quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Loucuras evangélicas.

A Salvação para Católicos e Protestantes.


A Salvação para o Protestante:

Para o Protestante basta a pessoa se declarar salva devido sua Fé, sem contudo ser tornada conforme à vontade Divina, sem que seja purificada ou Santificada, e isso é feito por uma aceitação pessoal de Jesus como seu Salvador. Como diz Lutero: Os méritos de Jesus não levam em conta os pecados do indivíduo; a Fé confiante faz com que Deus nos recubra com o manto dos méritos de Cristo, declarando-nos justos. O crente diz estar certo da Salvação eterna em qualquer fase da sua vida, desde que mantenha a Fé confiante. Donde o famoso adágio atribuído a Lutero: ?Pecco fortiter, sed fortius credo? (Peco intensamente, mas ainda mais intensamente creio)



Que dizer a Respeito?



Não há dúvida, a Escritura ensina que a remissão dos pecados é gratuitamente concedida aos homens mediante os méritos de Cristo (Romanos 5,8). O homem não pode merecer o perdão, mas ele o aceita contritamente. Contudo, a Escritura ensina também que o perdão concedido por Deus não é mera fórmula jurídica em virtude da qual não nos seria mais levado em conta o pecado (que, apesar de tudo ficaria a contaminar a alma). Na verdade, justificação, segundo as Escrituras, é regeneração (João 3,3-5) (Tito 3,5), elevação à dignidade de filhos de Deus não de nome apenas, mas na realidade (1 João 3,1), de modo a nos tornarmos consortes da natureza Divina (2 Pedro 1,4), capazes de produzir atos que imitem a Santidade do Pai Celeste (Mateus 5,48).

Se, por conseguinte, Deus nos concede uma nova natureza ao nos perdoar as faltas, está claro que não basta crer, e que as obras boas devem pertencer ao programa de Santificação do Cristão; elas se tornam condição indispensável para que alguém consiga a vida eterna (Tiago 2,14-26). Deus não pode deixar de exigir tais obras depois de nos ter concedido o princípio capaz de as produzi-la.



A Salvação para o Católico:



Para o Católico a salvação significa tornar as pessoas conformes à vontade Divina e realmente purificadas e Santificadas, o que é feito pelos Dez Mandamentos de Deus, pelos Sacramentos, pela Oração, Penitência e Caridade. Nós não somos ?Salvos? em um determinado momento, simplesmente aceitando Jesus Cristo como nosso Salvador, mas somos justificados em um determinado momento, que cabe a nós Santificar-mos cada vez mais e manter-nos assim na graça de Deus.

Deus nos dá um presente, que é a graça, e infelizmente muitas vezes a jogamos fora. A Graça de Deus não é merecida, mas dada. Ela deve, porém, ser correspondida, e correspondida ao longo de toda a vida. Assim a Salvação é algo que, como dizia São Paulo, ?Operamos no temor e no tremor? um Dom gratuito, continuamente aceito e acolhido, ou sucessivamente rejeitado e buscado. Neste sentido a Salvação é um ato contínuo.

Se somos Salvos, esta salvação vem pelo Sacrifício de Cristo na cruz, não pela Ressurreição. Por sua Ressurreição ele nos mostra o que podemos esperar, ele nos mostra o prêmio aos que, como dizia São Paulo, ?Chegam ao fim da corrida?. Mas não é pela Ressurreição que somos salvos, e sim pela Cruz.

O Protestante diz que não precisa ver Jesus na Cruz, ele merece toda Glória, todo louvor, pois agora está ao lado do Pai, na Glória, e não mais na Cruz. Que dizer a respeito? Sem sombra de dúvida, Jesus está ao lado do Pai, na Glória mas por ter estado na Cruz, estaremos um dia nós também, queira Deus, na Glória face a face com ele, se aceitar-mos também nossa Cruz, a exemplo dele quando nos disse para tomarmos nossas Cruzes e segui-lo.

Ver o Cristo Ressurecto sem ver o Cristo na Cruz é ver o prêmio sem a corrida, é ver o pagamento sem ver o trabalho, é ver em suma o efeito sem ver como a ele se chega. Não basta crer e aceitar Jesus Cristo como Salvador, é preciso viver a Fé, e vivê-la em Santidade. Daí a exigência dos Mandamentos. Daí os Sacramentos. Daí a moral que a Igreja ensina.

Dizer que crê em Jesus Cristo e ser salvo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência. É preciso viver a Santidade, Humildade, Mansidão, Perdão das ofensas, fuga de toda a corrupção; numa palavra, semelhança com Cristo e prática do Sermão das Bem-Aventuranças, que Ele concluiu assim: ?Deveis ser perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito? (Mateus 5,11).

Por Jaime Francisco de Moura
 

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A música na Igreja - O Canto Oficial.

A música foi o complemento artístico das catedrais medievais. Até a época de Gregório I (540-604) tinha a música forte influência grega e bizantina, bem patentes nas árias monódicas. Atribui-se ao grande Papa Gregório I (por isso "música gregoriana") a criação de uma melodia simples, o "cantochão" ou canto "gregoriano". Independentemente do número de pessoas, todos cantavam no mesmo tom, embora as mulheres e crianças quase sempre cantavam uma oitiva mais alto que os homens.  Porém, as variações surgidas no canto gregoriano exigiam uma notação mais prática e mais exata. Aproximadamente em 1040, o monge Guido de Arezzo deu os atuais  nomes  às primeiras seis escalas, tirando as primeiras sílabas de palavras de um hino que os meninos cantores entoavam a São João, para que os protegesse da rouquidão. O ut era tão fácil de ser cantado, pois acabava de ser consoante, e posteriormente foi substituído por dó. Assim nasceu o alfabeto musical dos países latinos. Essas criações vitais abriram o caminho para a música polifônica, que mais tarde, entretanto, entrelaçaria duas, três e até quatro vozes independentes.

