sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A CELEBRAÇÃO DO XLIV DIA MUNDIAL DA PAZ 1 DE JANEIRO DE 2011.

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
XLIV DIA MUNDIAL DA PAZ
1 DE JANEIRO DE 2011

LIBERDADE RELIGIOSA, CAMINHO PARA A PAZ
1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar a todos e cada um os meus votos: votos de serenidade e prosperidade, mas sobretudo votos de paz. Infelizmente também o ano que encerra as portas esteve marcado pela perseguição, pela discriminação, por terríveis actos de violência e de intolerância religiosa.
Penso, em particular, na amada terra do Iraque, que, no seu caminho para a desejada estabilidade e reconciliação, continua a ser cenário de violências e atentados. Recordo as recentes tribulações da comunidade cristã, e de modo especial o vil ataque contra a catedral siro-católica de «Nossa Senhora do Perpétuo Socorro» em Bagdad, onde, no passado dia 31 de Outubro, foram assassinados dois sacerdotes e mais de cinquenta fiéis, quando se encontravam reunidos para a celebração da Santa Missa. A este ataque seguiram-se outros nos dias sucessivos, inclusive contra casas privadas, gerando medo na comunidade cristã e o desejo, por parte de muitos dos seus membros, de emigrar à procura de melhores condições de vida. Manifesto-lhes a minha solidariedade e a da Igreja inteira, sentimento que ainda recentemente teve uma concreta expressão na Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, a qual encorajou as comunidades católicas no Iraque e em todo o Médio Oriente a viverem a comunhão e continuarem a oferecer um decidido testemunho de fé naquelas terras.
Agradeço vivamente aos governos que se esforçam por aliviar os sofrimentos destes irmãos em humanidade e convido os católicos a orarem pelos seus irmãos na fé que padecem violências e intolerâncias e a serem solidários com eles. Neste contexto, achei particularmente oportuno partilhar com todos vós algumas reflexões sobre a liberdade religiosa, caminho para a paz. De facto, é doloroso constatar que, em algumas regiões do mundo, não é possível professar e exprimir livremente a própria religião sem pôr em risco a vida e a liberdade pessoal. Noutras regiões, há formas mais silenciosas e sofisticadas de preconceito e oposição contra os crentes e os símbolos religiosos. Os cristãos são, actualmente, o grupo religioso que padece o maior número de perseguições devido à própria fé. Muitos suportam diariamente ofensas e vivem frequentemente em sobressalto por causa da sua procura da verdade, da sua fé em Jesus Cristo e do seu apelo sincero para que seja reconhecida a liberdade religiosa. Não se pode aceitar nada disto, porque constitui uma ofensa a Deus e à dignidade humana; além disso, é uma ameaça à segurança e à paz e impede a realização de um desenvolvimento humano autêntico e integral.[1]
De facto, na liberdade religiosa exprime-se a especificidade da pessoa humana, que, por ela, pode orientar a própria vida pessoal e social para Deus, a cuja luz se compreendem plenamente a identidade, o sentido e o fim da pessoa. Negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma visão redutiva da pessoa humana; obscurecer a função pública da religião significa gerar uma sociedade injusta, porque esta seria desproporcionada à verdadeira natureza da pessoa; isto significa tornar impossível a afirmação de uma paz autêntica e duradoura para toda a família humana.
Por isso, exorto os homens e mulheres de boa vontade a renovarem o seu compromisso pela construção de um mundo onde todos sejam livres para professar a sua própria religião ou a sua fé e viver o seu amor a Deus com todo o coração, toda a alma e toda a mente (cf. Mt 22, 37). Este é o sentimento que inspira e guia a Mensagem para o XLIV Dia Mundial da Paz, dedicada ao tema: Liberdade religiosa, caminho para a paz.
Direito sagrado à vida e a uma vida espiritual
2. O direito à liberdade religiosa está radicado na própria dignidade da pessoa humana,[2] cuja natureza transcendente não deve ser ignorada ou negligenciada. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 27). Por isso, toda a pessoa é titular do direito sagrado a uma vida íntegra, mesmo do ponto de vista espiritual. Sem o reconhecimento do próprio ser espiritual, sem a abertura ao transcendente, a pessoa humana retrai-se sobre si mesma, não consegue encontrar resposta para as perguntas do seu coração sobre o sentido da vida e dotar-se de valores e princípios éticos duradouros, nem consegue sequer experimentar uma liberdade autêntica e desenvolver uma sociedade justa.[3]
A Sagrada Escritura, em sintonia com a nossa própria experiência, revela o valor profundo da dignidade humana: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? Fizestes dele quase um ser divino, de honra e glória o coroastes; destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos, tudo submetestes a seus pés» (Sl 8, 4-7).
Perante a sublime realidade da natureza humana, podemos experimentar a mesma admiração expressa pelo salmista. Esta manifesta-se como abertura ao Mistério, como capacidade de interrogar-se profundamente sobre si mesmo e sobre a origem do universo, como íntima ressonância do Amor supremo de Deus, princípio e fim de todas as coisas, de cada pessoa e dos povos.[4] A dignidade transcendente da pessoa é um valor essencial da sabedoria judaico-cristã, mas, graças à razão, pode ser reconhecida por todos. Esta dignidade, entendida como capacidade de transcender a própria materialidade e buscar a verdade, há-de ser reconhecida como um bem universal, indispensável na construção duma sociedade orientada para a realização e a plenitude do homem. O respeito de elementos essenciais da dignidade do homem, tais como o direito à vida e o direito à liberdade religiosa, é uma condição da legitimidade moral de toda a norma social e jurídica.
Liberdade religiosa e respeito recíproco
3. A liberdade religiosa está na origem da liberdade moral. Com efeito, a abertura à verdade e ao bem, a abertura a Deus, radicada na natureza humana, confere plena dignidade a cada um dos seres humanos e é garante do respeito pleno e recíproco entre as pessoas. Por conseguinte, a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coacção mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade.
Existe uma ligação indivisível entre liberdade e respeito; de facto, «cada homem e cada grupo social estão moralmente obrigados, no exercício dos próprios direitos, a ter em conta os direitos alheios e os seus próprios deveres para com os outros e o bem comum».[5] 
Uma liberdade hostil ou indiferente a Deus acaba por se negar a si mesma e não garante o pleno respeito do outro. Uma vontade, que se crê radicalmente incapaz de procurar a verdade e o bem, não tem outras razões objectivas nem outros motivos para agir senão os impostos pelos seus interesses momentâneos e contingentes, não tem uma «identidade» a preservar e construir através de opções verdadeiramente livres e conscientes. Mas assim não pode reclamar o respeito por parte de outras «vontades», também estas desligadas do próprio ser mais profundo e capazes, por conseguinte, de fazer valer outras «razões» ou mesmo nenhuma «razão». A ilusão de encontrar no relativismo moral a chave para uma pacífica convivência é, na realidade, a origem da divisão e da negação da dignidade dos seres humanos. Por isso se compreende a necessidade de reconhecer uma dupla dimensão na unidade da pessoa humana: a religiosa e a social. A este respeito, é inconcebível que os crentes «tenham de suprimir uma parte de si mesmos – a sua fé – para serem cidadãos activos; nunca deveria ser necessário renegar a Deus, para se poder gozar dos próprios direitos».[6]
