vós objeto de negócios; mas seu julgamento há muito está em ação e a sua destruição não tarda” (2 Pd 2,1-3).

No dicionário de Aurélio a palavra “seduzir” significa: inclinar artificiosamente para o mal ou para o erro; desencaminhar; atrair, fascinar. Subornar para fins sediciosos.
Por que esses pregadores seduzem tanta gente ao erro?

1. A lei do país favorece. Qualquer pessoa pode abrir o seu comércio religioso.
2. O povo é carente dos benefícios do Estado. As questões sociais são argumentos para os pregadores apocalípticos.
3. O povo é mal informado e mal catequizado. O sistema aliena, manipula e escraviza muita gente para cultura do boçal.
4. Toda engenharia do diabo na arte do engano. Ele é o pai da mentira (Jo 8,44), o deus deste mundo que obscurece a inteligência das pessoas (2 Cor 4,4), armador de ciladas destruidoras (Ef 6,11; 1 Pd 5,8) e o mundo está sob o seu poder (1 Jo 5,19). 

5. O maligno capacita esses pregadores. São espertos, sagazes e carismáticos. São bons artistas que convencem. A mídia, discursos bem preparados, templos belos, literaturas de auto-ajuda, músicas bonitas e a sua apresentação como líder ricaço atrai, fascina multidões.
Eles sabem vender muito bem o seu produto religioso, mesmo contendo veneno no centro de suas mercadorias. Sabem negociar promessas vazias e esperança ilusória.
Qualquer defeito no produto ou demora em receber, eles mandam reclamar a Deus.
O pior de todos os enganos é o de caráter religioso. Porque usam o nome sagrado de Deus em vão. Usam e abusam da fé dos outros e brincam com o futuro da alma.
Vivemos o tumultuado mundo de falsos profetas, pastores, evangelistas, missionários, mestres, gurus, magos, bispos e apóstolos.
Num mundo que está tomado por vários tipos de crises, de conflitos, de perdas e de medo, fica claro, aberto e oportuno para os charlatões, curandeiros, estelionatários e fraudulentos líderes religiosos darem os golpes da fé nos sofredores, nos doentes e nos desorientados.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse para nossa firme orientação: “Atenção para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).


A FRAUDE DA PROSPERIDADE


“Rogo-vos, entretanto, irmãos, que estejais alerta contra os provocadores de dissensões e escândalos contrários ao ensinamento que recebestes. Evitai-os. Porque estes tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre, e com palavras bonitas e lisonjeiras seduzem os corações dos inocentes” (Rm 16,17.18).
As palavras de São Paulo Apóstolo são atuais para o quadro que estamos vivendo no patamar do engano religioso.
Em nossa era surgiram as denominações neopentecostais, igrejas em células, igrejas apostólicas na visão do G12, ministérios personalísticos, movimento do show gospel e igrejas eletrônicas.
Tudo isso tem como fundamento a herética teologia da prosperidade e seus ensinamentos como: literatura de auto-ajuda, batalha espiritual, visualização, determinação para tomar posse da bênção, sacrifícios por meios de dízimos e ofertas para obter curas e riquezas, resgate da antiga Lei, das tradições judaicas e idolatria pela cidade de Jerusalém.
Há uma crise terrível no protestantismo, principalmente por uma vertente contaminada com modismos eclesiais e teológicos.
O bispo da Igreja Metodista Paulo de Tarso Lockmann diz: “Dinheiro e poder continua a ser vergonha da igreja brasileira, rompendo a comunhão, acabando com o amor entre os irmãos, enfraquecendo a intrepidez com que a Igreja deveria pregar o evangelho”.
“Disso devemos aprender a lição da precariedade do crescimento evangélico”, afirma o sociólogo e pesquisador da igreja evangélica brasileira Paul Freston (1).
No campo religioso da pós-modernidade é tremendamente marcado com cismas, heresias, escândalos, idolatria do poder econômico e o descaso da dignidade da pessoa humana.
O resultado de tudo isso é milhões de desviados e sem religião e sem igreja. O Evangelho e Cristo ficam escandalizados!
Não resta a menor dúvida que a fraude da teologia da prosperidade é hoje a maior armadilha destruidora do mundo religioso.
Essa é a principal ferramenta dos pregadores sedutores para demolir o sentimento de fé de milhões de pessoas.