 
                                        Como as demais  artes,  também da música a Igreja se serve para abrilhantar o culto divino. O objeto mais digno que o próprio Deus, as artes não podem ter, sendo Ele a fonte de tudo que é belo, de tudo que é perfeito. A música, para ser admitida no serviço de Deus, deve tornar-se digna desta grandiosa vocação. Para Deus só o melhor, para o culto divino, só o que há de mais perfeito. Há uma música profana, uma música religiosa e uma música sacra. A primeira é a arte do mundo, mais ou menos aparatosa, mais ou menos artística, destinada a deliciar os ouvidos e abrilhantar as festividades do mundo.  

É a música ouvida nos teatros, nos concertos, nas festas profanas e nos lugares de divertimentos. Esta espécie de música não serve para o culto divino e dele está excluída por princípio. Há ainda a música que bem difere da primeira, já mencionada. É uma música mais suave, que mais ou menos traz os enlevos religiosos e os da alma; são composições que objetivam assuntos religiosos. Esta espécie de música dispõe dos recursos e dos meios de expressão da música profana, e dela tira o que precisa, para exprimir o colorido do caráter que lhe é próprio. 

Há músicas religiosas que podem ser admitidas nas igrejas, o que depende do exame consciencioso de quem é competente na matéria e, a falta de temperança nesse aspecto pode fatalmente macular o sacro rito,  transformando o participante da Missa num espectador, confundindo-se  altar com palco, o que seria um desastre.  A música sacra é a música própria da Igreja, a música litúrgica oficialmente aprovada e autêntica. A Igreja  faz questão em ver observadas suas determinações relativas à música sacra; e grande é a responsabilidade das autoridades eclesiásticas nesse particular. A música na Igreja não deve visar outra coisa senão a glória de Deus e a edificação dos fiéis. 

Admitir músicas profanas e indignas no culto divino, é pecado, por ser uma profanação do templo de Deus e um escândalo para os fiéis. Aqueles que devem interessar-se mais de perto pela música sacra, não podem deixar de ler e estudar o Motu Próprio de Pio X sobre a música sacra, documento de alto valor, que é considerado o código musical da Igreja Católica. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Segunda Vinda de Jesus Cristo.

Diz na Sagrada Escritura:
“Vereis o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e majestade” (Mt 24,30; 26,64; Mc 24,26;14,62; Lc 25,27; Dn 7,12-13; etc.).




"Eis que ele vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, inclusive aqueles que o transpassaram" (Ap. 1,7).


"Então o Rei dirá aos que estão à direita:


- Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo," (Mt 25,34).