A família, escola de liberdade e de paz
4. Se a liberdade religiosa é caminho para a paz, a educação religiosa é estrada privilegiada para habilitar as novas gerações a reconhecerem no outro o seu próprio irmão e a sua própria irmã, com quem caminhar juntos e colaborar para que todos se sintam membros vivos de uma mesma família humana, da qual ninguém deve ser excluído.
A família fundada sobre o matrimónio, expressão de união íntima e de complementaridade entre um homem e uma mulher, insere-se neste contexto como a primeira escola de formação e de crescimento social, cultural, moral e espiritual dos filhos, que deveriam encontrar sempre no pai e na mãe as primeiras testemunhas de uma vida orientada para a busca da verdade e para o amor de Deus. Os próprios pais deveriam ser sempre livres para transmitir, sem constrições e responsavelmente, o próprio património de fé, de valores e de cultura aos filhos. A família, primeira célula da sociedade humana, permanece o âmbito primário de formação para relações harmoniosas a todos os níveis de convivência humana, nacional e internacional. Esta é a estrada que se há-de sapientemente percorrer para a construção de um tecido social robusto e solidário, para preparar os jovens à assunção das próprias responsabilidades na vida, numa sociedade livre, num espírito de compreensão e de paz.
Um património comum
5. Poder-se-ia dizer que, entre os direitos e as liberdades fundamentais radicados na dignidade da pessoa, a liberdade religiosa goza de um estatuto especial. Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana é respeitada na sua raiz e reforça-se a índole e as instituições dos povos. Pelo contrário, quando a liberdade religiosa é negada, quando se tenta impedir de professar a própria religião ou a própria fé e de viver de acordo com elas, ofende-se a dignidade humana e, simultaneamente, acabam ameaçadas a justiça e a paz, que se apoiam sobre a recta ordem social construída à luz da Suma Verdade e do Sumo Bem.
Neste sentido, a liberdade religiosa é também uma aquisição de civilização política e jurídica. Trata-se de um bem essencial: toda a pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a própria religião ou a própria fé, tanto em público como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publicações, no culto e na observância dos ritos. Não deveria encontrar obstáculos, se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma. Neste âmbito, revela-se emblemático e é uma referência essencial para os Estados o ordenamento internacional, enquanto não consente alguma derrogação da liberdade religiosa, salvo a legítima exigência da justa ordem pública.[7] Deste modo, o ordenamento internacional reconhece aos direitos de natureza religiosa o mesmo status do direito à vida e à liberdade pessoal, comprovando a sua pertença ao núcleo essencial dos direitos do homem, àqueles direitos universais e naturais que a lei humana não pode jamais negar.
A liberdade religiosa não é património exclusivo dos crentes, mas da família inteira dos povos da terra. É elemento imprescindível de um Estado de direito; não pode ser negada, sem ao mesmo tempo minar todos os direitos e as liberdades fundamentais, pois é a sua síntese e ápice. É «o papel de tornassol para verificar o respeito de todos os outros direitos humanos».[8] Ao mesmo tempo que favorece o exercício das faculdades humanas mais específicas, cria as premissas necessárias para a realização de um desenvolvimento integral, que diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em cada uma das suas dimensões.[9]
A dimensão pública da religião 
6. Embora movendo-se a partir da esfera pessoal, a liberdade religiosa – como qualquer outra liberdade – realiza-se na relação com os outros. Uma liberdade sem relação não é liberdade perfeita. Também a liberdade religiosa não se esgota na dimensão individual, mas realiza-se na própria comunidade e na sociedade, coerentemente com o ser relacional da pessoa e com a natureza pública da religião.
O relacionamento é uma componente decisiva da liberdade religiosa, que impele as comunidades dos crentes a praticarem a solidariedade em prol do bem comum. Cada pessoa permanece única e irrepetível e, ao mesmo tempo, completa-se e realiza-se plenamente nesta dimensão comunitária.
Inegável é a contribuição que as religiões prestam à sociedade. São numerosas as instituições caritativas e culturais que atestam o papel construtivo dos crentes na vida social. Ainda mais importante é a contribuição ética da religião no âmbito político. Tal contribuição não deveria ser marginalizada ou proibida, mas vista como válida ajuda para a promoção do bem comum. Nesta perspectiva, é preciso mencionar a dimensão religiosa da cultura, tecida através dos séculos graças às contribuições sociais e sobretudo éticas da religião. Tal dimensão não constitui de modo algum uma discriminação daqueles que não partilham a sua crença, mas antes reforça a coesão social, a integração e a solidariedade.
Liberdade religiosa, força de liberdade e de civilização:
os perigos da sua instrumentalização
7. A instrumentalização da liberdade religiosa para mascarar interesses ocultos, como por exemplo a subversão da ordem constituída, a apropriação de recursos ou a manutenção do poder por parte de um grupo, pode provocar danos enormes às sociedades. O fanatismo, o fundamentalismo, as práticas contrárias à dignidade humana não se podem jamais justificar, e menos ainda o podem ser se realizadas em nome da religião. A profissão de uma religião não pode ser instrumentalizada, nem imposta pela força. Por isso, é necessário que os Estados e as várias comunidades humanas nunca se esqueçam que a liberdade religiosa é condição para a busca da verdade e que a verdade não se impõe pela violência mas pela «força da própria verdade».[10] Neste sentido, a religião é uma força positiva e propulsora na construção da sociedade civil e política.
Como se pode negar a contribuição das grandes religiões do mundo para o desenvolvimento da civilização? A busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem. As comunidades cristãs, com o seu património de valores e princípios, contribuíram imenso para a tomada de consciência das pessoas e dos povos a respeito da sua própria identidade e dignidade, bem como para a conquista de instituições democráticas e para a afirmação dos direitos do homem e seus correlativos deveres.