CONCLUSÃO


Em Gênesis 3,4 está escrito: “Mas a serpente respondeu à mulher: “De modo algum morrereis”. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia que comerdes da arvore, vossos olhos abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal”.
Desde a criação, o homem é terrivelmente tentado a ser como Deus, adorar o Senhor Deus e o diabo, via os ídolos, poder religioso e econômico.
Por quê? Porque a idolatria não está no objeto e sim no seu coração.
O diabo com toda a sua máquina e proposta, tudo oferece ao homem, cabe a ele responder com o seu coração. Tudo se projeta no coração: a ânsia pelo exibicionismo, pelo glamour, status e todo poder mundano.

É do coração que procede o bem e o mal, o culto verdadeiro e o falso, e tudo isso é vivido pela arte da dissimulação. Ninguém melhor sabe interpretar essa arte do que os pregadores sedutores.
A falsa adoração e o culto a personalidade em nossa geração religiosa se faz presente na teologia da prosperidade, nas divisões denominacionais, no movimento gospel, nos títulos pomposos dos líderes eclesiásticas, na mídia, na literatura de auto-ajuda e no esquema da Nova Era.

Hoje mais do que nunca, necessitamos de proclamadores do evangelho de Jesus Cristo que preguem mais pelo seu testemunho evangélico do que com as suas palavras e que apontem toda honra, glória, louvor e adoração, ardente a majestade da Santíssima Trindade.



Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com


Nota
(1) Ultimato, Março-Abril de 2009, pp. 14 e 32.

terça-feira, 22 de março de 2011

Viva o Papa!