O Fim dos Tempos

“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus" (Mt. 16, 18-19).
Aqui Nosso Senhor Jesus Cristo estabelece a Autoridade Máxima, sobre a qual Ele irá edificar a sua Igreja: nasce aqui o Papado.
Logo em seguida Jesus anuncia a guerra que o Inferno moverá contra a sua Igreja, que será violentíssima e movida por Satã, em pessoa, e suas legiões de anjos caidos e pelos ímpios pecadores.
Essa guerra durará até o Fim do Mundo, e Cristo Jesus será o vencedor.
"Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai com os seus anjos, então dará a cada um segundo as suas obras´. (Mt. 16, 27).
Jesus fala de sua Segunda Vinda, que será Gloriosa e na presença de seus Anjos. Ele virá para premiar os bons e castigar os maus. Resta-nos saber quando Ele virá.
A resposta a esta questão pode ser encontrada na Profecia de São Nilo, Eremita do Século V, que veremos logo mais.
"Estando sentado sobre o monte das Oliveiras, aproximaram-se d´Ele seus discípulos à parte, dizendo: Dize-nos quando sucederá isto, e qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo?" (Mt. 24, 3).
Uma das coisas que devemos ter sempre em mente, ao ler os Evangelhos, é que Jesus Cristo é Deus e Homem verdadeiro, e que seus Apóstolos e Discípulos sabiam disso. Ora, por ser Deus, Ele tinha uma Inteligência Infinita, que compreendia o presente, o passado, o futuro e todas as coisas de modo absoluto.
Sabendo disso e tendo fé na sua Onisciência, eles aproximam-se d´Ele para saber o que irá acontecer.
Eles perguntam quando Cristo virá pela segunda vez, e quando será o fim do mundo.
Este texto trata, pois, da antiqüíssima e angustiante questão de toda a cristandade, ou seja: da Parusia.
Vejamos qual foi a resposta que Cristo deu a esta questão.
“Respondendo Jesus, disse-lhes: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e seduzirão muitos.” (Mt. 24, 4-5).
Eles perguntam e Jesus responde Profetizando: Lembrem-se de que é Deus quem está falando, e que, portanto, as suas palavras revelam como as coisas são realmente.
Aqui Cristo não imagina, nem supõe nada, mas afirma exatamente aquilo que Ele vê e compreende com sua Inteligência Infinita, que pode penetrar a História e desvendar os acontecimentos futuros até o fim do mundo.
Ele começa por descrever os sinais que precederão aquele grande dia. Mas Ele, antevendo e antedizendo, começa alertando para que tomemos cuidado com os “falsos profetas" e “falsos doutores", “hereges" e “falsos pastores”, que precederão aquele grande dia.
O surgimento de “falsos pregadores" é o primeiro sinal que Cristo dá de sua segunda vinda.
Ele disse: "Virão muitos em meu nome". Resta-nos saber o que significa agir em nome de Cristo.
Ora, vir em nome de Cristo significa ser enviado por Ele, ou seja: significa receber aquela Ordem que Ele deu a seus a seus Apóstolos, de pregarem o Evangelho a todos os povos. Esta Ordem passou de Cristo aos Apóstolos, e de seus Apóstolos a seus legítimos Sucessores.
Vir falsamente em nome de Cristo significa pregar o Evangelho em desacordo formal com a Igreja de Cristo, e esta é uma atitude dos hereges e dos cismáticos; significa, ainda, pregar o Evangelho fora da Igreja de Cristo, e essa é a atitude das seitas cristãs, ou do Protestantismo em geral.
Literalmente falando, este primeiro sinal começou a realizar-se no século XVI, com Martinho Lutero, e perdura até nossos dias com a proliferação das seitas cristãs.
Neste sentido é necessário incluir também o movimento modernista, introduzido no seio da Igreja, e que não deixa de ser uma seita, e que faz de Bispos e Sacerdotes pregadores de doutrinas diferentes daquelas que a Igreja sempre ensinou.
São Pio X excomungou esse movimento na Encíclica “Pascendi Domini Gregis" (1907).
Portanto, o modernismo e o protestantismo realizam, ao pé da letra, este primeiro sinal dado por Nosso Senhor. São sinais predecessores da Parusia.
Esta profecia prova, pois, que o Catolicismo constitui a verdadeira Igreja de Cristo, e que somente os Bispos e Sacerdotes formam a congregação dos verdadeiros e legítimos pastores da Igreja de Cristo.
“Porque ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras. Olhai, não vos perturbeis; porque importa que estas coisas aconteçam, mas não é ainda o fim." (Mt. 24, 6).
Guerras e rumores de guerras existiram sempre, desde a princípio do mundo, e este é o segundo sinal que precederá a Segunda Vinda Cristo a esta terra.
As guerras, naturalmente, causam enorme pânico nas pessoas, mas Nosso Senhor Jesus Cristo exorta a não temermos “os que matam o corpo, e não podem matar a alma” (Mt. 10, 28), mas que devemos temer a Deus que, por causa de nossos pecados, “pode lançar na geena a alma e o corpo". (Mt. 10, 28).
No tempo das guerras Nosso Senhor quer que vençamos a Besta “pelo sangue do cordeiro e pela palavra de seu testemunho”(Ap. 12, 11), ou seja, que confessemos os nossos pecados, ao Padre, e que demos testemunho do Evangelho.
No tempo das guerras nós não devemos temer nada, porque “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (SP).
Para que vocês tenham uma idéia de como a palavra de Deus é infalível, relato o seguinte milagre, que mostra claramente como Deus salva aqueles que crêem n´Ele.
Conta-se que quando Hiroshima foi aniquilada pela primeira bomba atômica, só um lugar foi singularmente preservado. Até agora, todos os 16 membros daquele lugar estão vivos, ainda que todas as pessoas dentro de uma milha do centro daquela explosão estejam mortas!
Uma daquelas 16 pessoas é o Padre Humberto Schiffer, O Padre Schiffer disse que centenas de “experts” e investigadores, ao longo dos anos, estudaram aquela casa, buscando o que tinha de diferente já que estava só a oito quadras do centro da explosão! E ele afirmou que só uma coisa a distinguia: que naquela casa, vivia-se a mensagem de Nossa Senhora de Fátima, rezando o rosário em família todos os dias!" (Revista Estrela, p. 32, mar. 1991, México).
Este formidável milagre mostra o porque não devemos temer a guerra, ou seja, prova a infalível eficácia das palavras de Deus, que disse: “Então acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo” (Atos 2, 21).
Resta-nos, agora, saber quando a profecia de Nosso Senhor sobre as “guerras” e "rumores” de guerras iriam se realizar.
Essa profecia tem profunda relação com a de Nossa Senhora de Fátima, ao falar sobre a Rússia, na segunda parte do terceiro segredo.
Uma consideração mais atenta sobre as palavras dessa profecia leva a percepção de uma previsão extraordinária que Cristo faz sobre a invenção dos meios de comunicação. Ele disse que as pessoas ouviriam noticias de guerras e de rumores de guerras. Ora, são os meios de comunicação que fazem noticiários sobre guerras. Logo, Cristo profetizou a invenção da imprensa falada e escrita.