Também hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os cristãos são chamados – não só através de um responsável empenhamento civil, económico e político, mas também com o testemunho da própria caridade e fé – a oferecer a sua preciosa contribuição para o árduo e exaltante compromisso em prol da justiça, do desenvolvimento humano integral e do recto ordenamento das realidades humanas. A exclusão da religião da vida pública subtrai a esta um espaço vital que abre para a transcendência. Sem esta experiência primária, revela-se uma tarefa árdua orientar as sociedades para princípios éticos universais e torna-se difícil estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados, como se propõem os objectivos – infelizmente ainda menosprezados ou contestados – da Declaração Universal dos direitos do homem de 1948.
Uma questão de justiça e de civilização:
o fundamentalismo e a hostilidade contra os crentes prejudicam
a laicidade positiva dos Estados
8. A mesma determinação, com que são condenadas todas as formas de fanatismo e de fundamentalismo religioso, deve animar também a oposição a todas as formas de hostilidade contra a religião, que limitam o papel público dos crentes na vida civil e política.
Não se pode esquecer que o fundamentalismo religioso e o laicismo são formas reverberadas e extremas de rejeição do legítimo pluralismo e do princípio de laicidade. De facto, ambas absolutizam uma visão redutiva e parcial da pessoa humana, favorecendo formas, no primeiro caso, de integralismo religioso e, no segundo, de racionalismo. A sociedade, que quer impor ou, ao contrário, negar a religião por meio da violência, é injusta para com a pessoa e para com Deus, mas também para consigo mesma. Deus chama a Si a humanidade através de um desígnio de amor, o qual, ao mesmo tempo que implica a pessoa inteira na sua dimensão natural e espiritual, exige que lhe corresponda em termos de liberdade e de responsabilidade, com todo o coração e com todo o próprio ser, individual e comunitário. Sendo assim, também a sociedade, enquanto expressão da pessoa e do conjunto das suas dimensões constitutivas, deve viver e organizar-se de modo a favorecer a sua abertura à transcendência. Por isso mesmo, as leis e as instituições duma sociedade não podem ser configuradas ignorando a dimensão religiosa dos cidadãos ou de modo que prescindam completamente da mesma; mas devem ser comensuradas – através da obra democrática de cidadãos conscientes da sua alta vocação – ao ser da pessoa, para o poderem favorecer na sua dimensão religiosa. Não sendo esta uma criação do Estado, não pode ser manipulada, antes deve contar com o seu reconhecimento e respeito.
O ordenamento jurídico a todos os níveis, nacional e internacional, quando consente ou tolera o fanatismo religioso ou anti-religioso, falta à sua própria missão, que consiste em tutelar e promover a justiça e o direito de cada um. Tais realidades não podem ser deixadas à mercê do arbítrio do legislador ou da maioria, porque, como já ensinava Cícero, a justiça consiste em algo mais do que um mero acto produtivo da lei e da sua aplicação. A justiça implica reconhecer a cada um a sua dignidade,[11] a qual, sem liberdade religiosa garantida e vivida na sua essência, fica mutilada e ofendida, exposta ao risco de cair sob o predomínio dos ídolos, de bens relativos transformados em absolutos. Tudo isto expõe a sociedade ao risco de totalitarismos políticos e ideológicos, que enfatizam o poder público, ao mesmo tempo que são mortificadas e coarctadas, como se lhe fizessem concorrência, as liberdades de consciência, de pensamento e de religião.
Diálogo entre instituições civis e religiosas
9. O património de princípios e valores expressos por uma religiosidade autêntica é uma riqueza para os povos e respectivas índoles: fala directamente à consciência e à razão dos homens e mulheres, lembra o imperativo da conversão moral, motiva para aperfeiçoar a prática das virtudes e aproximar-se amistosamente um do outro sob o signo da fraternidade, como membros da grande família humana.[12]
No respeito da laicidade positiva das instituições estatais, a dimensão pública da religião deve ser sempre reconhecida. Para isso, um diálogo sadio entre as instituições civis e as religiosas é fundamental para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da harmonia da sociedade.
Viver no amor e na verdade
10. No mundo globalizado, caracterizado por sociedades sempre mais multiétnicas e pluriconfessionais, as grandes religiões podem constituir um factor importante de unidade e paz para a família humana. Com base nas suas próprias convicções religiosas e na busca racional do bem comum, os seus membros são chamados a viver responsavelmente o próprio compromisso num contexto de liberdade religiosa. Nas variadas culturas religiosas, enquanto há que rejeitar tudo aquilo que é contra a dignidade do homem e da mulher, é preciso, ao contrário, valer-se daquilo que resulta positivo para a convivência civil.
O espaço público, que a comunidade internacional torna disponível para as religiões e para a sua proposta de «vida boa», favorece o aparecimento de uma medida compartilhável de verdade e de bem e ainda de um consenso moral, que são fundamentais para uma convivência justa e pacífica. Os líderes das grandes religiões, pela sua função, influência e autoridade nas respectivas comunidades, são os primeiros a ser chamados ao respeito recíproco e ao diálogo.
Os cristãos, por sua vez, são solicitados pela sua própria fé em Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, a viver como irmãos que se encontram na Igreja e colaboram para a edificação de um mundo, onde as pessoas e os povos «não mais praticarão o mal nem a destruição (...), porque o conhecimento do Senhor encherá a terra, como as águas enchem o leito do mar» (Is 11, 9). 
Diálogo como busca em comum
11. Para a Igreja, o diálogo entre os membros de diversas religiões constitui um instrumento importante para colaborar com todas as comunidades religiosas para o bem comum. A própria Igreja nada rejeita do que nessas religiões existe de verdadeiro e santo. «Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia reflectem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens».[13]
A estrada indicada não é a do relativismo nem do sincretismo religioso. De facto, a Igreja «anuncia, e tem mesmo a obrigação de anunciar incessantemente Cristo, “caminho, verdade e vida” (Jo 14, 6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo mesmo todas as coisas».[14] Todavia isto não exclui o diálogo e a busca comum da verdade em diversos âmbitos vitais, porque, como diz uma expressão usada frequentemente por São Tomás de Aquino, «toda a verdade, independentemente de quem a diga, provém do Espírito Santo».[15]
Em 2011, tem lugar o 25º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz, que o Venerável Papa João Paulo II convocou em Assis em 1986. Naquela ocasião, os líderes das grandes religiões do mundo deram testemunho da religião como sendo um factor de união e paz, e não de divisão e conflito. A recordação daquela experiência é motivo de esperança para um futuro onde todos os crentes se sintam e se tornem autenticamente obreiros de justiça e de paz.
Verdade moral na política e na diplomacia