Em tempos de crise religiosa e eclesiástica - principalmente quando ela atinge as mais altas autoridades da Igreja - é normal aparecerem duas tentações opostas.
A primeira - e a mais grave - é a de revolta contra a autoridade do Papa, que pode levar ao cisma e à heresia.
A segunda - mais sutil - é a de, por respeito à autoridade, aceitar em silêncio os erros, ou fechar os olhos para os pecados de escândalo em que a autoridade possa a vir a incorrer.
No fim da Idade Média e no Renascimento, por exemplo, muitos católicos caíram na primeira tentação, aderindo a inúmeras seitas heréticas. Lutero e a Reforma - hoje tão louvados - levaram ao ápice essa revolta, ao atacarem o próprio papado, sob o pretexto de que havia corrupção em Roma, e muitos Papas daquele tempo eram conhecidos por sua vida escandalosa. Os heresiarcas confundiam a pessoa que estava no sólio de Pedro com o Papado em si mesmo.
Tantos foram os inegáveis escândalos de alguns papas desse tempo que entre os teólogos mais importantes se estudou, de novo, a possibilidade de um Papa cair em heresia enquanto pessoa particular, embora nunca enquanto Papa, exercendo o seu ministério "ex-cathedra". São Roberto Belarmino, o grande Doutor da Igreja nessa época, foi um desses teólogos.
O Concílio Vaticano I - realizado em 1870 - proclamou o dogma da infalibilidade papal, estabelecendo que, quando o Papa ensina "ex-cathedra", isto é, como Vigário de Cristo, com o poder dado por Nosso Senhor a São Pedro, ensinando toda a Igreja sobre questões de Fé ou de Moral, com a vontade explícita de definir uma doutrina e condenando a sentença oposta, o Papa é infalível.
Esse dogma da infalibilidade do Papa - ao qual aderimos do mais profundo de nossas almas - é a garantia de que a Igreja jamais errará. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, ao dar as chaves a Pedro, lhe disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. E Eu te darei as chaves do Reino dos céus. Tudo o que ligares na terra será ligado no céu. Tudo o que desligares na terra, será desligado no céu. E as portas do Inferno não prevalecerão contra ti" ( Mt. XVI, ).
É sobre essas palavras santíssimas de Nosso Senhor que a Igreja se baseou para proclamar a infalibilidade papal. É nisto que se fundamenta a devoção que todo católico deve ter pelo Papa, seja ele quem for.
Os inimigos da Igreja sempre quiseram criar confusões acerca desse ponto, ora atribuindo ao Papa enquanto tal, e à Igreja, os pecados em que um Papa pode cair como pessoa particular, ora estendendo a infalibilidade a qualquer ação do Supremo Pontífice.
O Papa é infalível como supremo mestre da Igreja, ao se pronunciar "ex-cathedra", mas isso não o torna impecável pessoalmente. Ao querer confundir infalibilidade com impecabilidade, os inimigos da Santa Sé buscam minar a devoção e a fé que se deve ter na infalibilidade pontifícia.
Ao pretender estender a infalibilidade a qualquer ação, discurso ou atitude do Papa, leva-se os fiéis a cair num erro que os porá em grave tentação, quando lhes ficar patente que o Papa - como pessoa particular - errou ou pecou.
Não se deve rejeitar a infalibilidade do Sumo Pontífice por causa de seus possíveis pecados ou erros pessoais, nem negar suas possíveis faltas morais por causa do brilho do carisma infalível de sucessor de Pedro,. Quanto ao Sumo Pontífice, pois, é preciso sempre ter em mente que ele continua infalível enquanto Papa, mesmo quando pecador enquanto homem, e que ele permanece um homem possivelmente pecador e falível, mesmo sendo Pontífice infalível quando fala "ex cathedra".
Para ilustrar o que dizemos, convém lembrar como agiu S. João Bosco no início do pontificado de Pio IX. Como se sabe, o Papa do incomparável Syllabus, o Papa da Imaculada Conceição, o Papa que proclamou o dogma da infalibilidade pontifícia teve, no início de seu pontificado, atitudes que muito favoreceram os liberais. Ele anistiou os terrorristas e carbonários presos nos Estados da Igreja, deu uma constituição liberal para esses Estados, nomeou um primeiro ministro liberal; enfim ajudou tanto os revolucionários que Roma se tornou o refúgio de anarquistas, carbonários e revolucionários de todas as gamas e de todos os tipos. Por isso, a Maçonaria fazia gritar pelas ruas das cidades italianas e por todo o mundo: "Viva Pio IX !".
São João Bosco, que vivia então em Turim, ordenou a seus alunos que jamais gritassem "Viva Pio IX" e sim "Viva o Papa !" . Com isso, D. Bosco desfazia a manobra carbonária. Devemos gritar sempre "Viva o Papa", pouco importando o nome daquele que está no trono de Pedro. Seja ele santo ou pecador, devemos manter ao Papa, "doce Cristo na terra", como dizia Santa Catarina de Siena, nossa devoção filial e nossa fidelidade a tudo o que ele ensina, como legítimo sucessor de Pedro e com o poder das chaves.
Hoje a compreensão desses princípios é muito necessária, pois somos ameaçados por dois erros opostos com relação ao Papa: o sede-vacantismo e o infalibilismo universal.
Nós rejeitamos a ambos.
Há quem afirme que os últimos Papas, por sua adesão aos erros do Vaticano II - Concílio meramente pastoral e não dogmático, portanto falível e que, por isso, ninguém está obrigado a aceitar - teriam perdido o pontificado. Tese temerária, aventureira e imprudente, pois até hoje ninguém a demonstrou com provas claras e irrefutáveis. Essa tese põe os fiéis à beira do cisma, senão dentro dele.
De outro lado, os modernistas e progressistas, que viram suas idéias errôneas triunfarem no Vaticano II, procuram impingir aos fiéis católicos esses erros do último Concílio, como se fossem dogmas de Fé, o que é absolutamente falso.
Mais ainda, os defensores do infalibilismo absoluto e universal do Papa procuram fazer com que os católicos julguem qualquer discurso do Papa - até mesmo um simples discurso de acolhida de turistas - como se fosse um dogma de fé, nivelando um texto pastoral, ou um discurso de cortesia, aos pronunciamentos "ex-cathedra". Isso também nós não podemos aceitar.