Sem os meios de comunicação nós levaríamos vários meses, ou até mesmo anos, para receber a notícia de que a Iugoslávia estaria em guerra, por exemplo.
Portanto, o “progresso” tecnológico seria também um sinal de que estaríamos vivendo os tempos em que as profecias de Nosso Senhor estariam se realizando ao pé da letra. Neste sentido essa profecia está de acordo com a de São Nilo, Eremita do século V, que pré-anunciou a invenção dos meios de comunicação, do avião e do submarino como sinais precursores da vinda do Anticristo e da Parusia.
Só no século XX o mundo seria capaz de ouvir, de uma hora para outra, notícias de guerras e de rumores de guerras. Portanto, este é o século da Parusia.
“Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, pestilências e terremotos em diversos lugares. Todas estas coisas são o princípio das dores.” (Mt. 24, 7-8).
Muitos interpretam que aqui Nosso Senhor profetizou uma guerra mundial, ou geral, e nós já passamos por duas grandes guerras, que foram a 1ª e a 2ª guerra mundial.
Todos, agora, temem uma terceira guerra mundial, que pode extinguir por completo a vida sobre a terra.
As “fomes”, as “pestilências" e os "terremotos”, indicam a enormidade dos sofrimentos que teremos que passar.
As “fomes” já existem em diversos lugares pela seca, carestia, desempregos e falta de alimentos (seca no Brasil e miséria na índia); as "pestilências” também já estão aí, como por exemplo a AIDS, o Cólera, o Ebola, etc.; os "terremotos" igualmente já os temos, como o de Kóbi, no Japão, etc.
Nosso Senhor disse que estas coisas seriam o "princípio das dores”, como que indicando dores ainda maiores do que estas.
Mas, existem sofrimentos maiores do que estes? Que quis dizer Nosso Senhor com estas palavras? Quais são as dores ainda piores que esperam as pessoas naqueles dias que virão ou que já são?
Para sabermos quais são as dores ainda piores é preciso considerar o seguinte: As desgraças que Jesus descreve ali, são conseqüências dos pecados dos homens. Ora, o pecado é a causa do sofrimento neste e no outro mundo. Portanto, "guerras", “fomes", "pestilências" e "terremotos" são desgraças causadas pelos nossos pecados, que levarão as pessoas, caso não se convertam, a sofrimentos ainda maiores, que seria o fogo do Inferno.
Para livrar as pessoas do século XX e XXI da condenação eterna, Nossa Senhora, em pessoa, apareceu em Fátima, e indicou o caminho que devemos seguir, se quisermos ser salvos.
Lá Ela mandou rezar o terço todos os dias, e a não ofender mais a Deus Nosso Senhor.
Quando Ela disse: "Não ofendam mais a Deus", repetiu o que disse Cristo para a mulher pecadora: “Vai, e não peques mais", ou seja, convida os pecadores a lutarem contra os pecados da carne que, segundo revelou Ela à Jacinta, são “os que mais almas levam para o Inferno”.
Nessa profecia das guerras Nosso Senhor Jesus Cristo profetizou, de forma implícita, uma espantosa crise de fé e de moral, que seria a maior e a mais grave de todos os tempos.
As guerras são efeitos de uma causa. Ora, o "esquecimento de Deus” (Oséias, 4) é a causa das guerras. Logo, o abandono das práticas religiosas, que significa o esquecimento de Deus, é a causa das guerras.
Só quem não pratica mais a fé, ou que deixa Deus para segundo plano, é que pode esquecer de Deus. Portanto, na profecia das guerras, Jesus profetizou também uma profunda e gravíssima crise de fé.
“Então sereis sujeitos às tribulações e vos matarão, e sereis odiados por todas as gentes por causa do meu nome. E muitos então se escandalizarão, e uns aos outros se entregarão e se odiarão.” (Mt. 24, 9-1 0).
Para que esta profecia se cumpra, ao pé da letra, é preciso que os cristãos sejam valentes, e que não tenham medo de professar a sua fé: é a guerra já anunciada no Proto-Evangelho, entre os “filhos da Mulher” e os “filhos da Serpente”.
Os cristãos estão calados, estão com medo de falar, de professar a sua fé! A propaganda anticristã é muito maior que a propaganda cristã! Deus quer a propaganda cristã a "tempo e fora de tempo", com toda a “paciência e doutrina".
Deus quer que os cristãos dos “últimos tempos" sejam imitadores dos Mártires do começo da era cristã.
É preciso ser valente na guerra! Infelizmente os cristãos estão covardes e calados! Eles estão respeitando os inimigos da Fé! Que a impiedade dos ímpios não faça os cristãos ficarem calados!
Vamos fazer propaganda da fé Católica, como, onde e quando pudermos! Vamos rezar pela nossa conversão e pela conversão dos pecadores! Vamos lutar por Deus, com ousadia, desafiando a morte, o ódio, a dor!"
Não temer nada! É isto que Deus quer de nós!
“Levantar-se-ão muitos falsos profetas, e seduzirão a muitos.” (Mt. 24, 11).
Profeta, como vimos, quer dizer “falar em nome de outro”, e aqui significa aquele que fala em nome de Cristo. Ora, para falar em nome de Cristo, é preciso ser enviado por Ele, ou seja, receber a Ordem que Cristo deu aos Apóstolos, e estes aos seus legítimos Sucessores.
Os Sucessores dos Apóstolos são os Bispos. Para que alguém seja Bispo ou Sacerdote é preciso ser investido deste poder pela imposição das mãos, conforme a Escritura e a Tradição, ou seja, receber do Bispo o poder que receberam dos Apóstolos, e estes de Jesus.
A profecia fala, portanto, de falsos enviados, de falsos bispos, de falsas igrejas, de falsos místicos, de crise de fé e de moral.
Esta profecia testemunha que só a Igreja Católica é a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, porque antes dela não existia nenhuma outra. As outras surgiram depois.
“Levantar-se” significa investir a si mesmo de um poder que não tem. Significa proclamar-se profeta, pastor ou pregador, sem ser enviado por Cristo.
É preciso entender bem, porque a simples leitura da Bíblia não transforma ninguém em profeta, pastor, pregador, ou bispo. A leitura da Bíblia pode converter alguém, mas não pode dar “poderes”, ou o múnus ou a missão de ensinar.
Um exemplo bem claro e atual de falso profeta é o fundador da igreja “Universal do Reino de Deus", o “pastor” ou “bispo” Edir Macedo. Todos os fatos indicam que esta profecia realizou-se com a revolução protestante, que seduziu ou conquistou muitos católicos.
Mas a causa da deserção de muitos católicos para as mais diversas seitas, é uma profunda e gravíssima crise de fé e de moral que sofre a Igreja de Cristo nestes últimos tempos.
O protestantismo é uma crise de fé que milita contra o catolicismo à margem, ou fora da Igreja, e faz de seus pastores os “falsos profetas” dos “últimos tempos", e de seus fiéis verdadeiras “vítimas” de seus enganos.