12. A política e a diplomacia deveriam olhar para o património moral e espiritual oferecido pelas grandes religiões do mundo, para reconhecer e afirmar verdades, princípios e valores universais que não podem ser negados sem, com os mesmos, negar-se a dignidade da pessoa humana. Mas, em termos práticos, que significa promover a verdade moral no mundo da política e da diplomacia? Quer dizer agir de maneira responsável com base no conhecimento objectivo e integral dos factos; quer dizer desmantelar ideologias políticas que acabam por suplantar a verdade e a dignidade humana e pretendem promover pseudo-valores com o pretexto da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos; quer dizer favorecer um empenho constante de fundar a lei positiva sobre os princípios da lei natural.[16] Tudo isto é necessário e coerente com o respeito da dignidade e do valor da pessoa humana, sancionado pelos povos da terra na Carta da Organização das Nações Unidas de 1945, que apresenta valores e princípios morais universais de referência para as normas, as instituições, os sistemas de convivência a nível nacional e internacional.
Para além do ódio e do preconceito
13. Não obstante os ensinamentos da história e o compromisso dos Estados, das organizações internacionais a nível mundial e local, das organizações não governamentais e de todos os homens e mulheres de boa vontade que cada dia se empenham pela tutela dos direitos e das liberdades fundamentais, ainda hoje no mundo se registam perseguições, descriminações, actos de violência e de intolerância baseados na religião. De modo particular na Ásia e na África, as principais vítimas são os membros das minorias religiosas, a quem é impedido de professar livremente a própria religião ou mudar para outra, através da intimidação e da violação dos direitos, das liberdades fundamentais e dos bens essenciais, chegando até à privação da liberdade pessoal ou da própria vida.
Temos depois, como já disse, formas mais sofisticadas de hostilidade contra a religião, que nos países ocidentais se exprimem por vezes com a renegação da própria história e dos símbolos religiosos nos quais se reflectem a identidade e a cultura da maioria dos cidadãos. Frequentemente tais formas fomentam o ódio e o preconceito e não são coerentes com uma visão serena e equilibrada do pluralismo e da laicidade das instituições, sem contar que as novas gerações correm o risco de não entrar em contacto com o precioso património espiritual dos seus países.
A defesa da religião passa pela defesa dos direitos e liberdades das comunidades religiosas. Assim, os líderes das grandes religiões do mundo e os responsáveis das nações renovem o compromisso pela promoção e a tutela da liberdade religiosa, em particular pela defesa das minorias religiosas; estas não constituem uma ameaça contra a identidade da maioria, antes, pelo contrário, são uma oportunidade para o diálogo e o mútuo enriquecimento cultural. A sua defesa representa a maneira ideal para consolidar o espírito de benevolência, abertura e reciprocidade com que se há-de tutelar os direitos e as liberdades fundamentais em todas as áreas e regiões do mundo.
Liberdade religiosa no mundo
14. Dirijo-me, por fim, às comunidades cristãs que sofrem perseguições, discriminações, actos de violência e intolerância, particularmente na Ásia, na África, no Médio Oriente e de modo especial na Terra Santa, lugar escolhido e abençoado por Deus. Ao mesmo tempo que lhes renovo a expressão do meu afecto paterno e asseguro a minha oração, peço a todos os responsáveis que intervenham prontamente para pôr fim a toda a violência contra os cristãos que habitam naquelas regiões. Que os discípulos de Cristo não desanimem com as presentes adversidades, porque o testemunho do Evangelho é e será sempre sinal de contradição.
Meditemos no nosso coração as palavras do Senhor Jesus: «Felizes os que choram, porque hão-se ser consolados. (...) Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. (...) Felizes sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentido, vos acusarem de toda a espécie de mal. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos Céus a vossa recompensa» (Mt 5, 4-12). Por isso, renovemos «o compromisso por nós assumido no sentido da indulgência e do perdão – que invocamos de Deus para nós, no “Pai-nosso” – por havermos posto, nós próprios, a condição e a medida da desejada misericórdia: “perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”(Mt 6, 12)».[17] A violência não se vence com a violência. O nosso grito de dor seja sempre acompanhado pela fé, pela esperança e pelo testemunho do amor de Deus. Faço votos também de que cessem no Ocidente, especialmente na Europa, a hostilidade e os preconceitos contra os cristãos pelo facto de estes pretenderem orientar a própria vida de modo coerente com os valores e os princípios expressos no Evangelho. Mais ainda, que a Europa saiba reconciliar-se com as próprias raízes cristãs, que são fundamentais para compreender o papel que teve, tem e pretende ter na história; saberá assim experimentar justiça, concórdia e paz, cultivando um diálogo sincero com todos os povos.
Liberdade religiosa, caminho para a paz
15. O mundo tem necessidade de Deus; tem necessidade de valores éticos e espirituais, universais e compartilhados, e a religião pode oferecer uma contribuição preciosa na sua busca, para a construção de uma ordem social justa e pacífica a nível nacional e internacional.
A paz é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, um projecto a realizar, nunca totalmente cumprido. Uma sociedade reconciliada com Deus está mais perto da paz, que não é simples ausência de guerra, nem mero fruto do predomínio militar ou económico, e menos ainda de astúcias enganadoras ou de hábeis manipulações. Pelo contrário, a paz é o resultado de um processo de purificação e elevação cultural, moral e espiritual de cada pessoa e povo, no qual a dignidade humana é plenamente respeitada. Convido todos aqueles que desejam tornar-se obreiros de paz e sobretudo os jovens a prestarem ouvidos à própria voz interior, para encontrar em Deus a referência estável para a conquista de uma liberdade autêntica, a força inesgotável para orientar o mundo com um espírito novo, capaz de não repetir os erros do passado. Como ensina o Servo de Deus Papa Paulo VI, a cuja sabedoria e clarividência se deve a instituição do Dia Mundial da Paz, «é preciso, antes de mais nada, proporcionar à Paz outras armas, que não aquelas que se destinam a matar e a exterminar a humanidade. São necessárias sobretudo as armas morais, que dão força e prestígio ao direito internacional; aquela arma, em primeiro lugar, da observância dos pactos».[18] A liberdade religiosa é uma autêntica arma da paz, com uma missão histórica e profética. De facto, ela valoriza e faz frutificar as qualidades e potencialidades mais profundas da pessoa humana, capazes de mudar e tornar melhor o mundo; consente alimentar a esperança num futuro de justiça e de paz, mesmo diante das graves injustiças e das misérias materiais e morais. Que todos os homens e as sociedades aos diversos níveis e nos vários ângulos da terra possam brevemente experimentar a liberdade religiosa, caminho para a paz!
Vaticano, 8 de Dezembro de 2010.