Por exemplo, a famosa jornada de orações pela paz, realizada em Assis por João Paulo II, em 1986, se opôs frontalmente a tudo o que a Igreja sempre ensinou quando, em reiterados pronunciamentos dos Papas, condenou o intercofessionalismo e o indiferentismo. Tal jornada é inaceitável.
O Papa, não é demais repetir, só é infalível quando ensina "ex-cathedra", ou quando repete os ensinamentos de todos os Papas anteriores (Magistério Ordinário Universal). Fora disso, pode errar. Por isso, é legítimo rejeitar os erros do Concílio Vaticano II e tudo o que se tem feito com base neles, na medida em que contrariam os ensinamentos de todos os Papas anteriores.
Ter devoção ao Papa é dever de todo católico. Mas o próprio Papa reinante deve ter devoção ao Papado. Também João Paulo II tem obrigação de aceitar tudo o que os Papas anteriores a ele ensinaram "ex- cathedra".
É, pois, com verdadeira devoção católica à Cátedra de Pedro que exclamamos de toda nossa alma "Viva o Papa ! ", qualquer que ele seja.
Um dia, Cristo perguntou aos apóstolos: "Quem dizem os homens que eu sou ?" Os apóstolos responderam : "Uns dizem que és Elias, outros dizem que és João Batista que voltou ". E Cristo ainda: "E vós quem dizeis que eu sou ? ". Eles se calaram, não sabendo o que dizer.
Não sabiam o que dizer, após terem visto tantos milagres. Não sabiam o que dizer, após terem ouvido tantas verdades.
Até que S. Pedro proclamou: "Tu és o Cristo, filho de Deus vivo!"
Hoje, Deus nos pergunta: Que dizem os homens que é o Papa? E alguns respondem que ele é um homem comum, outros - hereges - ultrajam-no, dizendo-o o anticristo.
E nós, quem dizemos que é o Papa?
Ele é Pedro redivivo. Ele é, de fato, plenamente, "o doce Cristo na terra". Com Santa Catarina de Siena repetimos essa afirmação tão doce ao nosso coração de católicos, tão cheia de verdade, dessa Verdade que, desde o batismo, é a luz de nossas almas e de nossas vidas.
Sim, nós temos certeza. Nós, católicos, somos filhos da certeza. E com a certeza que nos dá a palavra de Cristo e o dogma da infalibilidade papal, firmes sobre a pedra, nós dizemos com toda força de nossas almas: o Papa é Pedro reinando em Roma. O Papa é o vigário de Cristo. E quando esse século maldito nos interroga com sua boca atéia ou com sua língua progressista; quando ele, sorrindo irônico, duvida de nossa fé; quando nos ameaça e nos interroga, dizendo: "E quem é o Papa ? " , com ufania lhe respondemos que ele é nosso Pai na Fé.
Depois de séculos de santidade gerada pela Igreja e por sua doutrina, infalivelmente repetida pelos papas de todos os tempos; após dois mil anos de milagres, como não saber responder a esta pergunta que o mundo, hoje, nos faz com insolência: "E quem é o Papa? " O Papa é a Rocha sobre a qual Nosso Senhor edificou a sua Igreja.
E quando esse século subjetivista e evolucionista, que de cada pseudo-cientista ou de cada guru faz um "papa" infalível, repele os Papas do passado porque pensa que tudo evolui, nós lhe respondemos que passarão os céus e a terra, mas as palavras do Papa, falando "ex-cathedra" jamais passarão.
Disse um poeta, que é fácil acreditar na luz, ao meio dia. Difícil é crer no sol, à meia noite.
Era fácil acreditar e ter verdadeira devoção ao Papa, quando em Roma reinavam São Gregório VII, Pio IX ou São Pio X. Difícil foi manter a verdadeira fidelidade e a verdadeira devoção ao Papa, em Avignon, ou no tempo do Grande Cisma do Ocidente, ou na corte de Roma renascentista.
Difícil ainda mais é manter fidelidade à Igreja e a verdadeira devoção ao Papa, nestes dias de trevas, durante o eclipse do sol católico, causado pelo Vaticano II.
É pois em meios às trevas modernistas do Vaticano II, odiados e incompreendidos pelos que erram à esquerda, e mesmo à direita, que proclamamos com Fé: Nós cremos na Igreja Una, Católica Apostólica e Romana. Nós cremos no Papa! Viva o Papa ! Viva o Papa, doce, doce Cristo na terra.
Orlando Fedeli

sexta-feira, 18 de março de 2011

Prepare-se para ver a maior Lua dos ultimos 18 anos.