Mas no interior da Igreja há um outro erro; que gerou e promoveu a maior e mais grave crise de fé de todos os tempos, e este erro chama-se modernismo.
O modernismo transformou muitos Sacerdotes em falsos profetas.
O Papa São Pio X lançou a pena de Excomunhão "Latae Sententiae" contra os modernistas e suas teses.
Por causa de se multiplicar a iniqüidade, se resfriará a caridade de muitos." (Mt. 24, 12).
Iniqüidade é uma palavra que vem do latim ("in + aequalia") e significa “desigualdade” (“in = não + aequalia = igual”). Aqui seria a desigualdade na relação dos cidadãos, a desproporcionalidade do bem comum, onde uns têm demais, e outros de menos. Seria o convívio social baseado não na honra, ou na honestidade, mas nas paixões ignóbeis.
Iniqüidade significa a relatividade da justiça e do bem comum. A Constituição do Estado Federal diz que a “Lei é para todos”, sem “distinção de qualquer natureza”, baseando-se no princípio da eqüidade.
A iniqüidade dá-se, por exemplo, na aplicação da lei, quando é rigorosa para alguns e mitigada para outros.
Matar é pecado para a Religião e crime para o Estado. Segundo a Constituição Federal, todos têm “direito à vida”, e isto é lei baseada no “principio de eqüidade”.
Mas, o Estado cai em contradição e na iniqüidade quando permite a “Legalização do aborto” que, segundo eles, seria utilizada só para casos de extrema necessidade, tais como vítima de estupro e risco de vida para a mãe. Cai na iniqüidade e na contradição porque esta permissão viola, e de forma hedionda, o direito que o feto (criança) tem de viver, nascer, crescer, e ser feliz. Este é apenas um exemplo, entre tantos, de iniqüidade. É claro que a questão e muito mais ampla e complexa.
Segundo o texto, a crise de caridade tem a sua causa na iniqüidade. O mundo precisa de caridade, sem a caridade o Inferno começa já neste mundo! A miséria que existe hoje no mundo inteiro, principalmente no Brasil, é porque falta a caridade dos santos nas pessoas, em suma: falta a Fé e o amor a Deus.
A Bíblia descreve as conseqüências que a rejeição de Deus provoca na sociedade, tais como: “a maldição e a mentira, o furto e o roubo e o adultério, tudo inundam”. (Oséias 4,1-2).
Como você pode ver, essas coisas não são coisas boas. Não é nada gostoso conviver com essas coisas que tiram a paz e a tranqüilidade de qualquer um. E o nosso século, por ter rejeitado aquela fé simples e pura em Deus, se tornou assim, do jeito que está escrito ali.
Quanto maior for o conhecimento de Deus pelas pessoas, maior será a tranqüilidade e a pa.
A mentira, a cupidez, o furto e o roubo, não são males reprovados só por Deus e pela Igreja: são males que todas as pessoas reprovam, porque ninguém gosta de ser tratado de forma iníqua. Portanto, Deus está a favor do homem, quer o bem do homem.
Quem lê a profecia de Nosso Senhor pode perguntar o seguinte: Quando acontecerá a crise de caridade?
Jesus não revelou o tempo, mas descreveu apenas os sinais que acontecerão naquele tempo; já a São Nilo, Deus revelou não só os sinais daquele dia, mas também a época, que seria meados do século XX.
Logo mais adiante vocês poderão comparar a profecia de São Nilo com as de Nosso Senhor, e notar a maravilhosa identidade que há entre elas.
“Mas o que perseverar até o fim, esse será salvo”. (Mt. 24, 13).
Estas palavras indicam uma profunda crise de fé, que se dará nos fins dos tempos, que culminará numa apostasia quase geral.
“Perseverar” é um termo que significa permanecer firmes na fé.
“Perseverar” vai muito mais além de “não cair em pecado”, significa, no seu sentido mais profundo, “não cair no desespero”.
Estas palavras indicam que quem pecar deve fazer como o “filho pródigo” do Evangelho, ou seja, deve voltar-se para Deus, e isto significa permanecer até o fim na esperança de ser salvo por Deus.
Cair em pecados significa ser ferido pelo inimigo na guerra, mas o pecador que reza, não deixa de lutar e por isso permanece na esperança, que é o mesmo que permanecer na fé.
O Sacrossanto Concílio Tridentino ensina que “a fé não deixa de ser verdadeira em que cometeu o pecado”, por isso, a fé, como virtude teologal, existe tanto no justo como no pecador, com a diferença de que é viva no justo e morta no pecador.
Portanto, em primeiro lugar, e de um modo geral, “perseverar até o fim” significa permanecer na Doutrina de fé e moral que se apóiam nas Tradições multiseculares da Igreja; em segundo lugar significa rezar e rezar sempre, em todas as situações, seja qual for o estado de alma que alguém se encontre, porque só não tem salvação aquele que Deus mata imediatamente depois do pecado, ou aquele que morre “sem esperança no Sangue” (revelação de Deus Pai à Sta. Catarina de Sena), porque o “desespero é o pecado que não tem perdão: nem aqui, nem no além” (Idem).
“Perseverar até o fim” significa permanecer no Catolicismo e não cair no Protestantismo, nem no Modernismo, nem no Mundanismo, e nem no Desespero.
Segundo o que fala Cristo, aqui, muitos, ou a maioria, no final dos tempos, romperiam com a fé e com a sã doutrina.
Resta-nos saber quando esta profecia viria realizar-se. Ele não diz quando será, mas dá apenas os sinais que indicarão estes tempos.
Contudo, é possível conhecer o tempo desta profecia por meio de outras profecias, tais como a de São Nilo, que veremos mais adiante.
“Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, em testemunho a todas as gentes; e então chegará o fim.” (Mt. 24, 14).
Aqui Nosso Senhor Jesus Cristo fala que quando o mundo todo conhecer o Evangelho, então se dará o fim.
Estas palavras são de difícil interpretação, porque a fama de Cristo pode ser conhecida de dois modos: por pregação ou por propaganda.
A profecia fala que o Evangelho será pregado a todos, não fala, porém, que será aceito por todos.
Trata-se, pois, de uma reação dos cristãos que permanecerão fiéis na época da apostasia.
Quando os “Apóstolos dos Últimos Tempos” saírem à luz, como o que Nossa Senhora da Salette, se dará a batalha decisiva. E a reação dos ímpios ao apostolado dos “Apóstolos dos últimos tempos” será igual àquela dos judeus contra o Proto-Mártir
Santo Estevão (Atos 7, 54-60).
Diante da firme negativa em aceitar o Evangelho, que será pregado pelos fiéis dos últimos tempos, e por causa da perseguição dos maus contra os bons, quando tudo estiver completo, então Deus, infinitamente justo, acabará, definitivamente, com a “raça da serpente”, como os ímpios.
É neste sentido que virá o fim, depois do apostolado geral..