BENEDICTUS PP XVI




[1] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 29.55-57.
[2] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2.
[3] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate,, 78.
[4] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs Nostra aetate, 1.
[5] CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 7.
[7] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 2.
[9] Cf. BENTO XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 11.
[10] Cf. CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre a liberdade religiosa Dignitatis humanae, 1.
[11] Cf. CÍCERO, De inventione, II, 160.
[12] Cf. BENTO XVI, Discurso aos Representantes de outras Religiões do Reino Unido (17 de Setembro de 2010): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 25/IX/2010), 6-7.
[13] CONC. ECUM. VAT. II, Decl. sobre as relações da Igreja com as religiões não-cristãs Nostra aetate, 2.
[14] Ibid., 2.
[15] Super evangelium Joannis, I, 3.
[16]Cf. BENTO XVI, Discurso às Autoridades civis e ao Corpo Diplomático em Chipre (5 de Junho de 2010): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 12/VI/2010), 4; COMISSÃO TEOLÓGICA INTERNACIONAL, À procura de uma ética universal: um olhar sobre a lei natural (Cidade do Vaticano 2009).
[17] PAULO VI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1976: AAS 67 (1975), 671.
[18] Ibid.: o.c., 668.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, não diz “ninguém saberá”.


Jesus se expressa com o verbo no “modo indicativo” presente:
“Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, (não diz “ninguém saberá”) nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai”. (Mt 24,36). “A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, (idem) nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai”. (Mc 13,32). E o mais interessante: Jesus em seguida, pede-nos para que fiquemos continuamente de sobreaviso: “Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis (não diz “não sabereis”) quando será o tempo.” (Mc 13,33) Ou seja: o cristão, pelo simples fato de ser cristão, independentemente do que está por vir, deve permanecer num estado de sobreaviso. Interessante o “Vigiai e orai” (Mc 14,38): Primeiro VIGIAI e depois ORAI.
Perguntaram ao Pe. Gobbi  “quando vem a grande tribulação”. “Como???!!! quando vem???!!! – estamos no centro dela!!! (lembra Janjão, o trapalhão – história de quadrinhos – com a varinha de radiestesia na mão, procurando desesperadamente água – sem perceber que já estava no meio da lagoa com a água pela cintura…).
Um amigo do Padre Gobbi visitou uma paróquia que há 20 anos não tinha confissão. Falou do Inferno, da grande tribulação, etc. e a coisa chegou aos ouvidos do Sr.Bispo. Este mandou chamar o padre e o interpelou: “Que história é essa de inferno? O que é a grande tribulação?” “Grande tribulação, respondeu o padre, é Vossa Excelência mesmo!!!”
“Ninguém o sabe”, mas, diz expressamente Jesus, SABEREIS: “Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus” Lc 21,31. “Estas coisas”, que coisas? as coisas que estamos presenciando atualmente: Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. (é o que não tem faltado – começou com o “milagre do sol” em Fátima. Depois disto tem ocorrido muitos milagres do sol, da lua… narrados por testemunhas fidedignas – e eu mesmo, Hugo, presenciei a vários). Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.(tsunami, uma pequena amostra) Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos céus serão abaladas. Então verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa libertação” (Lc 21,25-28). “Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas”. (Mc 13,29). Maria, através do Pe.Gobbi, nos exorta: “Anunciai a todos o Seu glorioso retorno”. (cf. anexo).
Nossa Senhora ainda nos convida: “Sabei ler os sinais dos tempos que viveis e que anunciam o Seu Próximo Retorno.” (Gobbi, 4/12/85).
E Ela mesma nos fornece outras pistas através do Padre Gobbi, cujas Mensagens têm a aprovação da Igreja, sendo o “imprimatur” concedido por quatro Cardeais e muitos Bispos. Maria analisa essas pistas (a que chama “sinais”) em 4 extensas e sucessivas Mensagens. A título de resumo:
“O Reino glorioso de Cristo será precedido de um grande sofrimento para purificar a Igreja e o mundo a fim de levá-los a uma completa renovação. (…) São vários os sinais que vos advertem que já começou o tempo de purificação: O primeiro é a grande confusão reinante. Ela se alastrou no seio da Igreja subvertendo o dogma, a liturgia e a disciplina”.(28/1/79).



 “O segundo sinal é a indisciplina. Este é o segundo sinal que vos indica que para a Igreja soou o tempo final da sua purificação: A indisciplina difundida em todas as camadas, especialmente no clero.” (2/2/79).

“A divisão penetrou no seio da Igreja e é o terceiro sinal que vos indica CLARAMENTE que, para ela chegou o momento final de sua dolorosa purificação”. (notar a progressão: “começou”, “tempo final”, “momento final”). Prossegue a Virgem: “Se através dos séculos a Igreja foi por vezes dilacerada por divisões que levaram muitos dos meus filhos à apostasia, Eu lhe alcancei de Meu Filho o privilégio de sua unidade interior. Mas, presentemente, o meu adversário logrou, com sua fumaça, escurecer esta divina prerrogativa.” (11/2/79).,
“O quarto sinal que vos adverte que para a Igreja soou o ponto mais alto de sua dolorosa purificação é a perseguição. De fato ela está sendo de muitos modos perseguida. (…) Por vezes ela é perseguida aberta e violentamente; despojada de tudo e impedida de anunciar o Evangelho de Jesus. Nestes tempos, porém, a Igreja é submetida à maior prova: É perseguida de modo sub-reptício e indolor, tirando-lhe pouco a pouco o oxigênio de que há mister. Procura-se conduzi-la a se comprometer com o espírito mundano, o qual, penetrando em seu interior, lhe condiciona e paralisa toda a atividade”.
“A perseguição assume freqüentemente e de maneira ardilosa o aspecto de colaboração; a ostensiva manifestação de respeito à mesma se tornou a arma mais eficaz para feri-la. Descobriram uma nova técnica de destruí-la sem alaridos e sem derramamento de sangue.” (3/3/73).
“Acabei de vos descobrir os sinais do rigoroso inverno de purificação por que a Igreja está atravessando, tendo chegado ao ponto mais cruciante. A Esposa do meu Jesus, aparece ainda chagada e obscurecida pelo seu adversário que já parece estar cantando completa vitória. Está ele certo de ter vencido a Igreja, pela confusão que subverteu muitas das suas verdades, pela indisciplina que espalhou a desordem; pela divisão que abalou sua unidade interna; pela perseguição oculta e traiçoeira com que a tem crucificado.”
“Mas eis que no mais rigoroso inverno da Igreja, apontam os rebentos de uma vida renovada. Eles anunciam que a hora da libertação está próxima! Para ela está surgindo a nova primavera do triunfo do Meu Coração Imaculado. Será a mesma Igreja, porém renovada e resplandecente, que sai da purificação, mais humilde e mais forte, mais pobre e mais evangélica, para que possa resplandecer perante todos O REINO GLORIOSO DE MEU FILHO JESUS.” “Toda de luz será a nova Igreja.” (9/3/79).
Para essa renovação contribui – e quanto! – o OFERECIMENTO do Apostolado: “Antes de terminar, não podemos conter-nos de exortar a todos uma e muitas vezes a que amem a santa madre Igreja com amor industrioso e ativo. Pela sua incolumidade, prosperidade e progresso ofereçamos todos os dias ao Eterno Pai as nossas orações, trabalhos e sofrimentos, se realmente temos a peito a salvação de toda a família humana remida com o sangue divino.” (Pio XII, Enc. “Mystici Corporis” 105). Ver anexo: AMOR À IGREJA. E, lembro novamente o outro anexo: ANUNCIAI A TODOS O SEU GLORIOSO RETORNO.