Sábado, 19 de março, o planeta Terra terá uma agradável surpresa: a maior Lua dos últimos 18 anos irá iluminar o nosso céu. Desde 1993, não é registrada uma ocorrência da Lua Perigeu, como é chamada, em Lua cheia. Portanto, pais e mães, não deixem de presenciar o acontecimento.

De acordo com Rundsthen Nader, astrônomo do Observatório Valongo da UFRJ, tal fenômeno ocorre todo mês, mas é muito difícil coincidir com a Lua cheia. “Perigeu, em grego, significa perto da Terra, e é por isso que a enxergamos maior. Isso está relacionado ao ciclo da lua, inclinação e plano de órbita. Acontece todo mês, mas somente a cada 18 anos ela irá cair na Lua cheia”, explica.


E apesar do que andam dizendo, a "Super Lua", que foi descoberta há muito tempo na Grécia, nada teve a ver com o que se passou no Japão há alguns dias. Ela também não provoca nenhuma catástrofe natural, apenas influencia as marés. “A Lua é muito pequena para interferir em outros fenômenos da natureza. Tsunamis e terremotos estão relacionados às placas tectônicas, que estão no interior da Terra”, esclarece o astrônomo.


Se a criança demonstrar medo ao ouvir algum comentário desse tipo, basta não alimentar a ideia. Variações no sistema solar são comuns e freqüentes e não quer dizer que algo de ruim vai acontecer. O astrônomo dá uma sugestão: que tal aproveitar a oportunidade de ver uma Lua 14% maior e 30% mais brilhante para brincar com seu filho de identificar estrelas, explicar as fases da Lua, e introduzi-lo – literalmente – no universo? 

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 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. (São Lucas 21,25)

Voc. Allysson V. Vasconcelos - Discernimento Vocacional.

“Aonde mandar eu irei!” 

Começo este pequeno artigo, com esta frase que traduz a disposição do Vocacionado (Lembrando, todos somos Vocacionados) em cumprir a Vontade de Deus em sua vida, e seguir a Vocação dada por Deus a si. No artigo anterior tratei de um assunto fundamental na vida de todo fiel batizado, e neste artigo tratarei de um assunto de extrema importância, e necessário ao cumprimento da Vocação específica e consequentemente Fundamental (ler artigo anterior), o Discernimento Vocacional. 

Para irmos a determinado lugar, a casa de um parente, por exemplo, necessitamos de um endereço, uma direção. Saber que ônibus pegar, que estrada tomar, e diversas
 outras coisas. Na Vida Espiritual ocorre de maneira parecida, para cumprirmos a Vontade de Deus em nossa vida, precisamos saber qual é, o que Deus quer de nós, a Missão por Ele confiada a cada um de nós, em particular. 
Para sabermos a Vontade de Deus em nossa vida, precisamos perguntar a Ele. Para isto, é necessário que estejamos em comunhão com Ele, ou seja, em estado de graça e esta “pergunta” se dá nas orações. A oração, basicamente é isto, um diálogo intímo com Nosso Senhor, um momento sublime de encontro com o Pai. Devemos nos utilizar deste momento para perguntarmos sua Vontade em nossa vida. Traduzindo, não temos como discernir nossa vocação fora da oração, pois isto só se dá nela.

Nosso Senhor, sempre age, digamos assim, pela causa intermediária. Sempre se utiliza de algo, alguém ou alguma situação de nossa vida, para nos ensinar, corrigir, falar. Por isto, no processo de Discernimento Vocacional é recomendável que sejamos acompanhados por outra pessoa, de preferência o Diretor Espiritual, ou alguém que tenha capacidade para nos auxiliar a Discernir nossa Vocação. 