“Quando, pois, virdes a ‘abominação da desolação’ que foi predita pelo profeta Daniel, ´posta no lugar santo´ - o que lê entenda - então os que se acham na Judéia, fujam para os montes; o que se acha sobre o terraço, não desça para tomar coisa alguma de sua casa, e o que está no campo, não volte atrás para tomar o seu manto. Ai das mulheres grávidas e das que tiverem crianças de peito naqueles dias! Rogai para que não seja a vossa fuga no inverno, ou em dia de sábado; porque então será grande a ´tribulação’, como nunca foi, desde o principio do mundo até agora ‘nem jamais será.’” (Mt. 24, 15-21).
Aqui Nosso Senhor Jesus Cristo faz referência ao profeta Daniel, que disse, entre outras coisas, o seguinte: “no meio da semana fará cessar a hóstia e o sacrifício; estará no templo a abominação da desolação; e a desolação durará até a consumação e até o fim". (Dan. 9, 27).
Esta profecia tem profunda relação com a profecia de Lerida, com a de São Nilo, e com a de Nossa Senhora de Fátima.
Santo Afonso de Ligório diz que esta profecia anuncia que no final dos tempos o Santo Sacrifício da Missa cessaria. Portanto, estas palavras são terríveis, pois revelam o ódio e a guerra que o Inferno e os ímpios moverão contra o Sacrifício do Altar e contra o Santíssimo Sacramento.
A "hóstia" é o Santíssimo Sacramento do Altar, o próprio Cristo Jesus; o “sacrifício” é a Santa Missa, com todas as suas orações, cerimônias e rituais.
A profecia fala, portanto, da profanação da Missa e da Hóstia; fala que no final dos tempos não haverá mais missas válidas.
Quem celebra a Missa é o Sacerdote, e para que um sacerdote celebre a missa de forma inválida necessita de três coisas:
1ª) Que ele não seja legítimo;
2ª) Que a matéria (pão e vinho) e a forma (as palavras, da consagração) não sejam as instituídas por Nosso Senhor, ou seja: que o pão não seja pão, que o vinho não seja vinho, e que as palavras da consagração não sejam as mesmas que Cristo instituiu;
3ª) Que ele não tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja.
A Igreja ensina que faltando um destes três elementos a missa se torna inválida e sem efeito (Carta Aberta aos Católicos Perplexos, de Mons. Marcel Lefebvre, p. 20).
Mas, para que um Sacerdote chegue a esse ponto de ter a audácia de modificar a matéria, a forma e a intenção do Sacrifício, é preciso que ele não tenha mais aquela fé pura e simples em Cristo e na Igreja.
A profecia fala, pois, de uma terrível crise de Fé nos Sacerdotes e pessoas consagradas a Deus; crise tão terrível e tão abominável, que fará as pedras e o mármore chorarem lágrimas de sangue!
Nosso Senhor fala para fugirmos dessa crise, correndo "para os montes".
São Gregório Magno, o Papa vidente, no seu comentário sobre o anticristo, ensina que “montes”, aqui, significam os Santos da Igreja, que são os baluartes da Fé Católica.
Portanto, segundo São Gregório Magno, no tempo da crise, ou da “abominação da desolação”, devemos nos refugiar nos Santos Canonizados, ou seja, crer e fazer o que eles criam e faziam.
Amar a Cristo do jeito que eles amavam; crer a Cristo do jeito que eles creram; adorar a Cristo do jeito que eles adoravam; receber a Cristo na Eucaristia do jeito que eles o recebiam; seguir a mesma missa que eles seguiram.
Prestem bem a atenção nessa profecia, porque quem chamou essa crise de “abominável" foi Jesus Cristo, em pessoa, e Ele é Deus.
Nós não conseguimos compreender a gravidade dessa crise, só Deus pode compreender! E quando Ele chama uma coisa de “abominável" é porque essa coisa é abominável mesmo, com todo o rigor da palavra. É Deus quem vê e fala!
Vamos consolar ao nosso Bom Deus, permanecendo fiéis a tudo aquilo que Ele nos ensinou!
Defender a Missa e a Hóstia é coisa tão grande, mas tão grande, que a beleza e a grandeza desta luta só será conhecida no céu!
Assim como é impossível conhecer a beleza do Céu, e o fogo do Inferno, a não ser pela experiência, do mesmo modo é impossível conhecer, agora, o valor, o mérito, e a enormidade da grandeza de lutar em defesa da Missa, da Hóstia, e do Sacerdócio!
Vocês conhecerão a gravidade dessa profecia ao ler trecho excerto da profecia de Lerida.
Nosso Senhor falou que essa crise ou “Tribulação" será a “última". Portanto, a guerra do inferno contra a Missa, a Hóstia e o Sacerdócio, será a batalha final e decisiva!
“Se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aos escolhidos. (Mt. 24, 22).
“Aqueles dias”, de que fala Nosso Senhor, são os dias da “grande tribulação”, o “final dos tempos”, ou o final do império do “Anticristo”.
1ª) Nosso Senhor “abreviaria” os “dias” ou por protelação, adiando o castigo final, para dar “tempo” das pessoas se arrependerem de seus pecados e se salvarem do fogo do Inferno;
2ª) Ou por antecipação, adiantando o castigo, para que os convertidos, ou escolhidos, não sejam seduzidos e arrastados pela grande onda de pecados que assolará a terra naqueles dias;
3ª) Ou por diminuição, diminuindo o tempo e a intensidade dos castigos e das desgraças que se sucederão naqueles dias.
Para fazermos parte dos "escolhidos" é preciso que nos voltemos para Deus, através de orações e jejuns, confissões e comunhões!
Nossa Senhora entregou a São Domingos de Gusmão a arma que vencerá todas as batalhas! Esta arma é o Santo Rosário!
Portanto, quem quiser salvar a sua alma, deve, antes de tudo, recitar o Santo Rosário ou ao menos o Terço que, segundo afirma São Luiz Grignion de Montfort, salva até mesmo aqueles que se “consagraram ao Demônio”. Isto nos ensina que a nossa esperança não deve esmorecer, que devemos lutar até o fim contra o pecado!
“Quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc.18, 8).
Nosso Senhor fala, aqui, de sua Segunda Vinda a esta terra, que será gloriosa.
Fala que uma crise universal de Fé precederá a sua Segunda Vinda.
Quando comparamos estas palavras de Nosso Senhor com a triste situação da sociedade deste século XX, então forçoso é chegar à conclusão de que estes são os tempos anunciados por Ele.
Resta-nos “erguer” nossas “cabeças" e esperar a nossa “libertação” que se aproxima.
Lembrem-se de que quem fala é Deus, e Ele, aqui, não interpreta, nem supõe nada, mas fala aquilo que vê. Portanto, o que Ele disse, realizar-se-á infalivelmente.
Ele é o Médico que, pela profecia, faz o diagnóstico das pessoas que viverão nos séculos XX e XXI.
Nossa atitude perante as profecias de Nosso Senhor deve ser de Fé, Esperança, Amor, Conversão e Oração.
Para que naquele “Grande Dia”, que estamos já vivendo, possamos salvar as nossas almas, e as de nossos irmãos, do terrível fogo do Inferno, é necessário “invocar o Nome do Senhor” (Atos 2, 21), ou seja, “rezar e rezar muitos terços”.
Autor: Gershonius Silvae