Pesquisa de Hugo Ferreira Pinto, hugoap@terra.com.br
Veja meu “site” www.triunfodocoracaoimaculado.com

Noite de Natal: Milagre em Belém-PA.


Um recém-nascido foi encontrado no quintal de uma casa na periferia de Belém (PA), no dia de Natal (25). A criança estava num saco plástico e foi jogada por cima de um muro de quase dois metros de altura.
A mãe da criança tem 20 anos e contou que o bebê nasceu por volta das 20h30 do dia 24, que colocou o recém-nascido dentro de um saco de
supermercado, subiu no muro e “soltou a criança” no quintal do vizinho.
O bebê é do sexo masculino, chegou ao hospital pesando 2,2 kg e apresentando escoriações e hematomas no rosto e na perna.
A história chama a atenção pela resistência do bebê que ficou abandonada durante 12 horas.
Como a criança sobreviveu tanto tempo sem ajuda?  Os pediatras explicaram o seguinte:  enquanto estão na barriga os bebês se alimentam do sangue da mãe, que corre através do cordão umbilical.
Nos últimos dias, antes de nascer, eles acumulam muita gordura e açúcar no corpo. Após o parto podem ficar de dois a três dias praticamente sem se alimentar, o tempo que costuma levar para a mãe produzir leite.
Segundos os médicos, o bebê encontrado em Belém podia ter morrido de frio. Tudo indica que o saco plástico onde ele foi colocado ajudou a manter a temperatura do corpo, mas também poderia ter sufocado e matado a criança.
A enfermeira Joelma Lima, que há nove anos trabalha no Samu disse que nunca viu nada parecido. Ao ser retirada do saco, a criança tinha arranhões no rosto e em uma das pernas. Estava molhada, mas respirava sem dificuldade.
Para a enfermeira, o maior risco foi de hemorragia. “Estava com o cordão cortado, não estava pinçado. Isso também poderia causar uma hemorragia por perda de sangue através do cordão umbilical. Todos esses riscos o bebê correu naquele momento”.
Todas essa explicações poderiam se resumir em poucas palavras:  Um Milagre de Deus.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Artzooka-simbolismo em programa infantil.

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6
squareandcompassesembroider
As crianças são alvos constantes de ocultismo. Os simbolismos estão em alta nos dias de hoje. O que antes era subliminar, hoje eles fazem questão de
escancarar.
O que faz um símbolo satânico, maçon em um programa infantil?
Para muitos nada de mais. Para outros somos nós que enxergamos de mais. Para outros ainda, coisa de crente fanático.
Apenas uma mensagem para você: Enquanto você pai, mãe sai para trabalhar, seus filhos são bombardeados por espiritismo disfarçado de programa infantil.
Nunca se viu ou se ouviu uma humanidade, uma sociedade com jovens tão rebeldes, tão imorais e tão desobendientes. Porque eles tem sido vítimas de uma mídia suja, que tem distocido os valores morais e familiares.


Você lembra papai, mamãe da doutrinação e educação que recebeu de seus pais? A forma como você respeitava seus professores? Professor tinha o mesmo respeito que pai e mãe e hoje são agredidos. Escolas viraram caso de polícia!
Cuide de sua família, pois ela é tudo o que você tem!
ARTZOOKA NOVO PROGRAMA INFANTIL
 
 
Estava sendo exibido um novo programa infantil no canal Discovery kids, que originalmente é da Alemanha. Observem como nossas crianças são bombardeadas mentalmente para acharem cada vez mais normal o que está por vir, analisem as fotos e por favor deem suas opniões.
artzooka4 - queverdadeeessa
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 artzooka6 - queverdadeeessa



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Mensagens subliminares em desenhos animados.

1) Desenho "A VACA E O FRANGO"

[avacaeofrango[1].jpg][images[37].jpg]Trata-se de uma vaca e um frango filhos que possuem pais normais. Estes pais têm como objetivo apoiá-los mesmo quando os seus atos são errados. O que impressiona é que seus pais nunca aparecem totalmente, estão sempre da cabeça para baixo, e quem toma conta dos garotos, a Vaca e o Frango, é um DEMÔNIO, literalmente. De vez em quando ele leva os dois para o inferno e é ele que dá dicas e opiniões para a vida de cada um. Se percebemos a mensagem subliminar que este desenho traz é que "os pais não são capazes de criar os seus filhos e eles são ensinados pelo mundo ou pelo príncipe deste mundo, que se trata do próprio DIABO" . Analise o que a sociedade chama de Frango um menino e de Vaca a menina? Entendo que o fato dos pais serem apresentados de ponta-cabeça se deve ao entendimento de que o que falam sempre deve ser seguido de forma contrária. Este desenho ainda é veiculado e pode ser assistido no YouTube.

2) O Desenho "SOUTH PARK"

[images[43].jpg][images[40].jpg]Coisas como: Belzebu está perdidamente apaixonado por Saddam Hussein, ou, ainda, outra situação: um grupo de crianças canta uma balada para Satã, o “mal-amado”. Ainda, cenas com palavrões, e situações de desobediência e agressões gratuitas e desnecessárias. Tudo isto e muito mais compõe o enredo de "South Park", um seriado destinado ao público infantil, de título inspirado numa cidadezinha provinciana cuja peculiaridade é ser considerada a capital mundial da ufologia, local privilegiado de contatos com extraterrestres e experiências paranormais. A lista de personagens inclui um professor esquizofrênico e homossexual, uma enfermeira que tem um feto grudado na cabeça, um cozinheiro maníaco sexual e outras aberrações mais. E, como se não bastasse, este desenho animado transmite ainda um profundo desprezo por minorias como judeus, negros e subalternos, entre outros. O único garoto bonzinho do seriado morre em todos os episódios: ora atravessado por um mastro de bandeira, ora devorado por um bando de perus. Programas como South Park visam exclusivamente a decadência moral de crianças, jovens e adolescentes, pois sem dúvida alguma eles muito mais destroem do que constroem.