Nesta caminhada necessitamos da ajuda amiga de alguém que servirá de instrumento para Nosso Senhor, e que nos auxiliará a enxergar os sinais de Deus, e as “marcas da Vocação” em nossa vida. 

Para ilustrar e aprofundar um pouco, cito o saudoso Santo Inácio de Loyola:
 

“Muitos, no entanto, escolhem primeiro casar-se – o que é meio – e, em segundo lugar, servir a Deus no casamento – o que é fim. Há também muitos outros que querem, primeiramente, ter posições rendosas, e, depois, servir a Deus nelas. Deste modo, eles não vão diretamente a Deus, mas querem que Deus venha diretamente às suas afeições desordenadas. Por conseguinte, fazem do fim, meio, e do meio, fim. Assim, o que deviam ter como primeiro,
 colocam em último. Devemos ter, porém, como primeiro, servir a Deus (...). Assim nada me deve mover a tomar tais meios ou deles privar-me, a não ser apenas o serviço e louvor de Deus nosso Senhor e minha salvação eterna” 
[Exercícios Espirituais, 169]. 

O Vocacionado deve, através de sua vocação específica, buscar primeiramente o serviço de Deus, que é o fim para qual fomos criados.


 "O homem foi criado para conhecer, amar, adorar, louvar e servir a Deus"
Santo Inácio de Loyola

A frequência a Encontros Vocacionais, em Seminários e Conventos, é recomendável, dado que o objetivo de tais Encontros é discernir a Vocação dos que frequentam, e isto não quer dizer que frequentando os encontros no Seminário o vocacionado (a) será padre, ou, no convento, freira. Portanto, recomendo que procure sua Diocese, ou um convento e passe a frequentar os Encontros Vocacionais, pois este é um passo concreto e que o ajudará muito.

Outra coisa que é de grande ajuda, é o famoso “Diretor Espiritual”, ele poderá o ajudar mais concretamente, nesta caminhada, e ao longo do tempo e das direções sentirá o chamado de Deus, em sua vida mais forte, ou mais “claro”.

Como havia dito, Nosso Senhor se utiliza de intermediários para nos falar, ensinar, corrigir, e é isto, através do Diretor, que o acompanhará ao longo de algum tempo, poderá mais facilmente identificar o chamado de Deus em sua vida. 

Perguntas que podem auxiliar no início da Caminhada Vocacional: 

1 – Para discernir minha Vocação, busco a presença de Deus na oração diária? 

2 – Vou às Santas Missas Dominicais? 

3 – Busco a Confissão Frequentemente? 

4 – Busco conhecer cada vez mais Nosso Senhor, para amá-lo cada vez mais, e servi-lo melhor? 

Concluindo o artigo, resumo tudo: 

Para discernirmos nossa Vocação temos de:

* Querer servir a Deus na totalidade da minha vida
* Ter uma vida de oração
* Buscar o discernimento na oração primeiramente, e através dos outros meios (Encontros, Diretor, pessoas próximas)
* Conhecer cada vez mais a Nosso Senhor (buscar conhecer)

Basicamente, é isto, e com este pequeno artigo espero ter sanado algumas, mesmo que poucas dúvidas, sobre este tema. Convido novamente a todos que quiserem aprofundar algo mais, ou sanar alguma outra questão, entre em contato no email abaixo.

obs.: Convido a ler este pequeno texto, e a assinar esta carta aos SRS. Deputados, pedindo o arquivamento da infame  PLC 122/2006 – Lei da Homofobia (Saiba mais em http://www.ipco.org.br/home/videos/cuidado-a-lei-da-homofobia-pode-chegar-na-sua-casa-e-na-sua-igreja?origem=100 )


In Corde Iesu et Mariae
Voc. Allysson Vidal Vasconcelos

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In corde Iesu
Voc. Allysson Vidal Vasconcelos

Últimos Dias: Profecias do Fim - O Céu está falando!

  Olá irmãos e irmãs, salve Maria. É com muita tristeza, mas com muita esperança que, trago-vos hoje uma mensagem do Céu: filhos e filhas, ...