Primeiro anúncio

"Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do homem" (Jo 1,51).
É esse o primeiro anúncio de Jesus, poucos dias após o batismo "o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu na forma corporal de uma pomba, pairando sobre Ele; e uma voz do céu dizia: ' Tu és o meu Filho bem-amado, no qual encontro toda a minha satisfação' " (Mt 3,16-17; Mc 1,10-11; Lc 3,22).
Foi feito por Jesus, mais de um ano e meio após o início do Seu ministério público. Logo depois da promessa do primado a São Pedro e da predição clara da Sua futura paixão e ressurreição Ele disse às multidões: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem quiser perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, a salvará. Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que valor daria em troca de sua alma ou de sua vida? E quem no meio desta geração adúltera e pecadora se envergonhar de mim e de minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele quando voltar na glória do seu pai e de seus anjos. Pois o Filho do homem há de voltar na majestade do seu Pai com seus anjos, e então dará a cada um segundo suas obras" (Mt 16,24-27; Mc 8,34-38; 9,1; Lc 9,23-26 - em forma de harmonia).
As multidões e os discípulos, após ano e meio de pregação do Evangelho, já estavam suficientemente preparados para tão importante anúncio, bem como para aquilo que Jesus solenemente acrescentou: "Em verdade vos digo que entre os aqui presentes [por ocasião da volta de Jesus], haverá alguns que não experimentarão a morte até que vejam o esplendor do reino de Deus e a vinda do Filho do homem no seu reino" (Mt 16,28; Mc 9,1; Lc 9,27 - em forma de harmonia).
Jesus aqui fala abertamente da Sua segunda vinda e de alguns dos prodígios que deverão acontecer. Esse pronunciamento deve ser interpretado à luz dos textos paralelos da Bíblia. Em primeiro lugar, a transfiguração do corpo mortal em corpo glorioso e imortal. A explicação encontra-se em I Cor 15,25-50, onde São Paulo acrescenta: "Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (pois a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão e nós seremos transformados" (I Cor 15,51-52). A mesma coisa encontramos quando ele fala que, por ocasião da vinda do Senhor, os vivos não levam nenhuma vantagem sobre os mortos, mas os que já morreram em Cristo têm preferência sobre os que ainda vivem. Dentre estes, alguns serão arrebatados, sem passar pela morte (cf. I Ts 4,15-16): "Depois nós, os vivos, os que então estivermos na Terra, seremos arrebatados juntamente com eles [os mortos ressuscitados] sobre as nuvens ao encontro do Senhor nas alturas, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (I Ts 4,17-18). Alguns serão arrebatados, conforme Jesus. São Paulo não diz que todos seremos arrebatados.
A ressurreição, por ocasião da vinda de Jesus, é também de alguns, ou de muitos, conforme Daniel 12,2 e Apocalipse 20,4-6, onde se fala da primeira ressurreição, sendo que os não ressuscitados ressurgirão na segunda ressurreição.
Mais tarde, na Transjordânia, Jesus continuou a ensinar nos domínios do rei Herodes Antipas, o mesmo que executou João Batista. Na "Parábola das dez virgens" (cf. Mt 25, 1-13), Ele faz uma nítida alusão à Sua futura vinda, como Esposo das almas. "À meia-noite ressoou um grito: 'Eis que vem o esposo; ide ao seu encontro' " (Mt 25,6). Na mesma região também propôs e explicou a "Parábola do joio" no meio do trigo (cf. Mt 13,24-30.36-43), que trata igualmente da Sua vinda no fim dos tempos (não fim do mundo) quando se cumprirão as profecias sobre o Reino. Como o joio é separado do trigo, assim também os ímpios serão condenados, e "os justos brilharão como o sol no reino de Deus" (Mt 13,43) ou "como estrelas no firmamento, num perpétuo esplendor" (Dn 12,3).
“Vereis o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e majestade” (Mt 24,30; 26,64; Mc 24,26;14,62; Lc 25,27; Dn 7,12-13; etc.). Eis que ele vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, inclusive aqueles que o transpassaram (Ap. 1,7). Ele vem com todos os anjos e santos (Zc 14,7; Mt 16,27-28; Mc 8,38-39; Lc 9,26-27; etc). As nuvens de que a Bíblia fala são os anjos e santos, que formam o cortejo glorioso de Jesus, não só por ocasião da ascensão de Jesus ao céu, (Atos 1,9-11; Zc 13,5; Mt 16,28; Mc 8,39), mas também, e principalmente, na Sua vinda gloriosa.
A primeira vinda de Jesus ao mundo, há mais de dois mil anos, também foi saudada por uma milícia de coros de anjos cantando (Lc 2,13-14). Ele veio como Cordeiro de Deus: imolado, ressuscitado e glorificado à direita de Deus Pai. Esta vinda aconteceu na “primeira Plenitude dos tempos” (Gl 4,4). A vinda gloriosa, do novo céu para a nova terra, será a “segunda Plenitude dos tempos” (Ef 1,9-10), ou também “Fim dois tempos” (Is 2,2 ...e mais dezenas de vezes na Bíblia). Não será o fim do mundo, mas a nova criação do mundo, ou ainda, o oitavo dia da criação, que sucede ao término do sétimo dia da criação, no qual ainda estamos, mas que, agora, está chegando ao fim.
Nas últimas cinco décadas do século passado, o fim dos tempos foi solenemente aclamado pelo céu e pela terra.
Conforme a Bíblia, o céu e a terra serão completamente renovados mediante uma nova criação. Literalmente, é o oitavo dia da criação. Eis que o sétimo dia da Criação, que Deus confiou ao cuidado dos homens, está chegando ao fim (Gn 1,26-30). Enquanto isso, Deus descansou (Gn 2,1-4). No oitavo dia da Criação, novamente, “o governo de nosso Senhor e de seu Cristo se estabelece sobre o mundo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11,15). Deus, Emanuel, habitará com seu povo – assim na terra, como no céu – e fará novas todas as coisas. Todos os males, e a própria morte, serão suprimidos para sempre (Ap 21,1-8). Tudo isso foi anunciado pelos antigos profetas, salmos e o novo testamento.