3) O Desenho "OS SIMPSONS"

[SIMPSON12.jpg]Neste desenho,o personagem Bart Simpson chama seu pai de estúpido, idiota e de outros palavrões. Em 1995, o criador dos Simpsons criou um Bart Simpson bom, que orava na hora das refeições, que beijava a mãe antes de ir à escola. Os telespectadores começaram por clamar pelo retorno do Bart de mau comportamento. 

[SIMPSON1.jpg]Em um certo episódio, um treinador de Baseball faz lanação ao time e surge um quadro em que, a frente dos demais jogadores, existem dois que se destacam. O da esquerda usa uma camisa com o número 6 estampada e ao seu lado, um outro jogador exibe sua camisa com o número 66. Ambos estão lado a lado, e a combinação de seus uniformes exibem o número 666, que segundo o Livro de Apocalipse, representa o número da besta. Eis aí um exemplo que muitos podem dizer: "É coincidência!" ou "Não tem nada a ver!", mas quando vemos diversos outros desenhos, como veremos, podemos ter a certeza de que não se trata de coincidências. Existe um objetivo dissimulado ao divulgar estas imagens. Mas isto será tratado em novo tópico.

4) O Desenho "GARFIELD"

[Garfield1.jpg]Este desenho que tem por personagem principal um gato amarelo de costumes preguiçosos e que costuma tramar as mais diversas armadilhas para o seu dono tem passado diversas mensagens para o público infantil. As crianças que se identificam com este gato acabam por se tornarem acomodadas e sem iniciativa para as obrigações. Este comportamento, na maioria das vezes, se consolida nestas crianças, tomando grandes proporções na idade adulta.

[Garfield12.jpg]Em um certo episódio chamado "The Lasagna Zone", o gato Garfield é perseguido por três jogadores de Futebol Americano que se deslocam lado a lado. O uniforme dos três jogadores são iguais, e cada um tem estampado na parte da frente da camisa o número 6. Como estão lado a lado, o número formado é 666. Mais uma vez estamos frente a este número que representa a besta na Bíblia. Será que para muitos esta também será uma coincidência? Reflitam!

5) O Desenho "CHAVES"

[chaves1.jpg]Neste desenho, o Chaves é um personagem que mostra total desrespeito a todos os moradores da vila onde mora. Ele demonstra total insensibilidade com a questão do trato com os mais velhos e também mostra um temeramento agressivo com seus amigos. Como se não bastasse, os demais personagens também têm comportamentos distorcidos. Um tenta se esconder de seu credor, outra se apaixona por um professor porém ambos não assumem um relacionamento verdadeiro, uma senhora é chamada de "Bruxa do 71", etc. 

[chaves12.jpg]Foi lançado um episódio no desenho do Chaves que tem por título "Cachorrinho Satanás". Incrível, mas este é o título de um desenho infantil! Neste episódio vemos por diversas vezes a conhecida "Bruxa do 71" chamando alto e em bom Tom: "-Satanás... Onde está você, Satanás. Venha aqui, Satanás...". Logo depois, começam a surgir vária imagens, tais como o "Seu Madruga" como Diabo, a "Bruxa do 71" evocando satanás, etc.

Fruto deste desenho, ocorreu o seguinte: Certa vez, uma menina de 5 anos filha de um casal evangélico, chegou ao seu pai e disse: -Papai, satanás é bonzinho, né? O pai ao ouvir isto de sua filha, a repreendeu e a orientou sobre quem ela estava falando. 

[chaves123.jpg]A menina começou a chorar dizendo que satanás era realmente bonzinho. O pai, intrigado, foi procurar entre seus brinquedos, alguma coisa que tivesse ligação com o que sua filha lhe falara. Finalmente encontrou: era um DVD do Chaves que tinha este episódio. Nele a "Bruxa do 71" possui um cachorrinho(realmente bonzinho, no desenho) cujo nome era satanás. O cachorrinho se perde e a bruxa, passa a procurá-lo, chamando pelo seu nome.


6) O Desenho "A TURMA DO PICA-PAU"

[Pica-pau12.jpg]O Pica-pau, um dos personagens mais antigos que ainda é exibido, tem colaborado, e muito, para a formação comportamental de muitas pessoas. Como todos já sabem, este personagem influencia as mentes infantis com as suas atitudes melévolas, mal-educadas e, como são exibidas atualmente, demoníacamente inspiradas. Citarei aqui alguns episódios que demonstram o teor, às vezes sutil, de maldades diabólicas.

[Pica-pau1.jpg]Existe um episódio que tem por título: "O Afanador de Gasolina". O Pica-pau ensina às crianças uma maneira de furtar gasolina, e em dado momento ele vê uma placa que diz: "(...) Essa viagem é realmente necessária?" ao que ele responde: "-Claro que é necessária, EU SOU UM DIABO NECESSÁRIO!". Neste momento seu semblante muda(conforme figura) e ele passa a se parecer com um demônio. Tudo isto só neste episódio!
   
[Pica-pau13.jpg][Pica-pau123.jpg]
No episódio "Pica-Pau, Seu Melhor Duende", o Pica-pau estava lamentando por estar cheio de contas e dizia bem alto: "-Como eu queria ser rico!". Neste momento ele é "visitado" por um duende que tem a sua aparência, porém é menor e de cor verde. Este duende começa a rodopiar na sua frente fazendo sinais satânicos com as mãoes e lhe oferece uma série de poderes, mas que na realidade, acaba o colocando em várias enrascadas. 

[Pica-pau133.jpg]Mais a frente, quando o Pica-pau se cansa dele, o manda para o inferno. Quando o duende chega ao inferno e encontra com o diabo, este lhe diz, sob gargalhadas: Finalmente você voltou para onde saiu! Desta forma podemos concluir que o duende era um demônio que acompanhava o Pica-pau, lhe proporcionando falsos poderes.

[Pica-pau132.jpg]Existem ainda imagens como as que aparecem constantemente em outros desenhos, fazendo alusão ao número da besta, 666, 66 ou apenas 6, como na figura ao lado.


7) O Desenho "A TURMA DA MÔNICA"

[Cópia+de+mônica1.jpg]Em um recorte de revista, foi exibido um quadro que visava despertar a sensualidade infantil. Observe nesta página, o último quadro. Observe que o lugar onde Horácio pasou a noite foi exatamente em um dos seios da mulher que se encontra deitada. Esta mulher é formada pela cadeia de montanhas que existe ao fundo. Lembrem-se que este tipo de revista é lido pelo público infantil, cuja idade gira em torno de 11 e 12 anos.

[MONICA05.jpg]
http://img706.imageshack.us/img706/2586/mensagemmonica.jpg

[01[1].gif]Em outra revista, foi ensinado às crianças como se deve proceder para fazer uma evocação satânica e realizar um pacto com o diabo. A propósito, o título era "Pacto com o Diabo I", significando que teriam os Pactos II, III, etc.

[bruxalua[1].jpg]Em mais outra, vemos a Mônica e Cebolinha assistindo a uma evocação ao deus das moscas. Vale lembrar que o deus das moscas é o próprio Beuzebu ou Baal Zebub. Vejam e tirem suas próprias conclusões. Diversas são as revistas da Turma da Mônica que trazem mensagens subliminares nas sua histórias. Estas mensagens evidenciam o cascão como um menino que sente prazer por viver na sujeira e tem total aversão à água, o cebolinha com um defeito de dicção, induzindo as crianças a imitá-lo(e quem sabe adquirir tal doença por osmose), a Magali, com sua gula exacerbada e a própria Mônica, complexada por seus sinais particulares("baixinha", "gordinha" e "dentuça", como a tratam), desenvolvendo a baixa-estima daquelas meninas que com ela se identifica.

Isso sem falar em personagens como Franjinha, um menino de bom poder aquisitivo, que esnoba os demais, Penadinho, um fantasma que ronda os cemitérios assustando a todos, Rolo, um hippie que leva a vida de maneira irresponsável. Afinal, para que servem estes modelos de comportamento e crença? Pensem nisto!

[Magaly+Reencarnação.jpg]Em outra revista, desta vez da "MAGALI", logo na capa, pode-se ver algumas mensagens subliminares. Observe que Magali está puxando um menino. Logo acima dela vê-se: "www.RadioResgateRM.com". Até aí, nada de mais. Mas, observe aos pés de Magali. Está escrito: "Nesta edição: REENCARNAÇÃO"! Agora sim, podemos entender que Magali resgatou aquele menino, sendo que ele foi REENCARNADO! Logo, o endereço eletrônico cujo nome é "RadioResgate", significa que pode-se resgatar alguém já morto. Observe como o ocultismo está sendo inserido nas mentes das crianças! Estão claros a presença dos princípios espíritas nesta revista.

[CA2JCN6V.jpg]E como se não bastasse, observe os objetos que estão um de cada lado da Magali: São DUAS ESTRELAS DE CINCO PONTAS INVERTIDAS! Para os que não conhecem, a estrela de cinco pontas (ou Pentagrama) invertido, ou seja, com uma ponta para baixo e duas para cima, no satanismo, representa o trono de satanás estabelecido na Terra. Ainda, a imagem de satanás, representada por um bode, é desenhada, tomando-se por base, as cinco pontas do pentagrama. Observe a figura ao lado.

8) O Desenho "BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES"

[branca+de+neve+3.jpg]Este desenho, um dos primeiros a ser lançado pela Disney, é um clássico que todos conhecem, seja de qual idade for. Marcou a infância de muitas pessoas e muitas delas dormiram ouvindo seus pais contando estas histórias.

Porém, àquela época, os pais não tinham os recursos que hoje existem para que se possa observar as imagens do desenho.

[Branca+de+Neve+4.jpg]Aqui você tem a oportunidade de ver as imagens que se formam no espelho da bruxa quando ela faz a evocação ao "espírito do espelho", para que ele venha das trevas para satisfazer os desejos. Observe as figuras que surgem entre as fumaças e entre as chamas.

[branca+de+neve+1.jpg]Existe um momento que a bruxa, por inveja, ordena que um caçador mate Branca de Neve. Quando este vai cumprir a ordem e encontra Branca de Neve, ela procurando se defender, cruza os braços sobre o rosto, fazendo com as mãos aquele sinal satânico.


9) O Desenho "CAMINHO PARA O EL DORADO"

[Caminho+para+El+Dorado.jpg]Neste desenho, lançado mais recentemente, pôde ser observado que em determinado momento existe uma cena que simula uma relação sexual entre um casal de personagens. Levando-se em consideração que o público alvo é composto por crianças de, pelo menos, 10 anos, podemos ver que existe a intensão de despertá-las para a sexualidade cedo. Observe e tire suas próprias conclusões.

10) O Desenho "DRAGON BALL Z"

Neste desenho podemos ver um "show" de mensagens subliminares. Elas são tantas que pode-se chegar a suspeitar que todos os produtores destes desenhos são satanistas. Algumas mensagens são muito sutis, mas outras são bem transparentes. Tem mensagem tão bem elaborada que deixa bem claro o grau de conhecimento que os produtores do desenho têm da Bíblia. Veremos abaixo alguns exemplos:

- Em certo episódio, é ensinado às crianças como cometerem suicídio!

[dragon2.jpg][dragon1.jpg]

[dragon3.jpg] Após vários personagens passarem uma arma de mão em mão, numa "brincadeira" conhecida por "Roleta Russa", quando, a arma é municiada com um cartucho e cada um dos componentes dispara contra a própria cabeça, até que arma disparem contra o "azarado". É uma prática comum entre criminosos..


[dragon+ball-z222.jpg] [dragon+ball-z11.jpg]

[Dragon+Ball+Z+-+Mr+Satã.jpg] - Já em outro desenho do Dragon Ball Z, aparece um personagem, herói da série, e muito aclamado, tanto pelos personagens quanto pelas crianças que assitem o desenho, cujo nome é Mr. Satã!. No desenho, ele é respeitado por uma força que não possui, mas mostra ter através de mentiras e simulações. Na realidade, fica claro nos desenhos que ele é covarde, mas mesmo assim todos o adoram. Por diversas vezes seus admiradores ficam gritando bem alto "Satã, Satã, Satã...". 

Este personagem possui um veículo, e na lataria aparece o número "666" visivelmente.

E você, o que acha destas "mensagens subliminares" nos desenhos animados?

Últimos Dias: Profecias do Fim - O Céu está falando!

  Olá irmãos e irmãs, salve Maria. É com muita tristeza, mas com muita esperança que, trago-vos hoje uma mensagem do Céu: filhos e filhas, ...