Por Padre Léo Persch - Pelotas RS


Sou Católico Graças a Deus!


1- Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja Universal.


2- Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma pregando uma suposta verdade.


3- Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo.


4- Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência.


5- Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.


6- Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14).


7- Não sou protestante porque algumas denominações batizam crianças, outras não as batizam; algumas observam o domingo; outras, o sábado; algumas têm bispos; outras não os têm; algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação; algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo. Outras não se preocupam com isto, etc.


8- Não sou protestante porque há passagens da Bíblia que eles não aceitaram como tais; a Eucaristia, por exemplo, Jesus disse claramente: Isto é o meu corpo (Mateus 26,26) e Isto é o meu sangue (Mateus 26,28).


9- Não sou protestante porque os supostos intérpretes da Bíblia não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrado, sendo que em (João 6,51) Jesus afirma: O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Pois a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue é uma verdadeira bebida.


10- Não sou protestante porque os mesmos não reconhecem o primado de Pedro, sendo que o próprio Jesus disse;Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja; (Mateus16,18).


11- Não sou protestante porque eles não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação. Sendo que Jesus entregou aos Apóstolos e seus sucessores, a faculdade de perdoar ou não os pecados, e agir em nome dele. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não perdoardes, não serão perdoados" (Jo 20,23)


12- Não sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre Pedro (Mateus 16,18), e as igrejas protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley, etc...Entre Cristo e estas denominações há um hiato... Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.


13- Não sou protestante porque Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da única Igreja de Cristo, para fundar novas igrejas; que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e pulverizando a mensagem do Evangelho.


14- Porque o subjetivismo protestante entra pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...) Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas; o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem Bíblica.


15- Não sou protestante porque quem lê um folheto protestante dirigido a Igreja Católica, lamenta o baixo nível das argumentações, sendo imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos etc.


16- Não sou protestante porque: eles protestam, criticam, censuram a fé Católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do Papa etc. Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a negação da Igreja Católica.


17- Não sou protestante porque cada qual dá à Escritura o sentido que julga dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a mensagem revelada. Lêem apenas, mas tem grandes dificuldades de estudarem a Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo.


18- A grande razão pela qual o protestantismo se torna inaceitável ao Cristão que reflete é o subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (conforme João 14,26 e João 16,13I), é o principal ponto fraco ou calcanhar de Aquiles do protestantismo.


19- Não sou protestante porque esta diluição do protestantismo e a perda dos valores típicos do Cristianismo, estão na lógica do principal fundador Martinho Lutero; que apregoava o livre exame da Bíblia ou a leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de cada protestante; cada qual tira das Escrituras "o que bem lhe convém".


20- Concluindo! Não sou protestante porque Maria Santíssima disse: Desde agora, todas as gerações me chamarão de Bem-aventurada; (Lucas 1.48), e nos cultos protestantes, seu nome, sequer é mencionado. Caiu no esquecimento. Quem cumpre (Lucas 1.48) é somente a Igreja Católica Apostólica Romana.

Instrução sobre Summorum Pontificum. Últimas atualizações.

Rorate-Caeli e Messa in Latino informam que a comoção causada por uma possível interpretação restritiva de Summorum Pontificum através de uma Instrução, cuja programação inicial para publicação seria amanhã, também atingiu os dicastérios romanos. O apelo internacional ao Santo Padre, que em três dias conta com mais de 7 mil subscrições, assim como a comovente súplica dos seminaristas da arquidiocese de Milão para que o Papa estenda também a eles o direito ao uso do rito ambrosiano tradicional e outros apelos de católicos do mundo todo, parecem ter movido altos prelados a discretamente solicitarem ao Santo Padre que revisse certos aspectos do documento. Ainda segundo Messa in Latino, o Cardeal Levada teria discutido os últimos detalhes da medida em audiência com o Papa Bento XVI na última sexta-feira; todavia, ainda há possibilidade de mudanças no texto.
Não deixa de ser útil também esclarecer que nenhuma das fontes, em momento algum, sequer insinuou que tal Instrução viria abertamente contrariar ou mesmo derrogar qualquer disposição do motu proprio. Não há em nenhuma delas a mínima sugestão de que os tão competentes órgãos romanos cometeriam tamanha aberração jurídica, em que uma mera  instrução interpretativa de caráter inferior, proveniente de um dicastério, se insurgiria contra um motu proprio emanado pelo Sumo Pontífice.
Alertou-se, sim, para uma possível interpretação restritiva com relação à aplicação do Motu Proprio que tacitamente chancelasse o comportamento subversivo do episcopado mundial para com a medida de liberdade do Papa Bento XVI. Por mais de quatro anos a Comissão Ecclesia Dei coletou uma enxurrada de relatos de fiéis cujos direitos foram simplesmente pisoteados por seus bispos; disparates de toda natureza provenientes da tirania episcopal insuflada pela colegialidade, que incutiu nos bispos a pretensão de serem pequenos papas. Ora, se a vontade do Papa é de que a missa tradicional esteja presente em todas as paróquias (afinal, como ela poderia enriquecer à nova missa de outra maneira?), emanar um documento que, em vez de acabar com a resistência dos bispos, favorecesse seus desvarios, seria um verdadeiro atestado de falência desta comissão. Antes nem viesse à luz!

Últimos Dias: Profecias do Fim - O Céu está falando!

  Olá irmãos e irmãs, salve Maria. É com muita tristeza, mas com muita esperança que, trago-vos hoje uma mensagem do Céu: filhos e filhas, ...